Benfica campeão europeu de hóquei em patins pela segunda vez
O Benfica sagrou-se hoje campeão europeu de hóquei em patins pela segunda vez na sua história, ao vencer a Oliveirense por 5-3, na final da edição 2015/2016 da Liga Europeia, no Pavilhão Fidelidade, em Lisboa.
Diogo Rafael (dois), Jordi Adroher e Carlos Nicolía (dois) marcaram os golos dos encarnados, que passam a ser a equipa portuguesa com mais títulos europeus, em igualdade com o FC Porto.
A formação encarnada, que sucedeu ao FC Barcelona (21 títulos), tinha conquistado o seu primeiro cetro há três anos, em 2012/13, na outra final 100 por cento lusa, então face ao FC Porto, em pleno Dragão Caixa.
O troféu regressou às vitrinas de uma equipa portuguesa, após o FC Barcelona (2013/14 e 2014/15) ter arrebato as duas últimas edições.
Foi um duelo empolgante, marcado por várias 'nuances' no marcador e com os 'encarnados' a conseguiram concretizar a reviravolta na segunda parte, após terem atingido o intervalo em situação de desvantagem (2-3).
Sinal mais da Oliveirense nos instantes iniciais da partida. Albert Casanovas (seis minutos) e Ricardo Barreiros (13) fizeram a bola embater nos postes da baliza defendida por Trabal, criando duas grandes hipóteses de inaugurar o marcador.
Destaque para a ousadia da Oliveirense, que não se intimidou perante um pavilhão Fidelidade, na Luz, a abarrotar, estendeu o seu jogo a toda a pista e provocou grandes problemas à defesa benfiquista.
Mas, foi o Benfica o primeiro conjunto a marcar, por Diogo Rafael, aos 14 minutos, num remate em habilidade.
A partida entrou, então, numa espiral de golos. Foram quatro, três deles para os forasteiros, em outros tantos minutos a agitarem ainda mais o ambiente.
A Oliveirense empatou por João Souto (16 minutos), Diogo Rafael 'bisou' (17) e Ricardo Oliveira voltou a igualar (18), numa fantástica individual, com Souto a fechar a contagem logo a seguir (19), num remate imprevisto que enganou Trabal.
O Benfica partiu em desvantagem para a segunda parte e retornou ao rinque disposto a inverter a situação. E, a final aqueceu imenso, com as 'águias' freneticamente em busca do empate, que surgiu por Jordi Adroher, aos 33 minutos, após uma jogada confusa iniciada pelo avançado Carlos Nicolía.
Antes da igualdade (3-3), a Oiveirense falhou a conversão de um livre direto por Casanovas, ou melhor, foi Trabal quem defendeu.
Aos 37 minutos, na sequência de dois cartões azuis mostrados sucessivamente a Ricardo Barreiros e João Souto, a Oliveirense ficou reduzida a dois jogadores de campo, o que 'inclinou' o jogo para o lado dos 'encarnados'.
Adroher falhou a conversão de um livre direto, mas, pouco depois, Carlos Nicolía recolocou as 'águias', então com mais dois jogadores, em vantagem (4-3), numa jogada de insistência.
A equipa de Oliveira de Azeméis cometeu a 10.ª falta, aos 42 minutos, mas Marc Torra, na execução do respetivo livre direto, atirou a bola ao poste. O Benfica 'cheirava' ao 5-3 e o título europeu.
A Oliveirense ficou novamente em inferioridade numérica, com um azul a Ricardo Oliveira, e os campeões nacionais aproveitaram para fazer o 5-3 e sentenciar a partida e a final.
A jogada começou no endiabrado Nicolía, que veio dar outra dimensão técnica ao jogo, e foi concluída com êxito pelo sagaz avançado espanhol Jordi Adroher, que 'bisou'.
O embate terminou com cerca de 2.400 espetadores a cantarem em uníssono "o campeão voltou". Era a segunda Liga Europeia arrebatada pelo Benfica, que superou a magnífica réplica oferecida pela Oliveirense.