Mundo
Guerra no Médio Oriente
Milhares marcham em Berlim pelo fim do regime dos ayatollahs no Irão
Milhares de pessoas, membros da oposição iraniana no exílio e seus apoiantes, apelaram este sábado, em Berlim, à queda do regime de Teerão, responsável pela recente repressão de manifestações de protesto em janeiro, que terão feito mais de 30.000 mortos.
Registaram-se na cidade alemã duas marchas diferentes, com o objetivo de derrubar a República Islâmica e apelar a eleições livres.
No comício em frente às Portas de Brandemburgo, muitos manifestantes usaram chapéus cor de ocre com a inscrição "Irão Livre" e lenços da mesma cor, distribuídos gratuitamente pelos organizadores.
No seu discurso à multidão, a líder da Organização Mujahedin do Povo do Irão (PMOI), Maryam Rajavi, apelou aos líderes mundiais para que atendessem ao clamor do povo iraniano pela liberdade. No mesmo comício, Samin Sabet, de 40 anos, funcionária de um hotel em Heidelberg (sudoeste da Alemanha), que chegou à Alemanha com um ano de idade, pediu eleições livres no Irão: "não queremos mais uma ditadura nem uma monarquia", disse à AFP.
Segundo uma contagem atualizada da polícia alemã, junto às Portas de Brandeburgo juantaram-se cerca de 10.000 pessoas, em resposta à convocatória do Conselho Nacional da Resistência do Irão. O Conselho é o braço político do grupo de oposição exilado Mujahedin do Povo do Irão (PMOI ou MEK), considerado uma organização "terrorista" por Teerão.
Outra manifestação, desta vez organizada pelos apoiantes de Reza Pahlavi, filho do Xá que vive exilado, juntou 1600 pessoas, segundo a polícia.
Percorreu a grande avenida de Berlim, Unter den Linden (Sob as Tílias), com os participantes a agitarem bandeiras com listas horizontais verdes, brancas e vermelhas e um emblema de um leão e um sol, imagem correspondente à antiga bandeira do país dob os Pahlavi, bem como bandeiras israelitas, americanas e alemãs.
Apelo aos líderes mundiaisNo comício em frente às Portas de Brandemburgo, muitos manifestantes usaram chapéus cor de ocre com a inscrição "Irão Livre" e lenços da mesma cor, distribuídos gratuitamente pelos organizadores.
No seu discurso à multidão, a líder da Organização Mujahedin do Povo do Irão (PMOI), Maryam Rajavi, apelou aos líderes mundiais para que atendessem ao clamor do povo iraniano pela liberdade. No mesmo comício, Samin Sabet, de 40 anos, funcionária de um hotel em Heidelberg (sudoeste da Alemanha), que chegou à Alemanha com um ano de idade, pediu eleições livres no Irão: "não queremos mais uma ditadura nem uma monarquia", disse à AFP.
Iraj Abedini, um psicólogo de 61 anos que viajou de autocarro, desde Gotemburgo, na Suécia, e que chegou a Berlim sexta-feira, disse à AFP que participava na manifestação para "apoiar o povo iraniano".
O iraniano que deixou o seu país há 40 anos, afirmou "ter perdido dois sobrinhos durante as manifestações de Janeiro", em Isfahan (centro do Irão).
Segundo disse, as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, que decorreram no dia anterior em Omã, "não levarão a lado nenhum".
"O regime iraniano está a tentar usar as negociações para se manter no poder. E o governo norte-americano, que tem outros planos, não está a apoiar o povo iraniano", afirmou.
com agências