Direção do Benfica pede que `Benfica District` seja "julgado pelo seu mérito"
O vice-presidente do Benfica Nuno Catarino afirmou, hoje, que em 10 anos "ninguém se vai lembrar" do momento atual da equipa de futebol `encarnada`, pedindo que o `Benfica District` seja julgado pelos sócios "à luz do seu mérito".
Nuno Catarino relembrou que o projeto do `Benfica District` "não é um tema recente" e que a assembleia geral extraordinária de sábado, dia de jogo na `Luz`, na qual será votado, poderá ser "quente", salientando que o projeto é "de futuro".
"O Benfica tem uma grande tradição de assembleias gerais quentes. [`Benfica District`] não é um tema recente e, no calor da discussão, o momento da equipa de futebol vem sempre ao de cima. O que temos ouvido nas várias sessões de esclarecimento é que isto é um projeto de futuro", afirmou, rematando que "daqui a 10 anos ninguém se vai lembrar do momento em que a decisão foi tomada, mas sim do que lá está e que permitiu ao Benfica catapultar-se. O futebol é o momento, mas é importante analisar este projeto à luz do seu mérito".
De acordo com a convocatória da Mesa da Assembleia Geral (MAG) dos lisboetas, a reunião magna decorre no sábado, em dia de jogo da I Liga, a partir das 09:00 no pavilhão n.º2 do Estádio da Luz, em Lisboa, com a novidade de ser também transmitida em `streaming`, no site oficial, aspetos que Nuno Catarino considera como positivos.
"A assembleia geral em dia de jogo é uma forma de as pessoas virem ao estádio e de participarem no clube. A possibilidade de participação remota é um progresso. O Benfica está em Lisboa, este projeto também, mas é um clube do mundo, todos participamos e é útil ter a maior participação possível, que é o que desejamos", afirmou.
Em conferência de imprensa, que contou também com a presença dos vice-presidentes do Benfica José Gandarez e Manuel Brito, Catarino, o diretor financeiro (CFO) `encarnado`, realçou que o projeto está "desenhado" para ser autossustentado, tendo "impacto positivo" nas contas do clube e que não impede o Benfica de "continuar a investir no plantel de futebol e em todos os aspetos do clube".
O CFO admitiu que a direção do clube "não tem as respostas todas" e que há "muito trabalho por fazer antes de começar qualquer obra", mas mostrou-se confiante de que os sócios do Benfica "estão convencidos de que é um projeto de futuro", relembrando que não foi um "tema controverso" nas eleições do clube.
Questionado sobre a meta de conclusão que aponta ao Mundial2030, o CFO das `águias` admitiu que o "incumprimento [do prazo] é um risco associado a projetos desta dimensão", mas lembrou que o Benfica "tem das melhores experiências a cumprir prazos", referindo-se à construção "em tempo recorde" do atual Estádio da Luz.
"Relativamente ao prazo, o incumprimento é um risco associado a projetos desta dimensão. Recordo que o Benfica tem das melhores experiências em cumprir prazos: a construção do Estadio da Luz foi em tempo recorde", salientou o dirigente.
Já José Gandarez afirmou que o `Benfica District` vai "mudar radicalmente" a experiência dos adeptos e "potenciar" as receitas do clube, "aumentando as receitas sem depender da venda de jogadores ou se a bola `entra` ou não".
Gandarez abriu, também, a `porta` à entrada do Benfica na NBA Europa, alertando, contudo, que seriam necessários requisitos financeiros que "não sabe" se o Benfica "conseguiria cumprir".
"O pavilhão de 10.000 lugares permite-nos concorrer à NBA Europa, mas também são precisos requisitos financeiros que não sei se o Benfica conseguira cumprir", afirmou.
Por sua vez, o vice-presidente Manuel Brito destacou a questão da sustentabilidade do projeto que é "uma das grandes preocupações dos sócios".
"Teremos áreas verdes, painéis fotovoltaicos e reutilização de recursos hídricos. Esta é uma oportunidade de mostrar a todos o exemplo de um projeto que terá em consideração todas as vertentes da sustentabilidade", rematou.