Presidente do Vitória SC quer mais clubes da I Liga e equipas da II Liga

O presidente do Vitória de Guimarães defendeu hoje que a Taça da Liga de futebol deve incluir mais equipas da I Liga e formações da II Liga, com as equipas presentes nas provas europeias a entrarem mais tarde.

Lusa /
Foto: Vitória de Guimarães

À margem da receção aos vitorianos na Câmara Municipal de Guimarães, precisamente devido à conquista da Taça da Liga, em 10 de janeiro, António Miguel Cardoso considerou que a competição deve ser “mais democrática”, envolvendo mais do que os seis primeiros classificados da I Liga e os dois primeiros da anterior edição da II Liga, e “salvaguardar os interesses” de quem disputa as provas da UEFA.

“Existe um excesso de jogos para as equipas que estão nas competições europeias. É preciso acautelar isso, para que as campanhas [europeias] sejam positivas. Nas outras equipas da I e da II Liga há um défice de jogos. É importante que a Taça da Liga tenha mais jogos, com as equipas na Europa a enquadrarem-se mais à frente. Faz sentido que seja uma taça para equipas da I Liga e da II Liga”, realçou, em declarações aos jornalistas.

Essa opinião vai ao encontro da posição expressa pelo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Reinaldo Teixeira, logo após a final de 10 de janeiro, em que o Vitória derrotou o Sporting de Braga (2-1), a dar conta da “vontade de devolver a prova a todas as equipas”.

Convencido de que a equipa treinada por Luís Pinto não “teve a sorte do jogo” na derrota caseira perante o líder FC Porto (1-0), no domingo, para a 18.ª jornada da I Liga, António Miguel Cardoso voltou a assumir o objetivo de uma classificação nos cinco primeiros lugares do campeonato, numa fase em que os minhotos são oitavos, com 25 pontos.

"Temos muito para conquistar em todas as modalidades, na formação, no futebol feminino, na equipa B e também na equipa A. É importante qualificarmo-nos para a Europa. Sempre dissemos que o quinto lugar é um objetivo, no mínimo. Se ficarmos em quarto ou em terceiro, melhor ainda”, salientou.

Questionado sobre o inédito apuramento da equipa feminina do Vitória para as meias-finais da Taça de Portugal, em que vai defrontar o FC Porto, o responsável disse que o clube ambiciona “conquistar o maior número de troféus possível e estar sempre nas grandes decisões, com humildade”.

Sem se alongar quanto ao mercado de transferências, após uma questão sobre o alegado interesse do Sporting nos médios Gonçalo Nogueira e Diogo Sousa, António Miguel Cardoso referiu ainda que o processo relacionado com a futura academia do clube, que vê como necessária para “crescer” a formação, está “numa fase terminal”, sendo conhecidas novidades “em breve.

Câmara de Guimarães agradece ao Vitória "feito eterno”
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, afirmou hoje que a conquista da Taça da Liga de futebol pelo Vitória de Guimarães é um feito que será “eterno” na “história coletiva” do concelho minhoto.

Na receção oficial ao plantel, equipa técnica e órgãos sociais do clube que venceu a mais recente edição da prova, ao derrotar o vizinho e rival Sporting de Braga (2-1), em 10 de janeiro, o autarca enalteceu uma “equipa que jogou como Guimarães vive”, “com orgulho, com coragem e sem pedir licença a ninguém”.

“A Câmara Municipal de Guimarães recebe-vos como quem faz história na nossa cidade, com muita alegria, muito orgulho, gratidão e uma emoção difícil de esconder. Deram-nos um momento que fica na história coletiva. Deram ao Vitoria uma conquista inédita e um momento à cidade de Guimarães que fica eterno”, realçou, durante a cerimónia decorrida no salão nobre dos paços do concelho.

Presente na final de Leiria, Ricardo Araújo confessou que, enquanto vitoriano, “sofreu muitas vezes para dentro”, numa “grande conquista” que atribuiu ao “profissionalismo” dos jogadores, à forma como o treinador Luís Pinto preparou a equipa “para competir”, mas também “para acreditar”, e à “liderança firme, responsável e ambiciosa” da administração da SAD vitoriana, presidida por António Miguel Cardoso.

Já o responsável máximo do emblema da ‘cidade berço’ realçou que a inédita conquista da Taça da Liga distingue “um caminho construído com esforço, sacrifício e uma união que nunca vacilou”, sustentado na aposta em jogadores da formação, e realçou que a conquista é “uma etapa a meio de uma época longa, exigente e ambiciosa”.

“A verdadeira grandeza está em continuar a trabalhar, a evoluir e a acreditar que há ainda muito para conquistar. O Vitória tem de se habituar a estes palcos, a estas finais, porque é aqui que a sua história se afirma. Não podemos ‘virar a cara à luta’ depois de uma conquista, quando o caminho vai apenas a meio”, disse, sobre uma época em que já assumiu a meta dos cinco primeiros lugares na I Liga.

O treinador, Luís Pinto, prometeu “continuar a dignificar o clube e a cidade” e a contribuir para o crescimento dos seus jogadores após “uma grande conquista”, enquanto o capitão vitoriano, o médio Samu, vincou que o troféu é da equipa e de todos os adeptos, lembrando a receção apoteótica no centro de Guimarães logo após a final.

Depois da cerimónia protocolar, o médio português, de 29 anos, transportou o troféu na hora de ir saudar os cerca de 200 adeptos presentes na praça em frente ao edifício da Câmara Municipal.

Em vez de subirem à varanda do edifício, como estava previsto, os jogadores encontraram-se com os adeptos na praça, acompanhados por cânticos de apoio ao Vitória e pelas dezenas de luzes dos telemóveis para fotografias e vídeos alusivos ao momento.



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