Tribunal rejeita providência cautelar da Podium contra rescisão do contrato da Volta
O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa rejeitou a providência cautelar interposta pela Podium Events contra a decisão da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) de cessar o contrato de concessão da Volta a Portugal.
De acordo com a decisão, a que a agência Lusa teve acesso, a juíza considerou "improcedente o presente procedimento cautelar" interposto pela empresa, que pretendia impedir a rescisão do contrato e organizar a Volta a Portugal deste ano.
Em 10 de dezembro, a Podium Events anunciou a "interposição de providência cautelar, destinada a suspender quaisquer atos ilícitos e assegurar a continuidade do contrato", que ligava as duas entidades até 2026, mas que foi cessado, unilateralmente, pela FPC, por alegado incumprimento do organizador.
Um mês antes, a federação tinha comunicado o fim antecipado da concessão da Volta a Portugal, uma decisão que foi tomada devido a "incumprimento reiterado das obrigações contratuais e de pagamento por parte da Podium Events, situação que se agravou ao longo do último ano".
"Havia um valor acumulado de faturas vencidas e não pagas, [...], tendo sido interpelada várias vezes a requerente para que pagasse os valores, tendo existido faltas de pagamento reiteradas, continuadas e sem qualquer esboço de recuperação, especialmente durante o ano de 2025, chegando ao valor em dívida de praticamente uma anuidade", lê-se na decisão judicial.
Entretanto, a FPC anunciou a celebração de uma nova parceria estratégica com a empresa espanhola Emesports, do antigo ciclista galego Ezequiel Mosquera, para a organização não só da 87.ª Volta a Portugal, mas também da 52.ª Volta ao Algarve, que decorreu entre 18 e 22 de fevereiro, e da 43.ª Volta ao Alentejo, agendada entre 25 e 29 de março.
A Volta2026 estará na estrada entre 05 e 16 de agosto.