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Armindo Araújo favorito à conquista de um oitavo título nacional de ralis

Armindo Araújo favorito à conquista de um oitavo título nacional de ralis

Armindo Araújo (Skoda Fabia) parte como favorito à conquista de um oitavo título no Campeonato de Portugal de ralis, que começa com o rali Terras D’Aboboreira e não conta com os últimos dois campeões, Kris Meeke e Dani Sordo.

Lusa /
Lusa

O norte-irlandês, campeão em 2024 com a Toyota, disputou os dois últimos campeonatos, tendo perdido o título de 2025 para o espanhol Dani Sordo, que correu pela Hyundai.

Assim, Armindo Araújo, que foi o único a conseguir desafiar o domínio estrangeiro nos últimos dois anos, parte com a maior dose de favoritismo para a conquista do título, que não vence desde 2022.

“Este campeonato será muito disputado e cheio de novos pilotos com carros de última geração. Todos chegam com vontade de vencer, assim como os pilotos mais experientes que, tal como eu, têm lutado pelas vitórias nos últimos anos”, disse o piloto de Santo Tirso.

Mantendo-se aos comandos de um Skoda Fabia, Armindo Araújo promete “dar sempre o melhor”.

“Queremos começar a temporada em alta, sempre a pensar no grande objetivo que é a conquista do título absoluto”, concluiu.

Campeão em 2015 e 2016, José Pedro Fontes trocou, este ano, o habitual Citroën pelo novo Lancia Ypsilon.

“Penso que vai ser um campeonato bastante interessante. Tivemos três anos em que tivemos a sorte de ter pilotos de nível mundial. Foi um grande espetáculo na estrada. Agora, há uma grande mudança, com as marcas a apostarem em novos valores. Vai ser uma luta de gerações e é difícil prever quem vai ganhar. Vai ser engraçado”, antevê.

Com a nova marca, a Lancia, Fontes sente ter armas para lutar pelo título. “É quase como ser piloto da Ferrari na Fórmula 1. Queremos estar na luta pelo título até ao final”, frisou.

Quem também trocou de marca foi Ricardo Teodósio, o último português campeão (2023). O piloto algarvio trocou a Toyota pela Citroën.

Com a marca japonesa mantém-se o açoriano Ruben Rodrigues enquanto a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal tem agora Pedro Almeida e Rafael Rêgo nas suas fileiras.

No Team Hyundai Portugal, o volante está entregue aos jovens Gonçalo Henrique e Hugo Lopes, aos comandos dos Hyundai i20.

O campeonato de 2026 tem como novidade o facto de ser mais longo, com a entrada do Rali de Lisboa. São, assim, nove as provas pontuáveis, com os pilotos a terem de descontar o pior resultado da época.

Devido ao fenómeno atmosférico que aconteceu na zona centro do país, em janeiro, o início do campeonato foi adiado, pois o Rali Vidreiro, previsto para a zona de Leiria, não se pôde realizar, transitando para novembro.

Assim, coube a Amarante acolher o início da época. A prova, organizada pelo Clube Automóvel de Amarante apresenta uma lista de inscritos com 59 participantes, alguns deles internacionais já a pensar no Rali de Portugal, prova do Campeonato do Mundo (WRC) prevista para maio.

Outra das novidades é a reativação do ‘qualifying’, na manhã de sexta-feira, no troço de Vila Boa de Quires (3,47 km), cuja classificação vai definir a ordem de partida para o primeiro dia.

O programa da prova prevê a disputa de três especiais na sexta-feira, incluindo a superespecial de Baião, às 21:00.

Para sábado estão previstos mais cinco troços cronometrados.



Calendário de 2026:

17-18 de abril: Rali Terras D’Aboboreira (Amarante) terra

07-10 de maio: Rali de Portugal (Matosinhos) terra

28-30 de maio: Rali de Lisboa (Lisboa) asfalto

19-20 junho: Rali de Castelo Branco (Castelo Branco) asfalto

30-01 de agosto: Rali da Madeira (Funchal) asfalto

11-12 de setembro: Rali da Água (Chaves) asfalto

02-03 de outubro: Rali Casinos do Algarve (Loulé) terra

23-25 de outubro: Rali Cinco Cidades do Norte de Portugal (Fafe) terra

20-21 de novembro: Rali Vidreiro Centro de Portugal (Marinha Grande) asfalto
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