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Mundial de Futsal. Portugal na final com a Argentina

Portugal está pela primeira vez na final do mundial de futsal. Venceu ontem o Cazaquistão nos penaltis. A final é no domingo contra a campeã Argentina.

RTP /

D.R.

A seleção portuguesa de futsal alcançou uma histórica e inédita final de um Mundial, ao vencer um jogo de loucos com o Cazaquistão, por 4-3, nas grandes penalidades, após 2-2 registado no tempo extra.

Tiago Brito marcou o penálti decisivo, após Bruno Coelho, André Coelho e Ricardinho o terem feito, ao contrário de Pany Varela, enquanto Dauren Tursagulov, Higuita e Albert Akbalikov marcaram e Douglas Júnior e Arnold Knaub falharam nos cazaques.

No tempo regulamentar, Pany Varela não falhou e colocou a equipa das ‘quinas’ na frente, aos 23 minutos, mas Dauren Nurgozhin, a 45 segundos do fim, ‘empurrou’ o jogo para prolongamento, fase em que o Cazaquistão conseguiu dar a volta, por Douglas Júnior, aos 42, embora Bruno Coelho tenha, perto do fim, reposto a igualdade, aos 49.

Desta forma, os campeões europeus em título defrontam a atual detentora do título mundial, a Argentina, no último passo para a glória eterna, enquanto o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugar, disputado antes, será entre Brasil e Cazaquistão.

Um momentâneo balde de água fria aconteceu logo aos três minutos de jogo, quando Birzhan Orazov marcou para o Cazaquistão, mas sob protestos da equipa das quinas, recorrendo a um "challenge" para pedir o recurso do sistema de vídeo, que detetou uma bola fora das quatro linhas no decurso do lance do golo, prontamente invalidado.

Refeitos do susto, os portugueses ameaçaram a baliza de Higuita num par de ocasiões: aos nove, com o guarda-redes a levar a melhor perante Pany Varela, aos 10, na sequência de uma recuperação fantástica de Ricardinho, concluída com um remate torto de Miguel Ângelo, e aos 16, mas Bruno Coelho também falhou o alvo, por pouco.

No entanto, as melhores oportunidades do primeiro tempo pertenceram à formação cazaque, que, depois de tentativas de Chingiz Yessenamanov (10) e Taynan (14), viram os ferros da baliza de Bebé salvar Portugal duas vezes, aos 17 e 18, no que era um golo fenomenal de Taynan, com um pontapé acrobático, e num disparo de Birzhan Orazov.

O descanso chegaria com um nulo no marcador, mas a segunda parte traria o tento de Portugal na etapa inaugural, aos 23 minutos, por intermédio do inevitável Pany Varela, que apareceu na cara de Higuita a finalizar e, depois de bater no poste, a bola entrou mesmo e o golo foi validado, apesar do ‘challenge’ solicitado pelo Cazaquistão.

Os ânimos aqueceram nos instantes após o golo de Portugal, com Zicky ainda a tentar bater de novo Higuita, mas, a partir daí, os comandados de Jorge Braz remeteram-se à defesa, sustendo com concentração e solidariedade a pressão atacante dos cazaques, que voltaram a acertar no poste aos 28, por Higuita, a surgir em terrenos adiantados.

Bebé revelava-se uma autêntica muralha intransponível, ao parar vários ataques de perigo do Cazaquistão, sobretudo quando o cronómetro se aproximava dos últimos minutos da partida, destacando-se as defesas a remates de Arnold Knaub (37) e de Douglas Júnior (38), mas, a 45 segundos do final, não conseguiu impedir a igualdade.

Na etapa mais decisiva do encontro, a poucos segundos de assegurar a presença na final do Mundial, Portugal deu espaços proibidos ao Cazaquistão, com Dauren Nurgozhin, acabado de entrar para a função de guarda-redes avançado, a ser o autor do empate, aparecendo ao segundo poste a encostar para o fundo das redes.

O prolongamento foi um golpe duro para os portugueses, onde, apesar de já ser um hábito, pelo terceiro jogo consecutivo, desta vez o estado anímico era bem diferente, e o segundo golo cazaque, aos 42, quase deitou tudo a perder: de livre direto, Douglas Júnior bateu Bebé com um remate rasteiro e meteu o conjunto de Kaká em vantagem.

Contudo, Portugal resgatou forças do fundo da alma que tanto tem caracterizado a equipa e, a cerca de um minuto e meio para a buzina final, Bruno Coelho apareceu solto de marcação e empatou novamente a partida, levando o jogo para grandes penalidades.

Nas grandes penalidades, Tiago Brito foi o herói luso, ao apontar a última cobrança, já depois de Douglas Júnior e Arnold Knaub permitirem as defesas a Bebé e Vítor Hugo, respetivamente, e Pany Varela ter desperdiçado o seu penálti, que Higuita travou.

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