GP2: Filippi vence, Parente foi 4º em corrida com maior acidente do ano
Corrida insólita. Um acidente brutal e penalização colectiva por ultrapassagem ao safety car abriu portas a triunfo italiano e ao 4º lugar de Parente
Este domingo, a "Sprint Race" ficou marcada por um acidente brutal logo na largada.
O ontem sagrado
vice campeão, Vitaly Petrov ficou parado na grelha aquando do arranque. Vindos
detrás todos os pilotos passaram por ele, desviando-se. Todos, menos um.
Michael Herck atingiu em cheio, sem se desviar, o carro do russo da Addax.
Um
grande e grave acidente.
A
equipa médica foi mandada entrar para verificar a condição de Herck que
ficou
dentro do seu cockpit. Piloto retirado momentos depois, consciente, e
levado de
ambulância para o centro médico do circuito, segundo as primeiras
informações em estado de choque, mais do quealquer outra coisa. O
piloto foi conduzido posteriormente para o hospital para avaliação,
desconhecendo-se para já, qualquer outra informação.
Apesar
do incidente se ter dado na largada e desde logo os pilotos terem entrado na via
das boxes com a bandeira vermelha a ser mostrada, o certo é que a corrida
regressou à pista atrás do safety car e não com nova partida.
Zuber
manteve a liderança com Valsecchi e Di Grassi logo atrás, enquanto Álvaro
Parente era 14º e o outro piloto da Ocean Racing, Karun Chandok, fazia pião.
E
aqui aconteceu novo incidente. Quando o safety Car se retirou, os homens da
frente não deixaram espaço suficiente para o relançamento. Resultado: Todos
passaram o safety car antes deste sair para a pit lane. E assim foram
penalizados com passagem na linha de boxes, os 6 primeiros da corrida. Zuber,
Vlsecchi, Di Grassi, Kobayashi, o campeão Hulkenberg e o companheiro de equipa
Maldonado.
Uma
situação insólita, provocada por erro do líder Zuber que não deu espaço suficiente
ao Safety Car para sair para as boxes. E os que vinham atrás seguiram o erro.
Os
penalizados foram progressivamente passando pelo “Drive Through” e Luca Filippi
herdou então a liderança, seguido de Sérgio Perez. E com isto, Álvaro Parente
subiu ao 5º lugar.
Se
ontem o campeonato por equipas ficou decidido com o triunfo final da ART Grand
Prix e o segundo posto da Addax, a corrida de hoje acabou com a discussão do 3º
lugar final no duelo entre os homens da Racing Enginnering e da Super Nova.
Sérgio
Perez na 2ª posição era pressionado por Javier Villa.
E na decisão estava também Parente, a perseguir a posição de 4º lugar a Dani Clos. A liderança de corrida de Filippi dava a esperança à Super Nova de ser a 3ª no fim do campeonato. Mas para isso Parente teria de passar Clos ou Villa passar Perez para o 2º lugar.
Luca
Filippi acabou por vencer, a primeira vitória do ano na última corrida da
temporada, para o piloto da Super Nova. Mas nenhuma das outras condições
aconteceu para que a Racing Engineering perdesse o 3º lugar final do
campeonato. Villa não passou Perez que terminou em 2º e Parente não conquistou
o 4º posto a Clos. (resultados alterados após penalização imposta a Perez - ver mais abaixo)
Uma
boa corrida para Parente que largou detrás. Pena não ter fechado com um pódio
mas voltou a fazer uma boa corrida o piloto do Porto a dar uma meia alegria aos
portugueses que o viram ao vivo no Autódromo de Portimão, hoje mais cheio que
ontem.
Em
resumo da temporada. Nico Hulkenberg campeão, rumo à Fórmula 1 no próximo ano,
a Art Grand Prix campeã por equipas, pela primeira vez desde 2006, ano em que
corria com Lewis Hamilton.
Actualização:
Já
após o final da corrida, o mexicano Sérgio Pérez da equipa Arden, ficou sem a
sua segunda posição devido a punição dos
comissários de corrida. O piloto afinal terá, tal como os 6 outros pilotos
penalizados durante a corrida, ultrapassado o safety car no relançamento da
corrida. Perez foi acrescido de 25 segundos ao seu resultado final e com isso
caiu para 11º da geral.
Javier Villa subiu para a segunda posição e assim, de uma forma administrativa mas pelos vistos justa já que ficou provada a irregularidade de Perez, a equipa Super Nova acabou mesmo por ficar com o 3º lugar no campeonato, à frente da Racing Engineering.
Parente terminou o campeonato no 8º lugar
com 30 pontos, 3 vezes mais que o companheiro de equipa da Ocean, Karun Chandhok,
que fez 10.
Hulkenberg, terminou o campeonato com 100
pontos, na frente de Petrov com 75 e Di Grassi com 63 pontos.
Reultado da Sprint Race, domingo, no Autódromo de Portimão:
1º
Luca Filippi (ITA/Super Nova)
2º Javier Villa (ESP/Super Nova), a 8,3s
3º Dani Clos (ESP/Racing Engineering), a 9,0s
4º Álvaro Parente (POR/Ocean), a 9,4s
5º Diego Nunes (BRA/iSport) a 13,6s
6º Giedo Van der Garde (HOL/iSport) a 13,9s
7º Alberto Valério (BRA/Piquet) a 19,3s
8º Edoardo Mortara (ITA/Arden) a 21,6s
9º Davide Rigon (ITA/Trident) a 21,8s
10º Jérome D'Ambrosio (BEL/Dams) a 24,0s
11º Sergio Pérez (MEX/Arden), a 4,1s + 25s de penalização
12º Andreas Zuber (AUT/Coloni) a 30,2s
13º Karun Chandhok (IND/Ocean) a 33,04
14º Davide Valsecchi (ITA/Barwa Addax) a 33,8s
15º Lucas Di Grassi (BRA/Racing Engineering) a 34,7s
16º Nico Hulkenberg (ALE/ART) a 35,0s
17º Luiz Razia (BRA/Coloni) a 39,5s
18º Johnny Cecotto (VEN/DPR) a 50,6s
19º Kamui Kobayashi (JAP/Dams) a 51,7s
20º Pastor Maldonado (VEN/ART) a 52,5s
21º Ricardo Teixeira (ANG/Trident) a 1
volta
22º Roldán Rodriguez (ESP/Piquet) a 19 volta
Não terminaram
Vitaly Petrov (RUS/Barwa Addax) - Acidente
Michael Herck (MON/DPR) - Acidente
PÚBLICO E ORGANIZAÇÃO DE PARABÉNS
O
objectivo de levar 40 mil espectadores às bancadas do Autódromo do Algarve não
foi batido por pouco. A ideia prometida de impressionar os responsáveis da FOM ficou
porém quase lá. Em vez das 40 mil pessoas, foram perto de 37 mil. A ideia de
bancadas meio vazias era real, hoje menos, mas a verdade é que a lotação máxima
do circuito é de 75 mil pessoas.
Mas o
responsável pelo autódromo recorda que esta foi a ronda do campeonato com mais
público, apesar de muitas das corridas acontecerem em fins-de-semana que
coincidem com a Fórmula 1. E no máximo 10 mil pessoas são a assistência na hora
da corrida de GP2.