Covid-19. Motos voltam a acelerar no Estoril

por Mário Aleixo c/Lusa
O Estoril voltou a viver a animação provocada pelo "roncar" dos motores D.R.

O Autódromo do Estoril voltou a viver as emoções das competições internacionais de motociclismo, deixando para trás vários meses de paragem devido à pandemia de covid-19.

Pelo circuito português passaram o Mundial de Moto3 júnior, o Europeu de Moto2 e a European Talent Cup, organizados pela Federação Internacional de Motociclismo, que atraíram mais de uma centena de pilotos inscritos e dezenas de equipas. Por uns dias – somando os treinos e as qualificações desde sábado -, a azáfama regressou às "boxes" e a velocidade vertiginosa das motos ecoou novamente de forma ensurdecedora desde a pista, permitindo aos jovens pilotos matarem as saudades.

No entanto, a pandemia inscreveu-se de forma indelével na organização da competição: das bancadas despidas de público à obrigatoriedade do uso de máscara – ainda que entre membros da mesma equipa houvesse uma adoção menos rígida -, passando pela recomendação do distanciamento social e pela limitação de elementos nas equipas. Nesta retoma, corre-se para os adeptos que apenas podem acompanhar pela televisão.

Sem adeptos, com os elementos do "staff" de apoio reduzidos ao mínimo indispensável para o trabalho e pouca margem para convívio, os jovens pilotos tentavam passar o tempo de espera entre qualificações e corridas alheios à agitação das "boxes" sem perder o ritmo. Apesar do calor tórrido, houve quem procurasse vencer a espera a bater bolas com uma raquete contra a parede, a saltar à corda ou a andar de trotinete.

Do Autódromo do Estoril, os jovens pilotos e as suas equipas seguem agora para o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, que vai acolher na próxima segunda-feira nova corrida do Mundial de Moto3 júnior, do Europeu de Moto2 e da European Talent Cup. Sem público e à porta fechada, mas com a ambição de acelerar para o regresso à normalidade.




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