Motores
Ex-presidente da Ferrari critica modelo elétrico e pede que tirem `Cavallino Rampante`
Luca Cordero di Montezemolo, presidente da Ferrari de 1991 a 2014, manifestou na terça-feira o seu descontentamento com o novo modelo 100% elétrico do grupo, o primeiro da sua história, alertando que "corre o risco de destruir um mito".
"Se dissesse o que penso, prejudicaria a Ferrari. Há o risco de destruir um mito, e lamento profundamente. Espero que pelo menos retirem o 'Cavallino Rampante' deste carro", destacou Montezemolo aos jornalistas à chegada a um evento em Roma.
Questionado sobre a crescente concorrência da indústria automóvel chinesa, Montezemolo respondeu com ironia: "Este é certamente um automóvel que pelo menos os chineses não conseguirão copiar".
No comunicado de imprensa que anunciava o modelo, a Ferrari explicou que projetar o som do seu primeiro carro elétrico foi "um dos desafios mais complexos e inovadores" da história da marca.
Para preservar a identidade emocional da Ferrari, o modelo incorpora um sistema que amplifica as vibrações reais geradas pelos componentes elétricos do veículo para produzir um som mecânico autêntico, em vez de recorrer a uma imitação artificial do rugido característico de um motor de combustão tradicional.
"Não estamos simplesmente a apresentar um novo automóvel, estamos a inaugurar um capítulo que transforma a nossa visão em realidade, fortalecendo a tradição da Ferrari de antecipar e moldar o futuro", vincou Elkann, citado num comunicado.
A empresa, que também vende veículos híbridos, investiu milhares de milhões de euros para entrar na corrida dos elétricos, mas reduziu o seu objetivo de que 40% da sua linha de produtos fosse totalmente elétrica até 2030 para 20%.
Apesar das grandes expectativas do construtor automóvel mais valioso da Europa para o seu primeiro produto elétrico, o mercado não reagiu bem ao veículo e as ações da Ferrari caíram a pique 8,4% na terça-feira, na bolsa de Milão.
Na Internet e entre os críticos automóveis, a reação foi negativa, apontando que o Luce se distancia da estética habitual da marca.
Robby DeGraff, gestor de 'insights' de produto e consumidor da empresa AutoPacific, considerou o Luce "talvez o modelo mais controverso a ostentar o 'Cavallino Rampante' e questionou se a marca precisa de um veículo tão caro. Mas acrescentou que a Ferrari pode querer manter-se competitiva em mercados com exigências rigorosas de emissões.
A empresa está a lançar o veículo elétrico no meio de um mercado global volátil e incerto para este tipo de motorização.
As vendas de automóveis elétricos atingiram os 20 milhões a nível global no ano passado, representando um em cada quatro automóveis novos vendidos em todo o mundo como elétricos, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
As vendas aumentaram mais de 30% na Europa em 2025, segundo a AIE.
Mas o mercado automóvel europeu está a tornar-se cada vez mais competitivo devido à entrada de marcas chinesas, que atraem os consumidores com a sua tecnologia avançada a preços mais baixos.
O veículo, denominado Ferrari Luce, tem quatro portas e cinco lugares, além de maiores dimensões e um design menos desportivo do que os modelos tradicionais da marca.
Questionado sobre a crescente concorrência da indústria automóvel chinesa, Montezemolo respondeu com ironia: "Este é certamente um automóvel que pelo menos os chineses não conseguirão copiar".
No comunicado de imprensa que anunciava o modelo, a Ferrari explicou que projetar o som do seu primeiro carro elétrico foi "um dos desafios mais complexos e inovadores" da história da marca.
Para preservar a identidade emocional da Ferrari, o modelo incorpora um sistema que amplifica as vibrações reais geradas pelos componentes elétricos do veículo para produzir um som mecânico autêntico, em vez de recorrer a uma imitação artificial do rugido característico de um motor de combustão tradicional.
As ações da Ferrari registaram uma queda acentuada na Bolsa de Milão na terça-feira, recuando mais de 7%.
Primeiro veículo elétrico da Ferrari recebido com ceticismo pelo mercado
A Ferrari apresentou na terça-feira o seu primeiro automóvel totalmente elétrico ao Presidente de Itália e ao papa Leão XIV, mas ainda tem de convencer os investidores e o consumidor.
A fabricante automóvel italiana revelou o Luce EV, mesmo enquanto outros concorrentes do segmento de luxo reduzem os seus ambiciosos planos no campo dos elétricos, num momento de queda da procura em alguns mercados do mundo, noticiou a agência Associated Press (AP).
O lançamento foi recebido com ceticismo pelo mercado e pela crítica especializada.
John Elkann, presidente da icónica marca, apresentou o novo modelo a Leão XIV na residência de verão do papa em Castel Gandolfo, a sul de Roma.
O Luce oferece 1.000 cavalos de potência, atinge os 100 quilómetros por hora em 2,5 segundos e tem uma autonomia de mais de 530 quilómetros. Possui ainda quatro motores elétricos, um para cada roda.
De acordo com alguns 'media', o preço do Luce em Itália será de 500.000 euros.
A Ferrari apresentou na terça-feira o seu primeiro automóvel totalmente elétrico ao Presidente de Itália e ao papa Leão XIV, mas ainda tem de convencer os investidores e o consumidor.
A fabricante automóvel italiana revelou o Luce EV, mesmo enquanto outros concorrentes do segmento de luxo reduzem os seus ambiciosos planos no campo dos elétricos, num momento de queda da procura em alguns mercados do mundo, noticiou a agência Associated Press (AP).
O lançamento foi recebido com ceticismo pelo mercado e pela crítica especializada.
John Elkann, presidente da icónica marca, apresentou o novo modelo a Leão XIV na residência de verão do papa em Castel Gandolfo, a sul de Roma.
O Luce oferece 1.000 cavalos de potência, atinge os 100 quilómetros por hora em 2,5 segundos e tem uma autonomia de mais de 530 quilómetros. Possui ainda quatro motores elétricos, um para cada roda.
De acordo com alguns 'media', o preço do Luce em Itália será de 500.000 euros.
"Não estamos simplesmente a apresentar um novo automóvel, estamos a inaugurar um capítulo que transforma a nossa visão em realidade, fortalecendo a tradição da Ferrari de antecipar e moldar o futuro", vincou Elkann, citado num comunicado.
A empresa, que também vende veículos híbridos, investiu milhares de milhões de euros para entrar na corrida dos elétricos, mas reduziu o seu objetivo de que 40% da sua linha de produtos fosse totalmente elétrica até 2030 para 20%.
Apesar das grandes expectativas do construtor automóvel mais valioso da Europa para o seu primeiro produto elétrico, o mercado não reagiu bem ao veículo e as ações da Ferrari caíram a pique 8,4% na terça-feira, na bolsa de Milão.
Na Internet e entre os críticos automóveis, a reação foi negativa, apontando que o Luce se distancia da estética habitual da marca.
Robby DeGraff, gestor de 'insights' de produto e consumidor da empresa AutoPacific, considerou o Luce "talvez o modelo mais controverso a ostentar o 'Cavallino Rampante' e questionou se a marca precisa de um veículo tão caro. Mas acrescentou que a Ferrari pode querer manter-se competitiva em mercados com exigências rigorosas de emissões.
A empresa está a lançar o veículo elétrico no meio de um mercado global volátil e incerto para este tipo de motorização.
As vendas de automóveis elétricos atingiram os 20 milhões a nível global no ano passado, representando um em cada quatro automóveis novos vendidos em todo o mundo como elétricos, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
As vendas aumentaram mais de 30% na Europa em 2025, segundo a AIE.
Mas o mercado automóvel europeu está a tornar-se cada vez mais competitivo devido à entrada de marcas chinesas, que atraem os consumidores com a sua tecnologia avançada a preços mais baixos.