Jogos da Lusofonia são factor de aproximação e reforço dos povos
Os Jogos da Lusofonia, que se disputam em Portugal a partir de sábado, são um factor de aproximação e reforço dos laços dos povos dos países que falam português, segundo os embaixadores desses países.
José Marcos Barrica indicou que os Jogos abrangem essencialmente jovens até aos 23 anos e "têm particular importância" porque "cultivam estes sentimentos de amizade e de solidariedade nas novas gerações".
O embaixador angolano salientou que o desporto cria virtudes como "o respeito pelo outros, ainda que seja o adversário, o espírito de entreajuda para que os bons resultados surjam, o espírito de cumprimento das normas, dos padrões que o desporto impõe, a combatividade e o espírito de auto-estima".
Referiu ainda que o envio de uma delegação de Angola aos Jogos da Lusofonia significa oreconhecimento da sua importância e o acreditar que por esta via se pode continuar a cimentar as relações entre os Estados membros da Comunidade e a afirmar a CPLP no concerto das organizações internacionais.
O embaixador de Cabo Verde em Portugal, Arnaldo Andrade Ramos, observou que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) "é uma construção que se faz com diversas iniciativas".
O embaixador cabo-verdiano destacou a importância dos Jogos da Lusofonia e considerou que o convívio entre os jovens desportistas e dirigentes desportivos dos países da CPLP "é um contributo importante para a construção da comunidade".
Arnaldo Ramos formulou "votos de sucesso à caravana cabo-verdiana", mas lembrou que estes jogos têm uma função cultural, de intercâmbio de conhecimentos e de criação de afectos". "A competição é secundária", concluiu.
O embaixador da Guiné-Bissau, Constantino Lopes da Costa, apontou a grande importância dos Jogos da Lusofonia nos campos político, cultural e social, "porque são jogos que nos aproximam mais, contribuem para um melhor conhecimento mútuo"
O embaixador guineense defendeu que os jogos fortalecem o relacionamento entre os países de língua portuguesa e levam a "uma maior aproximação, maior unidade e coesão".
Constantino Lopes da Costa observou que "o campo da lusofonia está já ligado pela história e pela língua", embora na Guiné Bissau se falem também muitos dialectos nativos. "A Guiné 1/8Bissau 3/8 e outros países africanos praticam o português como língua oficial e é um elemento muito importante de união", indicou o embaixador.
Para Lopes da Costa, a Guiné pode beneficiar de contactos nestes jogos que favoreçam a cooperação e o desenvolvimento da língua e estará presente com equipas em diversas modalidades, como o futebol de 11 e de salão, o atletismo e o basquetebol.
O embaixador de Moçambique, Miguel Costa Mkaima, assinalou que os Jogos da Lusofonia se enquadram nos entendimentos dos países que falam a língua portuguesa e contribuem para "estreitar as suas relações, a sua aproximação e os seus entendimentos".
O embaixador moçambicano sublinhou que os Jogos da Lusofonia "reforçam cada vez mais a ideia e a necessidade de maior concertação entre os povos falantes de português, em torno da língua, mas também em torno da necessidade de os nossos países promoverem cada vez mais o desenvolvimento económico, social e cultural".
Para Miguel Mkaima, a presença de países não falantes de português nos jogos demonstra o seu carácter internacional e "engrandece a comunidade dos povos de língua portuguesa, expande a influência da língua portuguesa" e contribui para "o trabalho que está a ser desenvolvido no sentido de a língua portuguesa ser utilizada nos vários fora internacionais, nas organizações internacionais e regionais".
O Encarregado de Negócios da embaixada de Timor-Leste em Portugal, Antonito de Araújo, afirmou que a realização desta segunda edição dos Jogos "é sinal de reafirmação da existência da Lusofonia".
O representante de Timor-Leste em Portugal salientou que o desporto tem hoje "um papel de grande relevo na diplomacia pública, faz aproximar as sociedades civis, as nações, os povos, num único espírito olímpico e de partilha de valores de espírito de equipa, solidariedade e desportivismo".
"Para Timor-Leste, a participação dos seus atletas nos Jogos tem um significado acrescido, pois, sendo uma Nação que nasceu na aurora do século XXI e por ser o único País de Língua Portuguesa na Ásia, torna-se numa oportunidade para o estreitamento de laços desportivos com os atletas dos territórios de Língua Portuguesa ou de tradição lusófona na Ásia" e com os desportistas oriundos dos Estados da CPLP, adiantou Antonito de Araújo.
O representante de Timor-Leste em Portugal manifestou-se certo de que "a partilha de experiências e o desportivismo nestes Jogos irão ajudar a consolidar o desporto em Timor-Leste, esta que é uma actividade fundamental para a saúde física da população".
C/ Lusa