Mundial2014: Guarda-redes mexicano Ochoa "anula" Brasil

O México, apoiado numa grande atuação do guarda-redes Guillermo Ochoa, “anulou” hoje o Brasil e colocou-se em excelente posição para atingir os oitavos de final do Mundial2014 de futebol, tal como os “canarinhos”.

RTP /
Ochoa foi "gigante" na baliza do México Reuters

Ao oitavo jogo numa fase de grupos (três com Portugal), Scolari, muito conservador em todas as opções, não venceu e a maior culpa foi de Ochoa, autor de uma mão cheia de grandes intervenções, repetindo o “zero” da estreia (1-0 aos Camarões), bem resguardado pelo veterano Rafael Marquez.

O jogador do Leon, de 35 anos, esteve imperial – como líder de uma defesa a cinco, com três centrais - no seu 122.º jogo pelo México, no qual também se destacou o portista Herrera, isto num conjunto que fez bem mais do que só defender.

Os mexicanos só pecaram nos remates, pois a maioria saiu a “rasar” os postes e a barra da baliza de Júlio César, que só teve de intervir, a sério, já nos descontos.

Com Ramires em vez de Hulk, em relação à estreia, o Brasil entrou a dominar, como se esperava, perante um México mais expectante, em 5-3-2, mas o primeiro momento de emoção apenas aconteceu aos 24 minutos, e num remate do portista Herrera.

Esta jogada como que “acordou” o conjunto brasileiro, que se tornou mais perigoso e quase marcou logo a seguir, aos 26 minutos, num cabeceamento de Neymar, após centro da direita de Dani Alves, ao qual Ochoa respondeu com uma grande defesa.

Depois, e com o Brasil por “cima”, seguiram-se remates menos perigosos de Oscar (29 minutos), Fred (35) e Marcelo (39), com resposta de Vasquez (41), que não acertou no alvo.

A última “palavra” voltou, porém, a ser de Ochoa, com nova defesa “enorme”, agora em resposta a um remate já na pequena área de Paulinho, que não conseguiu dar sequência a um grande passe com o peito de Thiago Silva, após livre de Neymar.

O início da segunda metade começou com uma arrancada com perigo na direita de Bernard, entrado para o lugar do “amarelado” Remires, mas a resposta mexicana foi pronta, com uma série de remates de longe, o mais perigoso de Herrera, aos 57 minutos.

A resposta de Scolari foi a troca do ponta de lança (Jô em vez de Fred), aos 68 minutos, que o público brasileiro recebeu com assobios, para, um minuto volvido, Ochoa voltar a brilhar, desta vez em resposta a um potente remate de Neymar.

Como o aproximar do final, o jogo tornou-se mais partido, com os mexicanos a refrescar a equipa com Javier Hernandez, Fabian e Jimenez, enquanto Willian, em vez de Oscar, foi a derradeira aposta dos “canarinhos”, mais uma vez com risco mínimo.

O Brasil ainda teve mais uma oportunidade “enorme”, mas Ochoa voltou a ser “gigante”, em resposta a um cabeceamento de Thiago Silva, depois de um livre de Neymar.

Por seu lado, e aproveitando algum balanceamento ofensivo dos anfitriões, os mexicanos também assustaram, num remate de Guardado por cima e num outro, já nos descontos de Gimenez, que acertou na baliza, finalmente. Júlio César disse presente.

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