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Sporting de Braga quer abrir escola de futebol em Toronto e reforçar ligação à diáspora
O Sporting de Braga pretende abrir uma escola de futebol em Toronto, anunciou o presidente do clube, António Salvador, durante as comemorações dos 40 anos do Arsenal do Minho, associação ligada à diáspora minhota no Canadá.
"Queremos abrir a escola de Guerreiros do Futuro, onde as próprias crianças desta comunidade possam vestir a camisola do Sporting de Braga, sentir paixão e orgulho”, afirmou António Salvador, em declarações à Lusa, à margem das comemorações realizadas este sábado à noite, em Toronto.
Questionado diretamente pela Lusa sobre se o objetivo é instalar uma escola de futebol na maior cidade canadiana, o dirigente confirmou: “Uma escola de futebol aqui em Toronto, sim”, acrescentando que o projeto está a ser trabalhado e que “em breve isso vai ser uma realidade”.
A iniciativa foi também anunciada por António Salvador durante o discurso perante a comunidade luso-canadiana, no qual desafiou o Arsenal do Minho a tornar-se parceiro de uma academia dos “Guerreiros do Futuro” no Canadá, no âmbito da estratégia de internacionalização do clube.
O presidente do Sporting de Braga explicou que o clube já possui equipas e academias na América do Sul (Colômbia), África (Cabo Verde) e Ásia (China) e considera “um imperativo estratégico” estar presente nos territórios onde existem comunidades portuguesas, nomeadamente na Europa e América do Norte.
“Vamos trabalhar em conjunto para que as camisolas do nosso clube voltem a Toronto e ao Canadá”, declarou António Salvador, defendendo que a iniciativa poderá permitir às novas gerações nascidas no país manter uma ligação a Braga e a Portugal através do desporto.
O anúncio ocorreu nas celebrações do 40.º aniversário do Arsenal do Minho Community Centre, organização de Toronto criada inicialmente em torno do futebol e que mantém uma ligação histórica ao Sporting de Braga, sendo identificada pelos seus membros como filial do clube minhoto.
Segundo António Letra, associado de longa data e antigo dirigente, a organização surgiu numa altura em que os emigrantes sentiam “uma carência muito grande” de ligação às raízes e a necessidade de apoiar o Sporting de Braga, levando um grupo de bracarenses a organizar-se em Toronto.
A ligação começou essencialmente através do futebol, modalidade que acabaria por perder peso devido aos elevados custos de manutenção de uma equipa, levando a associação a concentrar progressivamente a atividade na cultura e no folclore minhoto.
Mandy Pereira, diretora do Arsenal do Minho, nasceu no Canadá, é filha de pais oriundos de Vieira do Minho e está ligada à associação desde os 16 anos, quando entrou para o rancho folclórico, contando 31 anos de envolvimento com a instituição.
A dirigente disse à Lusa que a organização conta atualmente com mais de 200 associados e dois grupos folclóricos, infantil e adulto, reunindo cerca de 115 elementos entre dançarinos e músicos.
Para Mandy Pereira, a pandemia de covid-19 constituiu um dos períodos mais difíceis da história da associação, devido à impossibilidade de realizar ensaios e festas comunitárias e à incerteza sobre o regresso dos participantes após a reabertura.
A recuperação, segundo a responsável, acabou por superar as expectativas, com a associação a apostar especialmente nos jovens, dando-lhes espaço para apresentarem ideias e participarem na definição das atividades: “eles é que são o nosso futuro”, disse.
Também presente nas comemorações, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, considerou a comunidade portuguesa no Canadá importante para a projeção internacional da cidade, defendendo que “cada bracarense fora de Braga é um bocado de Braga que está no mundo”.
O autarca afirmou que Braga pretende intensificar a denominada “diplomacia urbana”, estabelecendo relações diretas com cidades, instituições e comunidades no estrangeiro, incluindo a comunidade portuguesa e bracarense da região de Toronto.
João Rodrigues apontou ainda o Canadá como potencial parceiro económico de Braga, destacando áreas como ciências da saúde, indústria farmacêutica, novas tecnologias, inteligência artificial, nanotecnologia e tecnologias quânticas.
A presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, destacou, por seu lado, os “40 anos de contribuição” do Arsenal do Minho para a cultura e o dinamismo da cidade e agradeceu o contributo da comunidade portuguesa para a construção e desenvolvimento de Toronto.
A cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, classificou Toronto como “uma cidade portuguesa fora de portas” e considerou que a longevidade do Arsenal do Minho resulta do trabalho de sucessivas gerações e da capacidade de preservar a cultura portuguesa.
Quarenta anos depois da criação da associação em torno do futebol, o eventual regresso da modalidade através de uma escola do Sporting de Braga poderá recuperar uma das componentes fundadoras do Arsenal do Minho, agora dirigida sobretudo às novas gerações de luso-canadianos.
Questionado diretamente pela Lusa sobre se o objetivo é instalar uma escola de futebol na maior cidade canadiana, o dirigente confirmou: “Uma escola de futebol aqui em Toronto, sim”, acrescentando que o projeto está a ser trabalhado e que “em breve isso vai ser uma realidade”.
A iniciativa foi também anunciada por António Salvador durante o discurso perante a comunidade luso-canadiana, no qual desafiou o Arsenal do Minho a tornar-se parceiro de uma academia dos “Guerreiros do Futuro” no Canadá, no âmbito da estratégia de internacionalização do clube.
O presidente do Sporting de Braga explicou que o clube já possui equipas e academias na América do Sul (Colômbia), África (Cabo Verde) e Ásia (China) e considera “um imperativo estratégico” estar presente nos territórios onde existem comunidades portuguesas, nomeadamente na Europa e América do Norte.
“Vamos trabalhar em conjunto para que as camisolas do nosso clube voltem a Toronto e ao Canadá”, declarou António Salvador, defendendo que a iniciativa poderá permitir às novas gerações nascidas no país manter uma ligação a Braga e a Portugal através do desporto.
O anúncio ocorreu nas celebrações do 40.º aniversário do Arsenal do Minho Community Centre, organização de Toronto criada inicialmente em torno do futebol e que mantém uma ligação histórica ao Sporting de Braga, sendo identificada pelos seus membros como filial do clube minhoto.
Segundo António Letra, associado de longa data e antigo dirigente, a organização surgiu numa altura em que os emigrantes sentiam “uma carência muito grande” de ligação às raízes e a necessidade de apoiar o Sporting de Braga, levando um grupo de bracarenses a organizar-se em Toronto.
A ligação começou essencialmente através do futebol, modalidade que acabaria por perder peso devido aos elevados custos de manutenção de uma equipa, levando a associação a concentrar progressivamente a atividade na cultura e no folclore minhoto.
Mandy Pereira, diretora do Arsenal do Minho, nasceu no Canadá, é filha de pais oriundos de Vieira do Minho e está ligada à associação desde os 16 anos, quando entrou para o rancho folclórico, contando 31 anos de envolvimento com a instituição.
A dirigente disse à Lusa que a organização conta atualmente com mais de 200 associados e dois grupos folclóricos, infantil e adulto, reunindo cerca de 115 elementos entre dançarinos e músicos.
Para Mandy Pereira, a pandemia de covid-19 constituiu um dos períodos mais difíceis da história da associação, devido à impossibilidade de realizar ensaios e festas comunitárias e à incerteza sobre o regresso dos participantes após a reabertura.
A recuperação, segundo a responsável, acabou por superar as expectativas, com a associação a apostar especialmente nos jovens, dando-lhes espaço para apresentarem ideias e participarem na definição das atividades: “eles é que são o nosso futuro”, disse.
Também presente nas comemorações, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, considerou a comunidade portuguesa no Canadá importante para a projeção internacional da cidade, defendendo que “cada bracarense fora de Braga é um bocado de Braga que está no mundo”.
O autarca afirmou que Braga pretende intensificar a denominada “diplomacia urbana”, estabelecendo relações diretas com cidades, instituições e comunidades no estrangeiro, incluindo a comunidade portuguesa e bracarense da região de Toronto.
João Rodrigues apontou ainda o Canadá como potencial parceiro económico de Braga, destacando áreas como ciências da saúde, indústria farmacêutica, novas tecnologias, inteligência artificial, nanotecnologia e tecnologias quânticas.
A presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, destacou, por seu lado, os “40 anos de contribuição” do Arsenal do Minho para a cultura e o dinamismo da cidade e agradeceu o contributo da comunidade portuguesa para a construção e desenvolvimento de Toronto.
A cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, classificou Toronto como “uma cidade portuguesa fora de portas” e considerou que a longevidade do Arsenal do Minho resulta do trabalho de sucessivas gerações e da capacidade de preservar a cultura portuguesa.
Quarenta anos depois da criação da associação em torno do futebol, o eventual regresso da modalidade através de uma escola do Sporting de Braga poderá recuperar uma das componentes fundadoras do Arsenal do Minho, agora dirigida sobretudo às novas gerações de luso-canadianos.