"Champions". Benfica espreita a hipótese de eliminar o Ajax

O Benfica defronta quarta-feira na Luz um Ajax que nunca eliminou e dificilmente poderá bater na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões em futebol, tendo em conta o passado recente das duas equipas.

Mário Aleixo - RTP /
Benfica e Ajax voltam a encontrar-se no Estádio da Luz D.R.-slbenfica.pt

Se os holandeses acumulam 10 vitórias consecutivas, com 39 golos marcados e só um sofrido, o "onze" de Nélson Veríssimo conta, nos mesmo 10 jogos, a sua "era", apenas quatro triunfos, mais três empates e três derrotas, um "4-3-3" pouco convincente, como o futebol que tem sido praticado.

Desde o adeus de Jorge Jesus, as melhorias que alguns esperavam – talvez querendo convencer-se que o problema estaria no treinador – não aconteceram e o Benfica está claramente pior e muito oscilante, mesmo dentro do mesmo jogo.

A exibição realizada sexta-feira, no Bessa, é paradigmática do que tem sido o "onze" de Veríssimo, que fez uma primeira parte até de bom nível e uma segunda muito fraca, sendo completamente dominado pelo Boavista, como já tinha sido pela mesma equipa nas meias-finais da Taça da Liga ou pelo Gil Vicente, também na Luz.

Em contraponto, o Ajax está a realizar uma época de grande nível, seguindo destacado na liderança do campeonato e já qualificado para as meias-finais da Taça dos Países Baixos.

A justificação até poderia ser a falta de competitividade por terras neerlandesas, mas essa justificação esbarra na magnífica prestação do conjunto comandado - desde janeiro de 2018 - por Erik ten Hag na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Trajeto europeu e perspetivas

Com os "monstros" Bayern Munique e Liverpool, o Ajax formou o trio de equipas que venceu os seis jogos disputados, dois deles face ao Sporting, que, logo a abrir, goleou em Alvalade por 5-1, para, depois, vencer nos Países Baixos por 4-2.

Borussia Dortmund (4-0 em casa e 3-1 fora) e Besiktas (2-0 em casa e 2-1 fora) também não resistiram aos holandeses, que têm um coletivo de enorme qualidade e grandes individualidades, como Tadic, Antony, Klaasen, Mazraoui, Blind ou Haller, que marcou em todos os jogos da "Champions" – foram 10 golos, cinco ao Sporting.

Quanto ao Benfica, já ninguém, provavelmente, se recorda, mas deixou pelo caminho o FC Barcelona - somava 17 presenças seguidas nos "oitavos" -, que bateu em casa por 3-0, no que foi o ponto alto da temporada encarnada. Logrou um nulo em Nou Camp.

Essa equipa, e o seu "3-4-3", capaz também de golear Sporting de Braga (6-1) e Marítimo (7-1), parece, porém, uma memória distante, que pouco ou nada tem a ver com a atual, para descontentamento dos adeptos encarnados, em grande parte divorciados da equipa.

As perspetivas não são, assim, animadoras, mas com jogadores como Rafa, Darwin Núñez, Taarabt ou Grimaldo, e se, para variar, o coletivo funcionar a tempo inteiro, a Luz pode sonhar com o regresso das grandes noites europeias.

O Estádio da Luz, em Lisboa, recebe na quarta-feira, a partir das 20h00, o oitavo encontro entre o Benfica e o Ajax, a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.


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