Nomeação de Freitas do Amaral é insuficiente

O especialista em Direito Desportivo José Manuel Meirim defende que a nomeação de Freitas do Amaral para liderar um processo de investigação ao que ocorreu na polémica reunião do Conselho de Justiça da Federação não é suficiente.

RTP /
José Manuel Meirim diz que se impõe uma intervenção jurídica para fiscalizar os poderes que o Estado tem em relação ao exercício de poderes da FPF D.R.

Em declarações à Antena 1, o especialista em Direito Desportivo José Manuel Meirim não põe em causa "a capacidade técnica e intelectual do professor Freitas do Amaral", mas afirma que a sua nomeação não é suficiente.

José Manuel Meirim considera que a criação de um grupo de trabalho para averiguar o que ocorreu na reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol faz com que pareça um simples processo privado.

"É evidente - e isso parece ser claro - que se trata quase de um processo de investigações privado que tem o objectivo de transmitir à Assembleia-Geral numa leitura daquilo que se passou naquilo que eu denominei de ‘a noite das facas longas'", refere.

O especialista defende que, face à gravidade do assunto, o mais correcto seria abrir uma investigação jurídica: "É muito pouco, do ponto de vista da gravidade do que se passa, porque acima de tudo o que se impunha e se impõe é uma intervenção do ponto de vista jurídico de fiscalização dos poderes que o Estado tem quando estão em causa o exercício de poderes públicos por parte de uma federação desportiva. E aí continuamos a zero".

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