Futebol Nacional
Rio Maior continua gerido por Comissão Administrativa até 17 de Julho
A Comissão Administrativa (CA) da UD Rio Maior, da III Divisão nacional de futebol, que terminava o mandato, assumiu esta noite, em assembleia-geral, a gestão do clube até 17 de Julho, altura em que vai ser realizada uma nova reunião dos sócios. Os juniores, que evitaram a suspensão do clube, receberam um voto de louvor.
"Sem dramatizar", perante cerca de três dezenas de associados, João Verde da Costa, um dos elementos da CA, antevendo uma "noite dramática", admitiu que "será muito difícil continuar com este barco", apontando como "obstáculo maior" a existência de dívidas fiscais na ordem dos 75.000 euros.
O mesmo responsável acrescentou ter entregue ao Ministério Público toda a documentação "suspeita de gestão danosa", referente à anterior direcção do clube, liderada por Albano Mota.
Mesmo assim, os cinco elementos da CA do clube riomaiorense disponibilizaram-se para continuar a gerir o clube, "para que este não caia num vazio".
"Não estou na disposição de formar uma equipa, contratar jogadores e equipa técnica, para depois não ter dinheiro para lhes pagar. Não me convidem para isso, só entro naquilo que puder cumprir", frisou Saturnino Esperto, também da CA do clube, eleita a 26 de Março, por um período de 90 dias.
De acordo com os dirigentes, o emblema riomaiorense enfrenta actualmente dívidas na ordem dos 150 mil euros, dos quais 75.000 às Finanças e o restante a fornecedores, jogadores e treinadores.
Alguns sócios sugeriram a criação de um novo clube. Mas, a CA, reconhecendo já ter ponderado essa possibilidade, rejeitou, justificando que "aparentemente será uma solução, mas não resolve o problema, só dá o tiro de partida à reversão das dívidas fiscais para os dirigentes", advertiu o dirigente José Manuel Guedes.
Os mesmos responsáveis asseguraram que o clube "não está impedido de inscrever as equipas" de juniores e seniores, e que notificou à Associação Nacional de Treinadores de Futebol o "abandono" do ex-treinador da equipa sénior, Paulo Torres, desde 22 de Maio, altura em que os 21 jogadores do clube permaneceram cerca de 25 horas em greve de fome, à porta do Estádio Municipal da cidade.
Desde então, o clube apresentou-se nas competições seniores somente com jogadores juniores, que esta sexta-feira receberam um voto de louvor aprovado por unanimidade, evitando as penas de desclassificação, descida de divisão e suspensão por duas épocas das competições nacionais.
Nos últimos três jogos da fase de subida da série E da III Divisão a UD Rio Maior saiu goleada frente ao Sintrense (15-1), Igreja Nova (6-0) e Portosantense (17-0), mas garantiu a quarta posição nesta competição, com 32 pontos, menos 15 que o líder Camacha.
c/ lusa
O mesmo responsável acrescentou ter entregue ao Ministério Público toda a documentação "suspeita de gestão danosa", referente à anterior direcção do clube, liderada por Albano Mota.
Mesmo assim, os cinco elementos da CA do clube riomaiorense disponibilizaram-se para continuar a gerir o clube, "para que este não caia num vazio".
"Não estou na disposição de formar uma equipa, contratar jogadores e equipa técnica, para depois não ter dinheiro para lhes pagar. Não me convidem para isso, só entro naquilo que puder cumprir", frisou Saturnino Esperto, também da CA do clube, eleita a 26 de Março, por um período de 90 dias.
De acordo com os dirigentes, o emblema riomaiorense enfrenta actualmente dívidas na ordem dos 150 mil euros, dos quais 75.000 às Finanças e o restante a fornecedores, jogadores e treinadores.
Alguns sócios sugeriram a criação de um novo clube. Mas, a CA, reconhecendo já ter ponderado essa possibilidade, rejeitou, justificando que "aparentemente será uma solução, mas não resolve o problema, só dá o tiro de partida à reversão das dívidas fiscais para os dirigentes", advertiu o dirigente José Manuel Guedes.
Os mesmos responsáveis asseguraram que o clube "não está impedido de inscrever as equipas" de juniores e seniores, e que notificou à Associação Nacional de Treinadores de Futebol o "abandono" do ex-treinador da equipa sénior, Paulo Torres, desde 22 de Maio, altura em que os 21 jogadores do clube permaneceram cerca de 25 horas em greve de fome, à porta do Estádio Municipal da cidade.
Desde então, o clube apresentou-se nas competições seniores somente com jogadores juniores, que esta sexta-feira receberam um voto de louvor aprovado por unanimidade, evitando as penas de desclassificação, descida de divisão e suspensão por duas épocas das competições nacionais.
Nos últimos três jogos da fase de subida da série E da III Divisão a UD Rio Maior saiu goleada frente ao Sintrense (15-1), Igreja Nova (6-0) e Portosantense (17-0), mas garantiu a quarta posição nesta competição, com 32 pontos, menos 15 que o líder Camacha.
c/ lusa