Nacional vence Belenenses com árbitro no epicentro

O Nacional da Madeira alcançou este sábado uma vitória folgada, por 4-2, na recepção ao Belenenses, em jogo da 11 jornada da Liga
de futebol, mas chegou a ter o triunfo em dúvida, a poucos minutos do fim e com o árbitro como protagonista.

RTP /
Jogador do Nacional, Juninho disputa a bola com o jogador do Belenenses, Mano. Lusa

Os dois golos de Nenê, no primeiro tempo, marcaram a diferença de qualidade entre as equipas mas um súbito adormecimento da equipa madeirense, na segunda metade, permitiu um perigoso empate, só desfeito nos últimos minutos da partida. 
 
O Nacional, como era sua obrigação, organizou-se mais ofensivamente para o jogo, com um 4-4-2 em losango, em que Juninho aparecia como o vértice ofensivo do meio campo insular, posição que não é normal para este jogador.
 
Após um primeiro livre directo muito perigoso de Patacas, aos 13 minutos e um remate à entrada da área de Juninho, dois minutos volvidos, José Pedro ameaçou a baliza do Nacional, ainda antes da vintena de minutos, no primeiro remate à baliza adversária,que Bracalli defendeu sem dificuldade.
 
A turma de Manuel Machado, mesmo sem muitas dificuldades, continuou a dominar o jogo e chegou ao golo, naturalmente, através de Nenê, os 23 minutos, após livre da esquerda de Juninho. 
 
O goleador do Nacional e da Liga tornou a marcar, aos 38 minutos, quando Miguel Fidalgo o "descobriu" na ala direita do ataque, com o brasileiro a bater em velocidade Mano e fazer o seu sétimo tento na Liga, depois o àrbitro anulou um golo limpo a Silas. 
 
Na segunda metade os homens de Belém reduziram a desvantagem, mercê de um golo de Silas, com a bola ainda a embater em Cléber, aos 61 minutos.    
 
A equipa madeirense tinha o jogo completamente dominado mas Fabiano foi expulso, aos 75 minutos e, cinco minutos volvidos, o Belenenses chegou ao inesperado empate, através do recém entrado Marcelo, perante uma apatia incompreensível da defesa local. 
 
Com 10,  os Nacionalista  tiveram sorte, dois minutos volvidos, Luís Alberto a dominar a bola com o braço, cruzou para a área, onde surgiu ao segundo poste, na direita, Mateus, a rematar em esforço para o tento da vitória. 
 
Os "azuis" quebraram animicamente com tanta «facilidade» do árbitro Rui Costa, que a goleada madeirense só não surgiu devido à sua ineficácia ofensiva, que Cléber ainda disfarçou, aos 88 minutos, ao fazer facilmente o quarto golo da equipa da Choupana. 
 
     
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