Orçamento do Benfica para a época 2026/27 aprovado por 54,57%

Orçamento do Benfica para a época 2026/27 aprovado por 54,57%

Os sócios do Benfica aprovaram o orçamento para a temporada 2026/27, por uma maioria de 54,57% dos associados votantes, após deliberação em Assembleia-geral (AG) do clube.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Tiago Petinga - Lusa

Os associados do clube da Luz aprovaram, com um resultado de 54,57% votos a favor para 45,43% contra, o orçamento para despesas e receitas, o plano de investimentos e o parecer do Conselho Fiscal para o exercício 2026/27, que constituía o ponto único na ordem de trabalhos da segunda AG realizada hoje, relativa a Orçamento e Plano de Investimentos.

A sessão iniciou pela tarde com a intervenção do presidente do Benfica, Rui Costa, apresentando o orçamento para apreciação dos associados, no qual projetava um resultado positivo de 8,4 milhões de euros (ME) como "condição essencial" para "continuar a investir na competitividade", seguido de Nuno Catarino, vice-presidente financeiro do emblema `encarnado`.

Seguiu-se um período para intervenções dos sócios, com 26 inscritos, entre os quais Mauro Xavier, que apresentou uma proposta à Mesa da AG, e João Diogo Manteigas, um dos candidatos derrotados nas últimas eleições para os órgãos sociais, e que antecedeu o período de votação, que se prolongou por mais de uma hora até ao apuramento de resultados.

Pela manhã, o Benfica já havia levado a cabo uma primeira reunião magna, denominada Planeamento, Gestão e Resultados Desportivos, que visou esclarecer os associados relativamente à última época desportiva.

O orçamento do clube para 2026/27 aponta para rendimentos de 70 ME e gastos de 61,6 ME, valores que permitem projetar um resultado positivo de 8,4 ME.

Esta previsão representa uma melhoria face aos 3,91 ME inscritos na época 2025/26 e supera igualmente os 7,65 ME registados no exercício de 2024/25.

Aprovados em março de 2025, os novos estatutos do Benfica introduziram um mecanismo que prevê a demissão automática da Direção caso o relatório de gestão e contas seja rejeitado duas vezes pela AG.

Contudo, os estatutos estabelecem igualmente que esse mecanismo apenas produz efeitos "a partir do segundo ano do exercício" de cada direção, pelo que não poderá ser aplicado à equipa liderada por Rui Costa nas primeiras contas apresentadas após a eleição, consumada em novembro último.

Estas reuniões magnas acontecem depois de, em junho de 2025, os associados terem chumbado o orçamento para 2025/26 com uma maioria expressiva de 73,80% de votos contra, num ato em que votaram 1.056 sócios e que antecedeu o ato eleitoral, no qual Rui Costa foi reconduzido.

O documento então apresentado pela Direção previa um resultado positivo de 5,5 ME.

A reprovação representou um agravamento da contestação interna à gestão do presidente `encarnado`, num ano marcado pela realização de eleições no clube.

Também em 2024, Rui Costa, que lidera o clube desde 2021, não obteve a maioria absoluta exigida pelo artigo 57.º dos estatutos à data em vigor para que o orçamento fosse aprovado.

 

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