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Mundial de Ralis 2025 com mais uma prova

Mundial de Ralis 2025 com mais uma prova

O Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) tem, este ano, um calendário mais longo, com mais uma corrida (14 no total) e o regresso do antigo campeão, o finlandês Kalle Rovanperä (Toyota Yaris), num ano em que foi banido o sistema híbrido.

Lusa /
Está aí o Mundial de Ralis 2025 com novidades José Coelho - Lusa

Rovanperä será previsivelmente o principal adversário do campeão de 2024, o belga Thierry Neuville (Hyundai i20), enquanto o francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) continuará a tempo parcial, participando apenas em algumas rondas.

O Rali de Portugal volta a estar incluído no calendário, de 15 a 18 de maio, sendo a quinta das 14 rondas previstas este ano, mais uma do que vinha sendo habitual, devido à introdução de quatro novas provas.

O campeonato arranca já esta quinta-feira, com o Rali de Monte Carlo, no Mónaco, seguido da Suécia (fevereiro) e Safari (março), antes de uma das principais novidades deste ano, o Rali das Canárias, em Espanha (de 24 a 27 de abril).

Segue-se Portugal, Sardenha (junho), Grécia (junho), a novidade Estónia (julho) e Finlândia (agosto). De 28 a 31 de agosto disputa-se outra das novidades deste ano, o Rali do Paraguai, que antecede o Rali do Chile, em setembro.

O campeonato regressa, então, ao Velho Continente, para o Rali da Europa Central (outubro), antes da ronda final na Ásia, com o Rali do Japão (novembro) e a prova final, outra das novidades, na Arábia Saudita, de 27 a 30 de novembro.

Relativamente ao campeonato passado, saíram Croácia, Letónia e Polónia.

Sistema de pontuação

Outra das novidades passa pela reformulação do sistema de pontuação. Depois da experiência mal sucedida em 2024, em que se atribuíam alguns pontos no final do dia de sábado e os restantes no domingo, a Federação Internacional resolveu dar um passo atrás.

Deixa de haver distribuição de pontos ao domingo, passando a pontuação a ser atribuída no final de cada prova, com distribuição de pontos pelos 10 primeiros (25-17-15-12-10-8-6-4-2-1).

Contudo, mantém-se o esquema de Super Domingo, em que os cinco melhores do derradeiro dia de competição recebem pontos, assim como os cinco melhores da power stage (a especial final).

Segundo a FIA, isto significa que estarão em jogo um máximo de 35 pontos em cada rali (mais cinco do que anteriormente), colocando “mais ênfase na vitória absoluta, mas mantendo oportunidades de recuperação e estratégia”.

Mas a principal diferença está nos regulamentos técnicos. De forma a tornar a competição mais barata e apelativa para as marcas, foi eliminado o sistema híbrido, que dava potência extra mas encarecia os carros de Rally 1, a principal categoria.

Novidades em Monte Carlo

Assim, em Monte Carlo os carros serão, este ano, mais leves mas, também, menos potentes, numa prova afetada este ano pelo frio e queda de neve.

Para além das dificuldades normais em Monte Carlo, teremos o desafio de haver um novo fornecedor de pneus [a Hankook substitui a Pirelli], pelo que serão muitas as surpresas. Teremos de ir passo a passo”, sublinhou o campeão mundial, Thierry Neuville.

O piloto belga admite esperar “condições mais invernosas do que nos anos anteriores que tornarão a prova ainda mais desafiante”.

“O primeiro objetivo é terminar”, garantiu.

Em Monte Carlo estarão 70 pilotos, 10 deles em carros da principal categoria, com destaque para a Toyota (cinco), com a Hyundai a inscrever três e a M-Sport Ford dois.

Os japoneses levam Sébastien Ogier, Kalle Rovanperä, o britânico Elfyn Evans e o japonês Takamoto Katsuta, aos quais se junta o finlandês Sami Pajari, campeão mundial de WRC2 em 2024, com um Yaris da equipa Toyota GAZOO Racing WRT2.

A Hyundai defende o título de pilotos com Thierry Neuville, o estónio Ott Tänak e o francês Adrien Fourmaux.

Pela M-Sport alinham o belga Grégoire Munster e o irlandês Josh McErlean.

Na categoria WRC2 estão inscritos 24 carros.
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