Ralis
Motores
Ogier vence Rali da Acrópole
O francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) venceu o Rali da Acrópole, na Grécia, oitava prova do Mundial de ralis (WRC), 'vingando' o azar sofrido em Portugal, em maio, que lhe roubou, na altura, uma vitória quase certa.
Ogier, navegado por Vincent Landais, terminou a prova grega com 58,3 segundos de vantagem sobre o belga Thierry Neuville (Hyundai) - que, no Rali de Portugal, herdou o triunfo que um furo roubou ao belga -, enquanto o japonês Takamoto Katsuta (Hyundai i20) ficou em terceiro, a 3.04,8 minutos do vencedor.
Nove vezes campeão mundial, Sébastien Ogier garantiu a 69.ª vitória da carreira no WRC e o segundo triunfo no Rali da Acrópole, 15 anos depois da primeira vitória na clássica prova grega.
O piloto da Toyota completou um domingo perfeito, ao vencer também a classificação do 'Super Sunday' e a 'power stage' final, somando a pontuação máxima possível.
Neuville partiu para o último dia na liderança, com 4,1 segundos de vantagem sobre Ogier, mas perdeu a posição logo na primeira especial do dia, em Aghii Theodori, onde o francês passou para a frente por 1,3 segundos.
Os dois pilotos registaram depois exatamente o mesmo tempo na primeira passagem por Loutraki, mantendo a diferença inalterada antes das duas últimas classificativas.
O momento decisivo surgiu na segunda passagem por Aghii Theodori, quando Neuville sofreu dois furos na traseira do Hyundai i20, um em cada roda, e perdeu 53,5 segundos para Ogier, ficando praticamente afastado da luta pela vitória.
A partir daí, o gaulês apenas teve de gerir a vantagem até ao final, embora ainda tenha sido o mais rápido na 'power stage', completando uma recuperação que começou com uma desvantagem de 4,1 segundos no início do dia.
“Os deuses gregos finalmente apoiaram-me”, afirmou o campeão mundial em título, no final da prova, sublinhando que foi “um fim de semana longo”: “Sabíamos que nunca haveria tempo para relaxar, até mesmo nesta 'power stage'. Não pude atacar aqui, limitei-me a conduzir o mais suavemente possível e a sentir cada pedra. Mas agora conseguimos, e é uma espécie de compensação pela vitória que perdemos em Portugal".
Neuville, que liderou desde sexta-feira de manhã até à primeira especial de domingo, terminou a prova com sentimentos mistos, depois de ter estado em posição de dar à Hyundai a quarta vitória no Rali da Acrópole nos últimos cinco anos.
“Estou entre a desilusão e alguma alegria, porque o carro está competitivo e sentimo-nos confortáveis nele”, afirmou o belga, reconhecendo que Ogier fez “uma corrida incrível”.
O piloto da Hyundai lembrou ainda que, em Portugal, beneficiou do furo de Ogier, enquanto na Grécia aconteceu o inverso: “Não sabemos o que teria acontecido sem o furo. Mas isto são os ralis”.
O japonês Takamoto Katsuta, também em Toyota Yaris, completou o pódio, obtido no dia de aniversário da filha.
O britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), líder do campeonato à partida, concluiu a prova no sétimo lugar, depois de um fim de semana difícil, condicionado pela posição de abertura da estrada na sexta-feira e por perdas de tempo com trocas de rodas no sábado e no domingo.
Apesar das dificuldades, Evans mantém a liderança do Mundial de pilotos, agora com 162 pontos. Katsuta subiu ao segundo lugar, com 148, enquanto Ogier ascendeu ao terceiro, com 112 pontos.
Na classificação de construtores, a Toyota Gazoo Racing reforçou a vantagem no campeonato, passando a dispor de 140 pontos sobre a Hyundai após oito das 14 rondas da temporada.
O Mundial prossegue entre 16 e 19 de julho, com o Rali da Estónia, de terra e sediado em Tartu.
Nove vezes campeão mundial, Sébastien Ogier garantiu a 69.ª vitória da carreira no WRC e o segundo triunfo no Rali da Acrópole, 15 anos depois da primeira vitória na clássica prova grega.
O piloto da Toyota completou um domingo perfeito, ao vencer também a classificação do 'Super Sunday' e a 'power stage' final, somando a pontuação máxima possível.
Neuville partiu para o último dia na liderança, com 4,1 segundos de vantagem sobre Ogier, mas perdeu a posição logo na primeira especial do dia, em Aghii Theodori, onde o francês passou para a frente por 1,3 segundos.
Os dois pilotos registaram depois exatamente o mesmo tempo na primeira passagem por Loutraki, mantendo a diferença inalterada antes das duas últimas classificativas.
O momento decisivo surgiu na segunda passagem por Aghii Theodori, quando Neuville sofreu dois furos na traseira do Hyundai i20, um em cada roda, e perdeu 53,5 segundos para Ogier, ficando praticamente afastado da luta pela vitória.
A partir daí, o gaulês apenas teve de gerir a vantagem até ao final, embora ainda tenha sido o mais rápido na 'power stage', completando uma recuperação que começou com uma desvantagem de 4,1 segundos no início do dia.
“Os deuses gregos finalmente apoiaram-me”, afirmou o campeão mundial em título, no final da prova, sublinhando que foi “um fim de semana longo”: “Sabíamos que nunca haveria tempo para relaxar, até mesmo nesta 'power stage'. Não pude atacar aqui, limitei-me a conduzir o mais suavemente possível e a sentir cada pedra. Mas agora conseguimos, e é uma espécie de compensação pela vitória que perdemos em Portugal".
Neuville, que liderou desde sexta-feira de manhã até à primeira especial de domingo, terminou a prova com sentimentos mistos, depois de ter estado em posição de dar à Hyundai a quarta vitória no Rali da Acrópole nos últimos cinco anos.
“Estou entre a desilusão e alguma alegria, porque o carro está competitivo e sentimo-nos confortáveis nele”, afirmou o belga, reconhecendo que Ogier fez “uma corrida incrível”.
O piloto da Hyundai lembrou ainda que, em Portugal, beneficiou do furo de Ogier, enquanto na Grécia aconteceu o inverso: “Não sabemos o que teria acontecido sem o furo. Mas isto são os ralis”.
O japonês Takamoto Katsuta, também em Toyota Yaris, completou o pódio, obtido no dia de aniversário da filha.
O britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), líder do campeonato à partida, concluiu a prova no sétimo lugar, depois de um fim de semana difícil, condicionado pela posição de abertura da estrada na sexta-feira e por perdas de tempo com trocas de rodas no sábado e no domingo.
Apesar das dificuldades, Evans mantém a liderança do Mundial de pilotos, agora com 162 pontos. Katsuta subiu ao segundo lugar, com 148, enquanto Ogier ascendeu ao terceiro, com 112 pontos.
Na classificação de construtores, a Toyota Gazoo Racing reforçou a vantagem no campeonato, passando a dispor de 140 pontos sobre a Hyundai após oito das 14 rondas da temporada.
O Mundial prossegue entre 16 e 19 de julho, com o Rali da Estónia, de terra e sediado em Tartu.
(Com Lusa)