Reportagem

Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a propagação do SARS-CoV-2 à escala internacional.

RTP /

António Cotrim - Lusa

Mais atualizações


23h59 - Pandemia pode colapsar sistema de financiamento de países mais frágeis

A pandemia aumentou o risco de “colapso do sistema de financiamento ao desenvolvimento” das nações mais frágeis, mas os países doadores “têm a obrigação” de reforçar este apoio, dá conta um relatório da OCDE publicado hoje.

De acordo com o relatório “Global Outlook on Financing Sustainable Development 2021: A New Way to Invest for People and Planet”, cerca de “90 países em vias de desenvolvimento encontram-se em recessão económica” e “150 milhões de cidadãos” poderão ser “atirados para uma situação de pobreza extrema” ainda este ano por causa da pandemia.

A publicação divulgada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) explicita que antes da crise pandémica estes países “já se deparavam com uma lacuna financeira de 2,5 biliões de dólares” para conseguirem cumprir os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável.

A pandemia veio agravar este hiato, que a OCDE estima ser agora de 4,2 biliões de dólares, e resulta não só do “agravamento das necessidades financeiras” destas nações na ordem de 1,7 biliões de dólares, mas também da quebra de investimento direto estrangeiro e de remessas de emigrantes em 700 mil milhões, e do aumento em um bilião de dólares das despesas associadas à gestão e resposta à covid-19.

Por isso, a OCDE adverte para o “risco de colapso do sistema financeiro ao desenvolvimento”.

23h26 - Mais duas pessoas da administração Trump estão infetadas

Duas pessoas próximas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na semana passada acompanharam as votações das presidenciais dentro da Casa Branca, estão infetadas com covid-19, revelou hoje a imprensa norte-americana.

De acordo com o New York Times, as duas pessoas que testaram positivo ao novo coronavírus são o secretário da Habitação e Desenvolvimento Urbano, Ben Carson, e um conselheiro de Trump, David Bossie.

23h13 - Costa adverte que pandemia tem de ser controlada agora para evitar "dramas" de rutura

O primeiro-ministro advertiu hoje que a pandemia de covid-19 tem de ser controlada agora para evitar "dramas de rutura" no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e manifestou-se "surpreendido" com o crescimento de contágios verificado desde outubro.

Estas posições foram defendidas por António Costa em entrevista ao jornalista Miguel Sousa Tavares no Jornal das 8 da TVI, durante a qual reiterou que a ministra da Saúde, Marta Temido, tem confiança política reforçada e sustentou que, até agora, o SNS "não falhou em nada" na resposta à covid-19.

"Se conseguirmos controlar situação, como temos neste momento - onde praticamente ainda temos uma capacidade de metade das camas de cuidados intensivos alocadas a covid-19 -, se conseguirmos controlar a pandemia agora, vamos conseguir viver sem dramas de rutura", sustentou.

22h52 - Brasil contabiliza 231 mortes e 10.917 infeções nas últimas 24 horas

O Brasil contabilizou 231 mortes e 10.917 novas infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, informou hoje o Ministério brasileiro da Saúde no seu boletim epidemiológico.

No total, o país sul-americano concentra 162.628 óbitos e 5.675.032 casos confirmados, num momento em que o Governo brasileiro ainda enfrenta problemas técnicos em relação à contabilização dos dados da pandemia em alguns estados do país, como São Paulo.

Devido a esses problemas, que se arrastam desde a última quinta-feira, a tutela da Saúde não atualizou o número de pessoas já recuperadas da doença, assim como dos pacientes que ainda se encontram sob acompanhamento médico devido à infeção pelo novo coronavírus.

22h36 - Governo vai aprovar esta semana linha específica de apoio à restauração

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai aprovar um pacote específico de apoio à restauração dos concelhos mais atingidos pela Covid-19, procurando compensar a receita que estes estabelecimentos vão perder nos dois próximos fins de semana.

Esta medida do executivo socialista, que será aprovada ainda esta semana, foi transmitida por António Costa em entrevista à TVI, depois de interrogado sobre as consequências económicas para os setores da restauração e da hotelaria resultantes das restrições de circulação que vão ser aplicadas nos dois próximos fins de semana nos concelhos mais atingidos pela Covid-19.

"Vamos agora anunciar esta semana um pacote específico para apoiar as empresas da restauração relativamente ao que vão perder de receita nos próximos dois fins de semana", declarou o líder do executivo.

Segundo António Costa, o "e-fatura" do Portal das Finanças permite saber qual é a receita de cada restaurante, ou durante o último ano, ou no último fim de semana em que há dados disponíveis.

"Portanto, podemos saber qual é a receita que cada um tem e que teoricamente vai perder. Vamos fazer a média (pode ser a média do ano, pode ser só o mês de outubro), mas não está fixado o critério", advertiu.

Ou seja, de acordo com o primeiro-ministro, para a concessão dos apoios, o Governo, através do e-fatura, vai saber qual é a receita de cada um dos restaurantes, "porque não é mesma".

"Há restaurantes que faturam sobretudo ao fim de semana e há outros restaurantes que até fecham ao fim de semana, sobretudo nas zonas mais de serviços", justificou.

22h29 - Ministra da Cultura apela aos portugueses para que vão a espetáculos

A ministra da Cultura apelou hoje "a todas as pessoas" para que continuem a ir a espetáculos e equipamentos culturais, destacando o esforço dos profissionais do setor na adaptação às medidas aprovadas para tentar conter a pandemia da Covid-19.

"Deixo um apelo a todas as pessoas, cidadãos, que continuemos todos, na medida que conseguirmos, a ir ao teatro, ao cinema, a um espetáculo de música, a uma biblioteca", afirmou hoje Graça Fonseca, no parlamento, lembrando que "Portugal é um dos poucos países da Europa que mantém equipamentos culturais abertos".

Graça Fonseca destacou que "os profissionais da Cultura têm sido extraordinários" na adaptação às medidas aprovadas pelo Governo para tentar conter a pandemia da Covid-19.

A ministra salientou que, "no espaço de 24 horas, centenas de salas anteciparam horários e não encerraram".

22h00 - Maioria dos alunos que vive em favelas no Brasil ficou sem estudar na pandemia

A maioria (55%) dos alunos que vive em favelas no Brasil ficou sem estudar durante a pandemia da Covid-19, sendo que a falta de acesso à internet foi o motivo mais apontado, segundo um estudo hoje divulgado.

Os dados fazem parte de um estudo realizado pelo instituto DataFavela, numa parceria com o Instituto de Sondagem Locomotiva e com a organização não-governamental Central Única das Favelas (Cufa), a que o jornal Globo teve acesso.

De acordo com o levantamento, 34% dos inquiridos relataram não conseguir estudar por falta de acesso à internet, e 21% declararam não estar a receber as atividades letivas por parte da escola ou universidade na qual estão matriculados.

Outros dos motivos indicados são a falta de um local silencioso e adequado para o estudo, má conexão com a internet, ausência de dispositivos adequados, como computador ou telemóvel e a distância dos professores.

21h56 - Costa adverte que pandemia tem de ser controlada agora para evitar "dramas" de rutura

O primeiro-ministro advertiu hoje que a pandemia de Covid-19 tem de ser controlada agora para evitar "dramas de rutura" no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e manifestou-se "surpreendido" com o crescimento de contágios verificado desde outubro.

Estas posições foram defendidas por António Costa em entrevista ao Jornal das 8 da TVI, durante a qual reiterou que a ministra da Saúde, Marta Temido, tem confiança política reforçada e sustentou que, até agora, o SNS "não falhou em nada" na resposta à Covid-19.

"Se conseguirmos controlar situação, como temos neste momento - onde praticamente ainda temos uma capacidade de metade das camas de cuidados intensivos alocadas a Covid-19 -, se conseguirmos controlar a pandemia agora, vamos conseguir viver sem dramas de rutura", sustentou.

Na entrevista, o líder do executivo recusou que o seu Governo tenha algum preconceito ideológico e que, por isso, não recorra a mais contratualizações com os setores provado e social.

De acordo com os dados apresentados pelo primeiro-ministro em relação à capacidade de resposta do SNS, sem ser necessário proceder a qualquer descontinuidade de outra atividade médica, há 704 camas para cuidados intensivos, estando ocupadas 433. Um número que, no limite, mas com perturbação de outras atividades médicas, pode chegar a 944.

"Temos em execução um conjunto de obras em vários hospitais (casos de Évora, Amadora/Sintra e Gaia) para aumentar a capacidade. Quando começou a pandemia, Portugal era o país da União Europeia com o menor número de camas de cuidados intensivos por cem mil habitantes. Chegaremos a março de 2021, um ano depois da pandemia, tendo passado do último lugar, para a média da União Europeia", disse.

21h51 - Peritos alertam contra euforia prematura sobre a nova vacina

21h50 - Importações ressentem-se mais da pandemia do que as exportações

21h49 - EUA ultrapassam os dez milhões de casos, quase 20% do total mundial

Os Estados Unidos ultrapassaram hoje os dez milhões de contágios pelo novo coronavírus, contabilizando 19,7% do total de infetados em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o último balanço da Universidade de Johns Hopkins.

De acordo com esta instituição académica, os EUA contabilizaram até ao dia de hoje 10.018.278 infeções pelo SARS-CoV-2 e 237.742 mortes.

Os EUA são o país mais afetado pela pandemia, registando também 18,7% do total de óbitos em tudo o mundo por causa da covid-19, explicita a Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, a índia é o país que regista o maior número de contágios (8.553.657), seguida pelo Brasil (5.664.115).

21h45 - Estado de emergência esvazia restaurantes em Lisboa e Porto

21h35 - Virologista Pedro Simas admite que haja vacinas até ao final do ano

O virologista Pedro Simas considera que as notícias sobre a vacina agora anunciada são "óptimas", embora seja necessário manter alguma prudência e sublinha que o comunicado de imprensa sobre a vacina contém muito pouca informação científica. Admite no entanto que até final do ano já haja vacinas disponíveis.

21h23 - António Costa admite que pandemia só se combate "com dor"

O primeiro-ministro reconhece que o combate à pandemia provoca dor mas apela ao cumprimento das regras. No primeiro dia do segundo estado de emergência, António Costa defendeu um aumento do investimento público, porque insiste "há mais vida para além da Covid".

21h22 - Diretor-geral da OMS defende "nova era de cooperação"

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu hoje uma liderança global baseada na "responsabilidade e confiança mútuas" e uma "nova era de cooperação", partindo das lições da pandemia da Covid-19.

"É tempo de o mundo curar-se, das devastações desta pandemia e das divisões geopolíticas que apenas nos conduzem mais para o abismo de um futuro pouco saudável, inseguro e injusto. Hoje e todos os dias, temos de escolher a saúde, somos uma grande família", afirmou.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, em quarentena por ter contactado com uma pessoa infetada, pediu uma "liderança assente na confiança e responsabilidade mútuas" para "acabar com a pandemia" e tratar das "desigualdades fundamentais que estão na raiz de muitos dos problemas do mundo".

O dirigente da OMS advertiu que "uma vacina não pode resolver o subinvestimento global nas funções essenciais da saúde pública e sistemas de saúde resilientes, nem a necessidade urgente de uma saúde que englobe a saúde de humanos, animais e do planeta".

"Não existe vacina para a pobreza, fome, alterações climáticas ou desigualdades", apontou, citado em comunicado de imprensa da OMS.

20h52 - Rui Rio duvida da eficácia das medidas adotadas para combater pandemia

O presidente do PSD, Rui Rio, disse hoje duvidar da "eficácia" das medidas implementadas para combater a pandemia de Covid-19, considerando que o recolher obrigatório durante o fim de semana poderá ter o "efeito contrário" ao que se pretende.

"Não quero fazer uma oposição declarada a algo que é muito difícil, mas tenho alguma dificuldade em entender a eficácia", afirmou hoje Rui Rio.

"O facto de não se poder estar nas ruas entre as 23h00 e as 05h00 claro que trava a passagem da pandemia, mas é entre as 23h00 e as 05h00 que na rua se passa a pandemia? Não será tanto assim", questionou o social-democrata.

"Ao sábado, tenho receio que isso possa ser até um pouco pior porque pode concentrar no sábado de manhã as compras semanais que as famílias normalmente fazem", referiu, dizendo, no entanto, querer "manter o sentido de estado".

"Quero manter o sentido de estado, mas duvido um pouco da eficácia das medidas, da maneira como estão desenhadas", salientou.

20h50 - Estado de emergência pode "condenar" hotelaria e restauração

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) disse hoje que o novo estado de emergência pode "condenar" o setor.

A associação vai endereçar uma carta aberta ao primeiro-ministro, a dar conta da situação e "exigindo medidas compensatórias que sejam proporcionais e adequadas aos sacrifícios" que, segundo considera, estão a ser impostos às empresas do setor.

"Apesar de não incidir diretamente sobre os horários dos estabelecimentos, esta determinação acaba por impedir o respetivo funcionamento por ausência de clientes, principalmente aos fins de semana, que correspondem a uma parte substancial das suas receitas", explica a AHRESP.

"Por outro lado, inexplicavelmente, permite-se as deslocações aos supermercados e mercearias, mas não aos nossos estabelecimentos", continua a associação.

20h48 - Madeira com nove novos casos e outros 52 em estudo

A autoridade regional de saúde registou hoje na Madeira nove novos casos de covid-19, reportando um total de 196 situações ativas e 52 outras em estudo.

"Hoje há nove novos casos positivos a reportar, pelo que a Madeira passa a contabilizar 540 casos confirmados de covid-19 no território regional", anuncia o Instituto de Administração de Saúde desta região autónoma (IASAÚDE).

No boletim epidemiológico diário, esta autoridade adianta que, dos novos casos, sete são importados (quatro provenientes da Polónia, um do Reino Unido, um da Venezuela e um da região Centro de Portugal), sendo os outros dois de transmissão local.

20h21 - Governador diz que 120 mil doses de vacina chinesa chegam ao Brasil dia 20

O governador do estado brasileiro de São Paulo, João Doria, disse hoje que 120 mil doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 em fase final de testes, chegarão ao país exportadas da China na próxima semana.

"As primeiras doses da vacina Coronavac chegam ao Brasil no dia 20 de novembro e esta data está confirmada”, disse Doria durante a apresentação das obras de uma futura fábrica de vacinas do Instituto Butantan.

“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] já havia autorizado, já havia emitido comunicado também, e agora as autoridades sanitárias da China também deram autorização para importação, pelo Instituto Butantan, dos lotes de seis milhões de vacinas, sendo que as primeiras 120 mil doses chegam no dia 20 de novembro no aeroporto internacional de Guarulhos em São Paulo", acrescentou.

20h20 - Angola contabiliza 247 novas infeções e uma morte pelo novo coronavírus

20h16 - Prisão de Tires com 158 infetados, incluindo 148 reclusas e duas crianças

O estabelecimento prisional de Tires tem 158 pessoas infetadas com Covid-19 neste momento, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça, que adiantam que há 148 reclusas, duas crianças e oito trabalhadores infetados.

"No Estabelecimento Prisional de Tires há 148 reclusas positivas à Covid-19, duas crianças que se encontram com as suas mães e oito trabalhadores (cinco guardas prisionais, dois profissionais de saúde e um auxiliar de cozinha de empresa externa)", adianta um comunicado do MJ.

O surto no estabelecimento prisional de Tires, uma prisão feminina, foi conhecido na sexta-feira passada, quando foram tornados públicos 121 casos positivos de covid-19 depois de terem sido testadas 320 reclusas, sendo o primeiro surto registado numa prisão em Portugal desde o início da pandemia.

Segundo o comunicado do MJ, "as reclusas positivas, genericamente assintomáticas, foram afetadas a um Pavilhão do Estabelecimento Prisional de Tires onde permanecerão em isolamento, separadas da restante população prisional, e sob vigilância e acompanhamento, permanente (24 horas), de pessoal clínico do Hospital Prisional que foi para o efeito convocado".

"As duas crianças que acusaram positivo, e se encontram assintomáticas, estão na companhia das mães neste pavilhão que foi destinado ao acompanhamento e vigilância médica dos casos positivos à Covid-19, tendo igualmente seguimento pediátrico", acrescenta-se.

19h26 - Novas medidas são "morte anunciada" de restaurantes

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) vê com "apreensão" as novas medidas adotadas de combate à pandemia adotadas pelo Governo e diz que se irá assistir à "morte anunciada" de restaurantes, segundo um comunicado.

"Os comerciantes, a restauração, outros setores, os seus trabalhadores e suas famílias estão a viver momentos muito difíceis, de fortes quebras de rendimentos, de insegurança, de restrições de circulação e tantas outras. Alegadamente tudo em nome da saúde pública", aponta a entidade.

A organização garante que o "Governo insiste em não ouvir as propostas da Confederação e toma medidas que poderão levar à morte acelerada de muitos milhares de micro e pequenos empresários que são o pulmão da nossa economia".

Agora, com o reforço de medidas no âmbito do estado de emergência "podemos assistir à morte anunciada de restaurantes, mas também de outros setores do comércio local e de proximidade", acrescenta a confederação.

"As novas regras, sobretudo o recolher obrigatório ao fim de semana a partir das 13:00 parecem-nos um absurdo. Além de fechar os estabelecimentos comerciais, nomeadamente da restauração, em dias muito importantes para o negócio, vai levar a uma concentração exagerada de pessoas em particular nas grandes superfícies", garantiu a entidade, que defende que estas deviam "encerrar ao domingo".

19h14 - Reino Unido regista 194 mortes, governo prudente sobre vacina

O Reino Unido registou 194 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas e 21.350 novas infeções, anunciou hoje o Ministério britânico da Saúde.

O total acumulado desde o início da pandemia no Reino Unido é agora de 1.213.363 contágios confirmados e de 49.238 óbitos registados num período de 28 dias após as vítimas terem recebido um teste positivo.

Porém, o balanço aumenta para 60.051 quando se incluem todos os casos cuja certidão de óbito refere a Covid-19.

19h10 - Joe Biden assegura vacinas para todos seguindo a ciência

O presidente eleito dos Estados Unidos adiantou esta tarde que, na aprovação de uma vacina contra a Covid-19, vai seguir todos os critérios científicos, garantindo assim um sentimento de confiança à população.

Joe Biden desafiou ainda os norte-americanos a usarem máscara. “Não é um comportamento político”, disse, “é um gesto que pode salvar milhares de vidas”.

19h05 - França regista mais de 550 mortos nas últimas 24 horas

França registou 551 mortes devido à Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando assim o número de vítimas mortas no país para 40.987, segundo as autoridades francesas.

Mesmo apresentando estes números, o diretor-geral da Saúde francês, Jerôme Salomon, considera que há uma "desaceleração" do vírus devido às medidas impostas como o recolher obrigatório e o novo confinamento.

"Em todo o lado onde foram aplicadas medidas para travar a epidemia, houve uma desaceleração", constatou em conferência de imprensa.

No entanto, Salomon garantiu que o pico da epidemia em França "ainda está para vir". Quanto ao anúncio sobre a nova vacina da Pfizer, que a divulgou hoje e que diz ter uma eficácia de 90 por cento, o diretor-geral da Saúde diz que esses resultados devem ser vistos "com prudência".

Há atualmente 31.125 pessoas hospitalizadas em França devido à Covid-19 e 4.690 desses pacientes estão internados nos cuidados intensivos.

18h27 - Confederação do Comércio considera "desproporcionadas" as medidas do estado de emergência

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) considerou hoje que as medidas aprovadas no âmbito do estado de emergência são "desproporcionadas" e "discriminatórias" e avisou que as novas restrições vão encerrar empresas e aumentar o desemprego.

Em comunicado, a CCP afirma que "não pode deixar de manifestar a sua preocupação sobre o profundo impacto das medidas apresentadas nos setores do comércio e serviços ao consumidor" no diploma que decreta o estado de emergência no país que entrou hoje em vigor.

A confederação diz que percebe a necessidade de medidas de contenção da pandemia de covid-19, mas considera por exemplo a proibição de circulação após as 13:00 aos sábados e domingos desproporcionada "face aos objetivos de saúde pública que se pretende salvaguardar".

18h26 - Agrupamento de escolas de Famalicão participa à GNR violação do isolamento profilático

O diretor do Agrupamento de Escolas de Pedome, em Famalicão, anunciou hoje que vai comunicar à GNR a violação, por parte de alguns alunos, do isolamento profilático que lhes foi determinado pelo delegado de saúde local.

Em comunicado publicado na página de Facebook do agrupamento, Fernando Santos Lopes acusa as famílias dos alunos em causa de "irresponsabilidade e leviandade".

18h08 - Espanha tem mais 52 mil novos casos desde sexta-feira

A Espanha registou 52.386 novos casos de infeção com o novo coronavírus, desde sexta-feira, 4.441 nas últimas 24 horas, elevando o número total de contaminações para 1.318.218, anunciou hoje o Governo.

O número total de mortes com covid-19 em Espanha subiu para 39.345, tendo aumentado 512 desde sexta-feira, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

18h02 - Aumento de mortes segue tendência da última semana

Portugal conta hoje mais 63 mortes relacionadas com o novo vírus.
É um máximo de sempre no número de vítimas mortais, foram também registados mais cerca de 4 mil novos casos de infeção por covid-19.

A maioria de infeções regista-se no norte do pais, o número de internamentos também voltou a subir com mais 129 pessoas hospitalizadas, 13 em Unidades de Cuidados Intensivos.

17h58 - Sindicato preocupado com falta de máscaras na PSP

O Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP) manifestou hoje preocupação com os efeitos que a segunda vaga da pandemia de covid-19 pode vir a ter nos polícias devido à falta de máscaras.

"Quando o país acaba de entrar novamente em estado de emergência é alarmante o facto de a PSP ter a obrigação de fiscalizar o cumprimento das novas medidas de confinamento e não terem sido distribuídas máscaras a todo o efetivo", refere o SPP, em comunicado.

O Sindicato dos Profissionais da Polícia sublinha que os polícias "são obrigados a estar na linha da frente no combate à pandemia", mas "não estão protegidos devido à incúria do Governo e da direção nacional da PSP".

17h50 - Vacina Pfizer. Imunologista destaca "proteção enorme" de indivíduos testados

O imunologista da Fundação Champalimaud, Henrique Veiga Fernandes, destaca a importância desta notícia, sobretudo no que diz respeito ao nível de eficácia da vacina.


17h45 - Itália regista mais de 25.000 novos casos e 356 óbitos num dia

A Itália registou 25.271 novas infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, um número inferior face aos indicadores dos últimos dias, divulgaram hoje as autoridades italianas, esclarecendo, porém, que foram realizados menos testes.

Este número diário de novos contágios representa um decréscimo bastante expressivo quando comparado com os quase 40.000 casos notificados na passada sexta-feira.

17h35 - Lar de Caminha pede brigada de intervenção rápida após surto com 46 infetados

A direção do lar do Bom Jesus dos Mareantes, em Caminha, requereu à Segurança Social uma Brigada de Intervenção Rápida para fazer face ao surto de covid-19 que infetou 37 utentes e nove funcionários, revelou hoje o presidente da Câmara.

Em declarações à agência Lusa, o socialista Miguel Alves informou que "a equipa, constituída por um médico e quatro assistentes operacionais, deverá apresentar-se na instituição na terça-feira".

"Face às dificuldades que enfrenta por falta de recursos humanos, a direção do lar solicitou à Segurança Social uma Brigada de Intervenção Rápida", referiu.

O autarca garantiu que o município de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, "vai suportar as despesas com as dormidas dos cinco elementos da Brigada de Intervenção Rápida".

17h33 - Lar da Misericórdia de Freixo de Espada à Cinta com nove casos positivos

Cinco funcionários e quatro utentes do lar da Santa Casa da Misericórdia de Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, estão infetados com o novo coronavírus, disse hoje à Lusa o provedor.

17h29 - Vizela cria equipa de emergência para fazer testes rápidos

A Câmara Municipal de Vizela vai criar uma equipa de emergência para realizar testes rápidos à covid-19, numa unidade de rastreio móvel, em espaços de saúde, instituições, bombeiros ou comerciantes “sempre que necessário”, adiantou hoje.

Em comunicado, esta autarquia do distrito de Braga explicou que a equipa será constituída por profissionais de saúde.

"O objetivo é criar condições de segurança, em especial para esbater a propagação do surto associada a esta nova realidade, aferindo quem possa estar infetado e, desta forma, evitar a propagação entre a comunidade vizelense", ressalvou.

Face à atual situação epidemiológica, a câmara considera ser da "maior importância" o aumento do número de pessoas testadas e a rapidez do diagnóstico, daí a compra de testes de pesquisa de antigénio para o diagnóstico do SARS-CoV-2 (testes rápidos), justificou.

A autarquia entendeu que uma deteção rápida permite uma implemente célere de medidas de isolamento para conter a transmissão do vírus.

“Neste momento, existem indicações internacionais de que é seguro utilizar testes rápidos de antigénio, sobretudo nos casos positivos para sintomatologia e nos primeiros cinco dias de sintomas”, vincou, na nota.

Vizela está incluído nos concelhos de elevado risco e para os quais foram decretados um conjunto de medidas restritivas.

17h25 - Testes promissores em vacina da Pfeizer

Nem tudo são más notícias. A farmacêutica Pfizer revela testes promissores à vacina experimental desenvolvida pelo laboratório contra a covid-19.


17h21 - Composição do grupo anunciado por Joe Biden para combater pandemia

O Presidente eleito dos EUA anunciou hoje que o ex-cirurgião-geral Vivek Murthy, o ex-comissário da Food Drug Administration David Kessler e a investigadora de Yale Marcella Nunez-Smith vão copresidir ao seu grupo de combate à pandemia de covid-19.

O grupo, cujo objetivo é traçar uma estratégia para conter a propagação da pandemia do novo coronavírus até à tomada de posse de Joe Biden, em janeiro, conta ainda com Rick Bright, especialista em vacinas e antigo diretor da Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado Biomédico.

17h15 - Lar da Misericórdia da Maia com 20 colaboradores e 15 utentes infetados

Uma ronda de testes no lar professor Vieira de Carvalho da Misericórdia da Maia identificou três novos casos de covid-19 entre colaboradores, existindo atualmente 20 funcionários e 15 utentes infetados, dois dos quais hospitalizados, afirmou hoje o diretor clínico daquela estrutura.

17h10 - Médicos. Parecer ético aponta critérios de seleção em caso de rutura nos hospitais

Conselho de Ética da Ordem dos Médicos elaborou um documento a indicar os critérios de seleção de doentes graves no caso de ser necessário.
Para que se salvem mais vidas e em caso dos hospitais serem obrigados a escolher na hora de tratar alguém, o Conselho de Ética da Ordem dos Médicos aponta o caminho: a opção deve recair sobre os que têm mais possibilidade de recuperar.

17h08 - Câmara de Paços de Ferreira cria sistema de apoio a pessoas em isolamento

A Câmara de Paços de Ferreira, no distrito do Porto, disponibiliza a partir de hoje um serviço de apoio a pessoas em situação de isolamento profilático e de risco que funcionará 24 horas por dia.

"Vamos criar um call-center na Câmara Municipal com oito funcionários do município que irão contactar as pessoas que podem estar infetadas e em isolamento, procurando dessa forma dar resposta, quer ao nível psicológico, quer de explicações sobre procedimentos, dando-lhes informação útil#, disse à Lusa fonte da autarquia, confirmando que o serviço funcionará "24 horas por dia".

Criado em parceria com uma "empresa local de desenvolvimento de software", conforme refere na sua página na rede social Facebook o vereador da autarquia Paulo Ferreira, o novo serviço surge numa altura em que o concelho atravessa uma situação difícil com número elevado de infetados com o novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19.

Para além deste contacto, a aplicação "enviará automaticamente várias mensagens de voz parametrizadas de acordo com a sua situação (…) permitindo, desde logo, que a pessoa tome conhecimento de que a sua situação está a ser seguida. Esta tranquilização ajudará a encarar o restante período de confinamento com outra segurança. As mensagens serão enviadas através do 962 171 777 (este número não está apto a receber telefonemas ou sms’s)", acrescenta a publicação do autarca.

17h06 - Espanhol Sergio García falha Masters de golfe de Augusta

O espanhol Sergio García vai falhar o Masters, a disputar entre quinta-feira e domingo, em Augusta, nos Estados Unidos, por ter testado positivo para o novo coronavírus, anunciou a organização do torneio

“Sergio García informou o Augusta National Golf Club que não participará no Masters de 2020 por ter testado positivo para covid-19”, referem os organizadores do torneio, adiada de abril para novembro devido à pandemia de covid-19.

17h00 - Moçambique anuncia 55 novas infeções e sobe total para 13.823

Moçambique registou, nas últimas 24 horas, 55 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, elevando o total para 13.823, mantendo-se com 99 óbitos, anunciou o Ministério da Saúde.

"Dos casos hoje reportados, 54 casos são de indivíduos de nacionalidade moçambicana e um é estrangeiro", disse Benigna Matsinhe, diretora adjunta de Saúde Pública durante a atualização de dados.

16h55 - São João recebeu entre outubro e novembro 175 infetados do Tâmega e Sousa

O Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, recebeu, entre outubro e novembro, 175 doentes covid-19 do Tâmega e Sousa, 58 dos quais ficaram internados e 17 em cuidados intensivos, revelou hoje fonte do hospital.

De acordo com dados remetidos à Lusa, o CHUSJ recebeu na urgência, entre 01 de outubro e 06 de novembro, 1.994 doentes provenientes de Penafiel, zona apoiada pelo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) que chegou a registar 10% dos internamentos covid-19 a nível nacional.

Desses quase dois milhares de doentes, 175 testaram positivo à covid-19, tendo ficado 58 internados, dos quais 17 em cuidados intensivos.

“À data de hoje, ainda se encontram internados no Hospital de São João 29 doentes covid-19 positivos do CHTS”, precisa o CHUSJ.

16h48 - Sobe para dois o número de mortos no lar da Misericórdia da Trofa

Uma idosa do lar Santa Casa da Misericórdia da Trofa infetada com o novo coronavírus morreu, subindo para dois o número de óbitos provocados pelo surto de covid-19 na instituição, disse hoje à Lusa a diretora técnica, Zélia Reis.

A segunda vítima mortal, de 95 anos, estava internada na unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave e morreu no domingo, esclareceu a responsável.

O primeiro óbito ocorreu a 24 de outubro, um homem, também de 95 anos, infetado com o novo coronavírus e que foi o primeiro sinal do surto que se seguiu na instituição.

16h44 - Estrutura de retaguarda na Pousada da Juventude no Porto operacional esta semana

O presidente da Câmara do Porto anunciou hoje que a Pousada da Juventude que vai funcionar como estrutura de retaguarda para pessoas com teste negativo ao coronavírus vai estar operacional esta semana.

16h41 - Cinco utentes e um profissional de saúde de lar em Mogadouro recuperados

O Lar particular Avó Guilhermina, em Vilarinho dos Galegos, no concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança, registou hoje a recuperação de cinco utentes e de um profissional de saúde", avançou à Lusa a diretora técnica da instituição.

"Recebemos hoje a notícia das autoridades de saúde de que cinco utentes e uma profissional de saúde estão recuperadas da infeção provocada pelo novo coronavírus”, concretizou Ana Bela Lopes.

16h36 - Plateia alerta para "terríveis consequências" das novas restrições na Cultura

A Plateia - Associação de Profissionais das Artes Cénicas mostrou preocupação com "as terríveis consequências", para trabalhadores e estruturas artísticas de todo o país, da limitação de circulação a partir de hoje, decretada pelo Governo.

"A Plateia vê com preocupação as terríveis consequências destas medidas para milhares de trabalhadores, centenas de estruturas artísticas e culturais em todo o país, e para a participação cultural e acesso à cultura de toda a população", refere aquela associação, num comunicado hoje divulgado.

16h30 - UMAR diz que houve negligência em Tires onde há 128 reclusas infetadas

A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) considera inaceitável a situação das 128 reclusas e seis guardas infetadas com covid-19 no estabelecimento prisional de Tires, e diz que houve "grave negligência das autoridades prisionais neste estabelecimento".

"A situação na prisão de Tires, com 128 reclusas, seis guardas e uma enfermeira infetadas com covid-19, veio mostrar existir grave negligência das autoridades prisionais neste estabelecimento", critica a organização em comunicado, acrescentado que "falharam as medidas de prevenção" e em particular, "faltaram produtos de higienização das celas, assim como itens de higiene íntima".

A UMAR responsabiliza também as autoridades prisionais nos atrasos no fornecimento de refeições, recusas de acesso de advogados às detidas e isolamentos de 22 horas nas celas, em clara violação dos direitos.

"Este desrespeito pelo direito à saúde das detidas estendeu-se, no dia 06 de novembro, à decisão judicial que enviou para a prisão de Tires três mulheres, uma delas grávida, com elevado risco de serem contaminadas, dado o surto de covid-19 existente neste estabelecimento prisional", sublinha a associação feminista, lamentando o silêncio dos Ministérios da Justiça e da Saúde, perante o surto em Tires.

16h23 - Bruxelas vai encomendar 300 milhões de doses de vacina da Pfizer para UE

A Comissão Europeia saudou as “grandes notícias” sobre a eficácia de 90 por cento de uma potencial da vacina para a covid-19 das farmacêuticas Pfizer e BioNTech, anunciando que irá "em breve" formalizar a aquisição de 300 milhões de doses.

"Grandes notícias da Pfizer e do grupo BioNTech sobre os resultados bem-sucedidos do seu último ensaio clínico para uma vacina para a Covid-19", reagiu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sua conta na rede social Twitter.

Na mesma publicação, a líder do executivo comunitário anunciou que "a Comissão Europeia vai assinar um contrato com eles em breve para um máximo de 300 milhões de doses", somando-se esta promessa de aquisição a outras três já firmadas para a disponibilização de vacinas para a União Europeia.

16h15 - Guiné-Bissau regista cinco novos casos e mais uma morte

A Guiné-Bissau registou na última semana mais cinco casos positivos para o novo coronavírus e uma morte, segundos os dados hoje divulgados pelo Alto-Comissariado para a Covid-19.

Segundo os dados, entre 02 e 08 novembro, a Guiné-Bissau realizou 1.359 novos testes, dos quais "cinco casos revelaram-se positivos para a covid-19".

Com os cinco novos casos, a Guiné-Bissau eleva o total acumulado de casos positivos para covid-19 desde o início da pandemia para 2.419.

16h10 - Açores com 11 novos casos que elevam para 159 número de ativos

As 824 análises realizadas nos dois laboratórios de referência dos Açores diagnosticaram nas últimas 24 horas 11 casos positivos de covid-19, sendo oito na ilha de São Miguel e três em São Jorge.

15h38 - Dados do SINAVE "não são perfeitos", admite DGS

Ainda em conferência de imprensa, Graça Freitas foi questionada sobre um estudo da Universidade do Porto segundo o qual as bases de dados do SINAVE (Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica) têm qualidade fraca e falhas de informação.

"Estes dados de que estamos a falar não são dados de investigação científica. São dados de vigilância epidemiológica e são obtidos através daquilo que os médicos e os laboratórios preenchem", começou por responder a diretora-geral da Saúde.

Segundo a responsável, "há parâmetros que vêm muito bem preenchidos e há outros, como em todo o mundo, que vêm menos preenchidos".

"Numa altura em que temos milhares de novos casos por dia, a grande prioridade de facto é detetar doentes, tratar doentes, isolar contactos e seguir a epidemia", declarou Graça Freitas, acrescentando que os dados "não são perfeitos" mas que a DGS mantém "com a academia e com os cientistas uma excelente relação".

15h35 – Testes em massa em instituições dependem da "avaliação do risco"

Questionada sobre os critérios definidos para se realizem testes em massa numa instituição, a diretora-geral da Saúde esclareceu que "não há uma regra única e básica de quando determinar o número de testes ou fazer-se testes em massa numa escola, num lar, numa prisão, portanto esse contexto de testagem mais massificado depende sempre da avaliação do risco que se passa nessa instituição e na comunidade".

Graça Freitas quis ainda deixar um apelo à população: "Os testes são pedidos, prescritos e aconselhados sempre que são necessários, não tenham a mínima dúvida. Portugal testa muito e testa desde o início. E, portanto, as pessoas não deviam tomar a iniciativa de elas próprias pedirem testes. Deviam esperar por uma requisição médica, por um conselho médico".

"Não é de todo aconselhável fazer-se testes seja para o que for sem ser por prescrição médica", sublinhou.

15h33 – "Momento extremamente crítico dos nossos convívios familiares ou sociais"

Relembrando que entre 68 a 70 por cento dos casos de infeção atualmente ocorrem através de convívio familiar ou social, a diretora-geral da Saúde quis "chamar a atenção para um momento extremamente crítico dos nossos convívios familiares ou sociais, que é o momento da partilha de comidas e bebidas".

Graça Freitas explicou que o momento das refeições "é de grande descontração, de grande proximidade, e obviamente não estamos a usar máscara" durante o mesmo, pelo que é um momento "crítico" para o contágio.

Por essa razão, a DGS recomenda que esses momentos aconteçam apenas entre coabitantes.

15h30 – DGS foi consultada pelo Governo para definir medidas do estado de emergência

Graça Freitas esclareceu que, "obviamente, a Direção-Geral [da Saúde] é um dos órgãos que não só fornece informação para a tutela", nomeadamente informação epidemiológica, como também "recomendações", que terão sido tidas em conta pelo Governo na elaboração das medidas do estado de emergência.

15h25 – Portugal nos mecanismos de aquisição de vacina da Pfizer

Questionada sobre notícias de que uma vacina para a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Pfizer tem elevado nível de eficácia, a diretora-geral da Saúde respondeu que "se se vier a verificar que a sua eficácia, ou melhor ainda, a sua efetividade – que é a eficácia na vida real, nas condições reais do dia-a-dia – for na ordem dos 90 por cento, tenho a dizer que será das melhores vacinas que teremos, porque mesmo das que utilizamos atualmente nem todas têm essa eficácia".

Em conferência de imprensa, Graça Freitas disse ainda esperar que os ensaios dessa vacina se venham realmente a concretizar.

"Portugal também está nos mecanismos de aquisição dessa vacina", adiantou.


15h22 - Maior parte dos doentes "estão a recuperar e no domicílio", garante a DGS

Na conferência de imprensa da Direção-Geral da Saúde, Graça Freitas esclareceu que os casos ativos são casos de doentes que ainda não tiveram alta médica ou que "não faleceram", mas que "felizmente, a maior parte destes doentes estão a recuperar e no seu domicílio".

A diretora-geral da Saúde quis ainda relembrar quais os sintomas a Covid-19 - tosse "que foge ao padrão habitual", febre igual ou superior a 38.ºC, falta de ar "sem outra causa atribuível", perda de olfato e/ou de paladar.


15h11 - Restauração pede exceção para `take away` durante estado de emergência

A PRO.VAR - Associação para Defesa, Promoção e Inovação dos Restaurantes de Portugal pediu hoje ao Governo que abra uma exceção para o normal funcionamento do `take away` durante o estado de emergência e classifica as medidas de "discriminatórias".

"Tendo em conta que as medidas foram tomadas com vista a terem efeitos preventivos, não nos parece razoável limitar o `take away` a um período tão curto, privilegiando os ajuntamentos, sendo mais aceitável que este serviço seja igualmente considerado exceção, tal como acontece nos supermercados e mercearias, podendo até ser feito com obrigação de marcação de horário de entrega", lê-se numa carta aberta da associação ao primeiro-ministro, enviada às redações.

A associação pede, assim, que o Governo reverta a decisão de não permitir que as pessoas de 121 concelhos com maior risco de contágio pelo novo coronavírus recorram ao serviço de `take away` dos restaurantes, especificamente entre as 13:00 e as 05:00 ao fim de semana, sendo apenas permitido o serviço de entrega de refeições em casa.

"Constatamos que esta proibição é muito penalizadora para a maioria das empresas do setor da restauração, pois não têm os recursos necessários para poder garantir que as refeições sejam entregues em casa", argumentou a PRO.VAR.

A associação entende que a medida é "desproporcional" e "discriminatória", uma vez que, "com restaurantes encerrados e proibição dos clientes para levantarem as refeições, após as 13:00, os portugueses podem fazer compras nos supermercados e mercearias, nas horas que entenderem por mais convenientes", beneficiando o setor do retalho.

14h47 - Portugal com mais 4.096 casos confirmados de infeção e 63 mortos

Portugal registou mais 4.096 infeções e 63 vímitas mortais devido à Covid-19, nas últimas 24 horas. Segundo o boletim, há ainda a registar 2.302 casos de recuperados.

Atualmente, há mais 1.731 casos ativos em todo o país e menos 418 constactos em vigilância.

A região norte registou mais de metade dos casos das últimas 24 horas, com 2.265 infeções confirmadas. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo com 1.217 novos casos, a região Centro com mais 379, o Alentejo com mais 148 e o Algarve mais 60. Nos Açores confirmaram-se também mais 16 novos casos e na Madeira mais 11.

Nas últimas 24 horas morreram mais 63 pessoas, o número mais alto de óbitos desde o início da pandemia em Portugal. Mais de metade das mortes foram confirmadas na região norte (33 mortos). Em Lisboa e Vale do Tejo foram registas 22 vítimas mortais, no Centro cinco, no Alentejo um, no Algarve um e na Madeira um morto.

De acordo com os dados da DGS, os internamentos por Covid-19 aumentaram também. Há mais 129 doentes em enfermarias e mais 13 em unidades de cuidados intensivos.

14h23 - Voluntários universitários

Há mais de cem estudantes voluntários da Universidade do Porto que estão a levar bens essenciais a outros universitários em isolamento. A ajuda é ainda mais necessária quando são estudantes estrangeiros, que muitas vezes estão sozinhos.


14h16 - CDS e o efeito boomerang do recolher obrigatório

O presidente do CDS diz que o recolher obrigatório vai ter um efeito boomerang e preverso na economia. Francisco Rodrigues dos Santos exige medidas rápidas de apoio à atividade económica.


14h12 - Empresários da restauração avançam com manifestações em Aveiro e Lisboa

O movimento de cidadãos "A Pão e Água", que organizou hoje uma manifestação no Porto contra as novas restrições na restauração no combate à pandemia, anunciou que os protestos regressam na quarta-feira em Aveiro e na sexta-feira em Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Correia Maia, um dos impulsionadores do movimento "A Pão e Água", avançou à agência Lusa que a luta do setor da restauração, contra as novas medidas governamentais de combate à pandemia, vai continuar, estando já previstas para esta semana concentrações em Aveiro e em Lisboa.

"Puseram-nos a não trabalhar ao fim de semana que é matar-nos aos poucos", declarou à Lusa o 'chef' António Queirós Pinto, do Restaurante Tormes, em Baião, distrito do Porto, referindo que decidiu encerrar o restaurante nos próximos dois fins de semana em que o Governo anunciou que as pessoas devem recolher a casa a partir das 13:00, porque "não vale a pena", porque no fim de semana do feriado de 01 de novembro "foi quase zero" o trabalho.

António Queirós Pinto promete levar a "luta até ao fim", mesmo sem prever uma data para esse fim.

"Estamos aqui para lutar pelos nossos direitos e também para conseguir cumprir com os nossos deveres. Está cada vez mais difícil. As medidas são cada vez piores a cada dia que passa, em especial para a restauração e para a hotelaria, e não vemos maneira disto se alterar. Já era difícil com o horário que nos propuseram das 22:30, era difícil antes com a redução da capacidade do restaurante e agora puseram-nos a não trabalhar ao fim de semana", lamentou.

Andreia Martins, do Restaurante Coreto, especializado em "carnes maturadas", veio hoje de manhã do concelho da Maia, distrito do Porto, com mais 20 pessoas para a manifestação na Avenida dos Aliados.

"Queremos trabalhar. Estas restrições não têm lógica nenhuma. Não somos anti-medidas covid, mas queremos trabalhar. Só queremos o nosso horário, porque a covid-19 não está nos restaurantes", declarou à Lusa.

14h03 - Pandemia. Ultrapassada barreira dos 50 milhões de infeções

Nos Estados Unidos, só no domingo houve mais de 111 mil contágios, mas o epicentro da pandemia é a Europa.

A Hungria anuncia novas medidas restritivas. Na Roménia, o recolher obrigatório entrou ontem em vigor.


13h51 - Convergência pela Cultura exige medidas para o setor

A plataforma cívica Convergência pela Cultura apresentou um manifesto com medidas extraordinárias para uma "resposta imediata" aos problemas que o setor enfrenta, agravados pela pandemia da covid-19.

Num comunicado hoje divulgado, a Convergência pela Cultura anuncia que enviou aos órgãos de soberania "um novo manifesto com o que afirma serem verdadeiras propostas com medidas de emergência para o setor".

No documento, também hoje divulgado, a plataforma refere "seis medidas extraordinárias que visam dar uma resposta imediata aos problemas relacionados com a precariedade e simultaneamente permitir que todo o setor, nas diferentes tipologias, garanta meios de recuperação das suas atividades".

Entre as medidas que a Convergência pela Cultura entende como "prioritárias" está o "congelamento de todas as dívidas contributivas e tributárias e a suspensão imediata de todas as ações executivas de penhoras ou de cobrança coerciva por dívidas existentes à Segurança Social para todos os trabalhadores do setor da Cultura, incluindo trabalhadores por conta própria, trabalhadores por conta de outrem, empresários em nome individual e empresas unipessoais até 30 de junho de 2021 (no mínimo, considerando que o Governo já considera prazos mais dilatados para as moratórias hipotecárias)".

Além disso, a plataforma defende "apoio financeiro incondicional, com valor base mínimo de 1 IAS (Indexante de Apoio Social) (que em 2020 é de 438,81 euros), para todos os trabalhadores do setor da Cultura, incluindo trabalhadores por conta própria, trabalhadores por conta de outrem, empresários em nome individual e empresas unipessoais até julho de 2021".

13h45 - Pfizer anuncia eficácia de 90% de vacina e vai pedir uso em emergência

A farmacêutica Pfizer revelou que dados provisórios sobre a vacina contra o novo coronavírus indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos e que este mês pedirá o uso em situações de emergência nos Estados Unidos.

O anúncio de hoje não significa, contudo, que uma vacina está iminente. A análise provisória, de um conselho independente de monitorização dos dados, verificou 94 infeções registadas até agora num estudo que envolveu quase 44.000 pessoas nos EUA e em cinco outros países.

A Pfizer não forneceu mais detalhes sobre estes casos e alertou que a taxa de proteção inicial pode mudar até o final do estudo.

"Estamos numa posição potencialmente capaz de oferecer alguma esperança", disse à Associated Press (AP) Bill Gruber, vice-presidente de desenvolvimento clínico da Pfizer.

As autoridades enfatizaram que é improvável que qualquer vacina chegue antes do final do ano e que, quando chegar, os fornecimentos iniciais serão racionados.

A vacina que está a ser desenvolvida pela Pfizer e pela sua parceira alemã BioNTech está entre 10 possíveis vacinas candidatas em fase final de testes em todo o mundo - quatro delas até agora em grandes estudos nos Estados Unidos.

Outra farmacêutica americana, a Moderna, também já disse que espera poder entrar com um pedido na Food and Drug Administration (FDA), o regulador dos medicamentos nos Estados Unidos, ainda este mês.

13h42 - Restauração e comércio dizem estar a caminhar para abismo

Com as novas restrições aos fins de semana, há negócios que nem sequer vão abrir.

As associações do sector contestam o facto de o "take-away" só poder ser realizado até às 13h00, enquanto os supermercados podem receber clientes durante a tarde.

Já foi pedida ao primeiro-ministro a criação de um gabinete de crise.


13h40 - "A pão e água". Restauração em protesto nas ruas do Porto

Dezenas de proprietários e trabalhadores da restauração concentraram-se na manhã desta segunda-feira em protesto no Porto.

"A pão e água" foi o nome da iniciativa, que nasceu de forma espontânea nas redes sociais, após o anúncio das novas medidas que afetam o sector.


13h35 - Portugal regressa ao estado de emergência

O decreto que regulamenta a aplicação do estado de emergência entrou em vigor à meia-noite e prolonga-se pelo menos até 23 de novembro.

As medidas abrangem 121 concelhos, perto de 70 por cento do país, e afetam mais de sete milhões de pessoas.

O objetivo é evitar o aumento de casos de infeção pelo novo coronavírus o mais rapidamente possível.


13h30 - Estão disponíveis os testes rápidos à Covid-19

O Governo aprovou a possibilidade de fazer testes de diagnóstico à Covid-19 no acesso a um conjunto de espaços e ou instituições. Em causa estão estabelecimentos de saúde, lares, escolas, prisões e nas chegadas a Portugal por via aérea e marítima.

Há laboratórios que avisam para o perigo da massificação destes testes antigénio.


13h10 - Recolher obrigatório. Quais são as consequências do incumprimento?

Quem estiver na rua nas horas de recolher obrigatório, sem estar ao abrigo de nenhuma das exceções previstas, incorre num crime de desobediência e será reconduzido a casa pelas autoridades.

Alguns constitucionalistas têm duvidas quanto à eficácia e à proporcionalidade de algumas medidas, mais restritivas das liberdades.


13h08 - Estado de emergência. As exceções às novas regras

É possível circular quando estiveram em causa funções profissionais, motivos de saúde ou a compra de bens essenciais.

Também é possível sair à rua para passeios pedonais, para dar assistência a pessoas vulneráveis e para passear animais de companhia.

Entre as exceções ao recolhimento obrigatório, estão ainda razões familiares imperativas, motivos de força maior e o exercício de liberdade de imprensa.


13h02 - Costa admite que combate à pandemia provoca dor

O primeiro-ministro admitiu hoje que que o combate à pandemia de covid-19 provoca "dor", tal como o tratamento de uma doença, e apelou ao cumprimentos das regras para "salvar a saúde de todos" e o Serviço Nacional de Saúde.

"Não vale a pena termos a ilusão de que enfrentamos esta pandemia sem dor", avisou o chefe do Governo, durante a cerimónia em que foi adjudicada a construção do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora.

António Costa referiu que, "em regra", aprende-se na vida que não se trata "nenhuma doença sem dor", exemplificando: "uma vacina é fundamental, mas dói a injeção" e "as operações são necessárias, mas doem".

"O combate a esta pandemia também tem dor. Temos de minorar a dor, mas temos de o fazer para salvar a saúde todos, para salvar a nossa vida em sociedade e também para salvarmos o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a capacidade que nunca poderá faltar de responder aqueles que necessitam", disse.

12h59 - "Foi a estocada final"

Os representantes de bares e discotecas consideram que as ajudas anunciadas pelo Governo, nomeadamente apoios majorados, são "bem-vindas", mas denunciam que já chegam tarde para muitas empresas que vivem da noite e que não faturam há nove meses.

"Este programa já vem um pouco tarde, é sempre bom, mas vem um bocadinho tarde", disse à Lusa a porta-voz do Movimento para a Abertura dos Bares, Maria João Pinto Coelho, explicando que o programa agora anunciado é "uma extensão" daquele que existiu no início da pandemia e que chegou a "poucos estabelecimentos, não sendo a salvação para muitos".

O ministro da Economia anunciou na sexta-feira que o novo programa de apoio a empresas -- Apoiar.pt -- com um montante global de 1.550 milhões de euros, prevê uma majoração para discotecas, bares e outros estabelecimentos que estão encerrados desde março.

"A animação noturna (...) é uma situação bastante preocupante, está claro do ponto de vista sanitário que estes estabelecimentos têm muita dificuldade em evitar contaminações, por isso, infelizmente, têm de continuar fechados", disse Pedro Siza Vieira, que falava na audição conjunta das comissões de Orçamento e Finanças e Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

De acordo com Maria João Coelho, o programa será "um apoio para sobreviver à crise", no entanto, é com expetativa que aguarda os resultados práticos.

"Este parece ser o (apoio) mais sério desde o início da pandemia, mas com as dificuldades que houve na primeira fase, na primeira tranche, só depois de estar 'online' vamos ter 'feedback' dos associados e dar mais informação", acrescentou.

Questionada sobre uma estimativa de quantos bares fecharam desde março, Maria João Carvalho reconheceu a dificuldade em avançar com números, lembrando que as empresas "estão a falir, a declarar insolvência e a despedir todos os dias", e nem as próprias entidades oficiais "conseguem fazer uma validação do que está a acontecer".

"É catastrófico", lamentou, sublinhando que "poucos serão os estabelecimentos que vão sobreviver" às novas restrições anunciadas no âmbito do estado de emergência, que teve hoje início, nomeadamente o horário de encerramento até às 22:30 durante a semana e às 13:00 aos sábados.

"Foi a estocada final", acusou.

12h58 - Metade das empresas do comércio e restauração com quebras acima de 50%

Metade das empresas de comércio e restauração reportam quedas de vendas superiores a 50% desde início da pandemia, 72% endividaram-se para cobrir prejuízos e 60% ponderam um plano de proteção de credores em 2021, revela hoje um inquérito.

Efetuado pela Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) entre 01 e 04 de novembro, para "avaliar a sustentabilidade do setor", o inquérito - ao qual responderam associados representativos de mais de 2.300 lojas - demonstra que 50% das empresas apresentam quedas de vendas superiores a 50% e 95% reportam descidas acima de 25% entre 15 de março e 31 de outubro.

O estudo evidencia ainda que "72% das empresas já tiveram necessidade de aumentar o endividamento bancário para fazer face aos prejuízos e socorrerem a dificuldades de tesouraria e 66% recorreram a fundos próprios ou dos acionistas".

Por outro lado, 60% das empresas "consideram como provável o recurso a um plano de proteção de credores em 2021".

No que respeita às medidas defendidas para permitir a viabilização das empresas, 75% dos inquiridos consideram que o regime das rendas variáveis aprovado na Lei do Orçamento Suplementar" é essencial para a sua salvação e para a proteção do emprego", desde que aplicado desde o confinamento e prolongado para 2021.

Relativamente às novas restrições decretadas no âmbito do estado de emergência, que hoje começa, o presidente da AMRR nota que o próprio Governo "reconhece que as medidas são péssimas para a restauração e para o comércio, em especial num período próximo do Natal, que é a salvação do ano para muitos".

12h56 - Pandemia já matou mais de 1,25 milhões de pessoas no mundo

A pandemia de covid-19 já causou pelo menos 1.255.803 mortos em todo o mundo desde que a doença foi conhecida em dezembro na China e até às 11:00 de hoje, segundo a AFP.

Mais de 50.376.020 casos de infeção foram registados desde o início da pandemia e pelo menos 32.718.100 pessoas foram consideradas curadas, adianta o balanço da agência de notícias francesa AFP.

O número de casos diagnosticados apenas reflete uma fração do número real de contaminações já que diversos países apenas testam os casos mais graves, outros privilegiam os testes para rastreio e numerosos países pobres apenas dispõem de capacidades limitadas de despistagem.

Nas últimas 24 horas, registaram-se 5.620 novas mortes e mais 484.920 infetados em todo o mundo, sendo que os países que registaram mais mortes no último dia foram os Estados Unidos (548), a Índia (490), e o Irão (459).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado pela covid-19, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 237.584 mortos entre 9.972.333 casos, segundo o balanço da universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 162.397 mortos em 5.664.115 casos, a Índia com 126.611 mortos (8.553.657 casos), o México com 95.027 mortes (967.825 infetados) e o Reino Unido com 49.044 mortes (1.192.013 casos).

Entre os países mais afetados, a Bélgica é o que conta mais mortos em relação à sua população, 113 por cada 100.000 habitantes, seguida do Peru (106), de Espanha (83) e do Brasil (76).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) declarou um total de 86.245 casos 338 dos quais nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortos (0 no último dia), e 81.187 pessoas curadas.

A América Latina e as Caraíbas totalizavam, hoje às 11:00, 412.633 mortos em 11.636.975 casos, a Europa 307.224 mortes (12.773.490 infetados), os Estados Unidos e o Canadá 248.090 mortos (10.233.629 infetados), a Ásia 177.323 mortos (11.076.047 infetados), o Médio Oriente 64.581 mortes (2.742.914 casos), África 45.011 mortos (1.883.036 casos) e a Oceânia 941 mortos (29.933 infetados).

12h48 - Governo São-tomense declara estado de calamidade em todo o país até ao fim do mês.

12h41 - O Sindicato dos Profissionais da Polícia SPP-PSP queixa-se da falta de equipamento para enfrentar esta segunda vaga da pandemia de covid-19, nomeadamente pela não distribuição de máscaras aos agentes.

12h25 - A Pfizer e a BioNTech acabam de anunciar que a sua vacina para a covid-19 se mostrou 90% eficaz.

12h01 - Competições desportivas autorizadas em estado de emergência

As competições desportivas profissionais, ou equiparadas, podem realizar-se nos próximos dois fins de semana, apesar do estado de emergência que vigora até dia 23, devido à pandemia de covid-19, garantiu a ministra Mariana Vieira da Silva.

"Os jogos profissionais, ou equiparados a profissionais, podem acontecer, porque são atividades profissionais e, portanto, enquadrados no âmbito das atividades profissionais que podem existir", disse a ministra de Estado e da Presidência, em entrevista à Antena1.

Entre as medidas restritivas do estado de emergência que entrou hoje em vigor estão o recolher obrigatório noturno durante a semana (entre as 23:00 e as 05:00) e ao fim de semana a partir das 13:00 nos 121 concelhos de maior risco de contágio da covid-19.

Nestes 121 municípios, abrangendo 70% da população residente, estão incluídos todos os concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Nos próximos dois fins de semana, as duas competições profissionais de futebol que se disputam em Portugal vão estar paradas, devido a compromissos da seleção e à terceira eliminatória da Taça de Portugal, mas estão agendados jogos nacionais e regionais de várias modalidades, incluindo o futebol.

No sábado, dia 14, a seleção portuguesa de futebol recebe a França, em jogo do grupo C da Liga das Nações, agendado para o estádio da Luz, em Lisboa.

Entre 20 e 22 de novembro, além da Taça de Portugal, decorre no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, a última prova da temporada de Moto GP.

O Governo anunciou, em 31 de outubro, que essa competição iria ser disputada sem público nas bancadas, decisão tomada depois terem sido divulgadas imagens de concentrações de pessoas nas bancadas sem distanciamento nem máscaras no Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, disputado em 25 de outubro.

"Já foi comunicado ao promotor que o Grande Prémio de motos não terá público, porque está revelada a incapacidade de organizar eventos com público. Não podemos voltar a correr riscos, e, portanto, não está autorizado", afirmou o primeiro-ministro, António Costa, em 31 de outubro, no final de um conselho de ministros extraordinário.

11h58 - Morreu utente de Lar da Misericórdia de Ponte de Lima

Uma utente de 92 anos do lar da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, com SARS-CoV-2, morreu, sendo há ainda 32 idosos e seis funcionários infetados, revelou o provedor.

Em declarações à agência Lusa, Alípio de Matos explicou que, "na quarta-feira, a idosa foi transportada ao hospital de Viana do Castelo por problemas de saúde, tendo sido testada e confirmada a infeção pelo novo coronavírus".

"No sábado, fomos informados do óbito da utente", referiu.

Já no domingo, e "por indicação de um médico que integra a Brigada de Intervenção Rápida solicitada pela Misericórdia, uma outra idosa infetada com o vírus foi conduzida ao hospital, mas já regressou à Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI) do Centro Comunitário de Arcozelo".

"Após uma primeira observação clínica a todos os utentes, positivos e negativos, o médico efetuou ajuste terapêutico a um total de cinco idosos e encaminhou uma utente para o serviço de urgência do hospital de Viana do Castelo", especificou o provedor, reforçando que já voltou à instituição.

Uma outra utente, também infetada pelo novo coronavírus, "permanece internada naquela unidade hospitalar por ter sofrido uma queda".

"Relativamente aos utentes e funcionários infetados a situação encontra-se, para já, estabilizada. Uns apresentam sintomas ligeiros, outros estão assintomáticos", referiu.

Do total de 45 utentes, 32 testaram positivo ao novo coronavírus.

Dos 38 trabalhadores, seis contraíram o vírus.

Onze idosos da ERPI que testaram negativo ao SARS-CoV-2 deverão repetir o despiste esta semana.

O responsável da instituição indicou que a Brigada de Intervenção Rápida da Segurança Social será reforçada hoje com três auxiliares.

Segundo o provedor "os utentes estão separados uma vez que a instituição dispõe de três alas distintas o que permitiu a criação de uma ala para doentes não-covid e de duas alas para doentes covid".

11h41 - Escola da Marinha Grande fechada após funcionária testar positivo

Uma escola da Marinha Grande, no distrito de Leiria, está hoje e terça-feira fechada após uma funcionária ter testado positivo para a covid-19, disse o diretor do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente.

"Trata-se da escola Francisco Veríssimo, que tem seis turmas do 1.º ciclo do ensino básico e uma sala do pré-escolar", afirmou à agência Lusa Cesário Silva.

Segundo este responsável, no 1.º ciclo estão 122 alunos e no pré-escolar 19 crianças.

"A funcionária testou positivo na sexta-feira à noite, comunicou ao agrupamento e foi comunicado a todos os pais e encarregados de educação", explicou Cesário Silva, referindo que "como é uma assistente operacional que contactou outras obrigou ao isolamento profilático das restantes".

Nesse sentido, "não havia condições para hoje e na terça-feira haver as atividades letivas habituais", esclareceu.

"Como somos uma escola que está organizada em semestres e já tínhamos uma interrupção do calendário, entre quarta e sexta-feira, foi adotada como medida preventiva o encerramento hoje e amanhã [terça-feira]", adiantou.

O diretor do agrupamento acrescentou que "foi feita a desinfeção da escola este fim de semana pelo agrupamento".

"A comunicação para os pais e encarregados de educação foi no sentido também de estarem atentos a eventuais sintomas [nas crianças] e continuamos a aguardar mais orientações da Autoridade de Saúde local", disse Cesário Silva.

O presidente do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente afirmou ainda que no domingo, ao fim do dia, após terem sido tomadas estas medidas, foi tomado conhecimento de que "uma professora da mesma escola testou positivo".

"Estão ambas bem, quer a professora, quer a funcionária", declarou Cesário Silva.

11h39 - Sindicatos dos Funcionários Judiciais protesta frente à AR contra medidas para o setor

Os Funcionários Judiciais realizam uma Vigília em frente à Assembleia da República, onde está prevista uma audição à Ministra da Justiça no âmbito do Orçamento do Estado para o próximo ano. Duas das preocupações do Sindicato dos Funcionários Judiciais são as carreiras e suplemento salarial.


11h29 - "Combate à pandemia tem dor". Costa renova apelo a comportamentos preventivos

No dia em que entrou em vigor o estado de emergência, com a aplicação do recolher obrigatório nos 121 concelhos debaixo de maior risco de propagação do novo coronavírus, o primeiro-ministro admitiu que "o combate à pandemia também tem dor".

"Não vale a pena termos a ilusão de que enfrentamos esta pandemia sem dor. Como é regra, aprendemos na vida que nunca tratamos nenhuma doença sem dor. Uma vacina é fundamental, mas dói a injeção. As operações são necessárias, mas doem. O combate à pandemia também tem dor", afirmou António Costa.

"Temos que minorar a dor, mas temos que o fazer para salvar a vida de todos, a vida em sociedade, mas também para salvar o Serviço Nacional de Saúde", acrescentou.

O primeiro-ministro esteve esta segunda-feira na cerimónia de assinatura da obra do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora.


11h18 - Enfermeiros não querem "guerra de números" para não fragilizar SNS

O presidente do Sindepor considera que a greve de enfermeiros que hoje arrancou "não é uma guerra de números" e que muitos estarão em greve, mas a trabalhar, "para não fragilizar mais o Serviço Nacional de Saúde".

Em declarações à Lusa, Carlos Ramalho disse que os números da adesão à greve de cinco dias que hoje começou "são muito relativos" pois não se conseguem apurar porque não é possível formar piquetes de greve como acontece noutras greves, devido à impossibilidade de circular entre serviços de saúde, por causa da pandemia de covid-19.

"Não podemos formar os piquetes de greve que formávamos em condições normais pois nao é conveniente circular entre serviços para apurar esses dados", explica o presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), sublinhando que "muitos enfermeiros vão estar em greve, mas a trabalhar".

"Assegurar serviços mínimos agora significa assegurar quase serviços máximos durante períodos de não greve por causa da dotação de enfermeiros, que cada vez são menos. Normalmente associa-se a greve à não comparência ao local de trabalho, mas muitos têm de comparecer para assegurar serviços mínimos. É mais um grito de protesto e um anúncio de descontentamento do que algo que interfira com o SNS, que já de si está fragilizado e que nós não queremos fragilizar ainda mais", afirmou.

Carlos Ramalho sublinha que a greve dos enfermeiros decretada pelo Sindepor para esta semana, "mais do que uma guerra de números, será uma guerra de razões, de argumentos".

"É mais um grito de protesto e anúncio de descontentaento - pela ausência de negociações e pela situação dos enfermeiros - do que algo que interfira com o SNS, que já de si está fragilizado e que nos não queremos fragilizar ainda mais", acrescentou.

Os enfermeiros iniciaram hoje uma greve de cinco dias, um protesto convocado pelo Sindepor contra o desgaste e desmotivação destes profissionais.

O Sindepor exige o descongelamento das progressões da carreira, a atribuição do subsídio de risco para todos os enfermeiros e, sendo "uma profissão de desgaste rápido", a aposentação aos 57 anos.

11h07 - Restaurante emblemático da capital em risco de fechar

Um dos espaços emblemáticos da capital está em risco de fechar. A Casa do Alentejo, localizada na baixa de Lisboa, está de portas abertas há várias décadas, mas devido à crise pandémica, é cada vez menor a afluência ao restaurante e também têm sido canceladas muitas das atividades que costumavam realizar-se naquele espaço. Com a acentuada quebra de receitas, a Casa do Alentejo pode ter os dias contados.


10h48 - Constitucionalista alerta para consequências negativas de renovação constante do estado de emergência

O primeiro-ministro admitiu, em entrevista à Antena 1, que o estado de emergência pode ficar em vigor, no limite, até ao fim da pandemia. Ouvido há pouco pela rádio pública, o constitucionalista Jorge Pereira da Silva confirma que só este estado de emergência pode dar cobertura legal às medidas que foram impostas. No entanto, alerta para as consequências negativas da renovação constante deste estado de emergência.


10h18 - Festival Cinanima decide arrancar apenas online

A organização do Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, que de hoje até domingo apresenta 300 filmes em competição e em retrospetivas, cancelou esta madrugada a sua componente presencial devido ao contexto de covid-19.

A medida foi anunciada já depois de os responsáveis pelo evento do distrito de Aveiro terem revelado que o certame manteria algumas sessões competitivas em regime presencial, embora apostando sobretudo na internet - mediante um bilhete global que, ao preço único de sete euros, permitiria ao espectador aceder a todos os filmes em cartaz, a maioria dos quais disponíveis a qualquer hora do dia durante toda a semana e podendo visionar-se repetidas vezes.

Dada a implementação do estado de emergência, contudo, os organizadores da 44ª edição do certame anunciaram: "Tendo em conta a atual conjuntura, a organização do Cinanima decidiu cancelar todas as sessões presenciais. O festival 'online' decorrerá como estava previsto, com a exibição da totalidade da sua programação".

A mesma fonte adianta que espera de 2021 uma situação diferente, que permita a realização do certame no formato normal e "sirva para o reencontro de todos os amantes do cinema de animação de Portugal e do mundo".

Com 97 filmes a concurso nas várias categorias de curtas e longas-metragens, 68 dos quais na secção internacional e 29 na nacional, a presente edição do festival também apresentará uma retrospetiva sobre a obra da cineasta e pintora francesa Florence Miailhe e outra sobre a última década do cinema de animação europeu.

O programa de 2020 inclui ainda um ciclo de filmes que assinalam os 75 anos do fim da II Guerra Mundial e uma homenagem ao realizador checo Jiri Trnka, também reconhecido pelo seu trabalho como ilustrador e marionetista.

10h13 - Empresários da restauração manifestaram-se no Porto contra restrições

Dezenas de proprietários de restaurantes protestaram hoje no Porto contra as novas medidas de restrição para o setor para combater a pandemia, anunciadas na madrugada de sábado para domingo pelo primeiro-ministro.

Concentrados na Avenida dos Aliados eram, pelas 8h30, cerca de trinta pessoas, proprietários e funcionários de restaurantes, mas muitos optaram por circular de carro, buzinando.

Os manifestantes dizem que as novas medidas anunciadas pelo Governo são "extremamente castradoras" para o setor da restauração que "irá levar ao encerramento de muitos" estabelecimentos.

"Eu entendo as medidas do Governo menos a que nos obriga a fechar e proíbe as pessoas de circularem a partir das 13h00 aos fins de semana", disse à Lusa Samuel Santos, proprietário de dois restaurantes, um em Matosinhos, outro em Gondomar, no distrito do Porto.

Com 32 funcionários, Samuel Santos admitiu que "dois fins de semana ainda aguenta", mas teme que a medida se prolongue e ponha em causa o futuro de "32 famílias".

Este empresário defende que o confinamento deveria existir, mas "nas mesmas horas" em que ocorre durante a semana, porque "os fins de semana representam cerca de 70% da faturação".

Os manifestantes "serviram" pão e água numa mesa instalada na Avenida dos Aliados, onde colocaram pratos e talheres, como "imagem da situação" em que se encontram.

Organizado de "forma espontânea" nas redes sociais, o protesto visa contestar e "tentar reverter" as novas medidas de restrição anunciadas para o setor, nomeadamente o recolher obrigatório a partir das 13h00 nos dois próximos fins de semana nos 121 concelhos mais afetados pela covid-19, que se junta ao já determinado encerramento dos restaurantes às 22h30.

10h11 - África com mais 433 mortes e um total de 1.881.356 infetados

O continente registou nas últimas 24 horas um aumento 433 mortes relacionadas com a covid-19, aumentando para 45.282 o total de vítimas mortais pelo novo coronavírus, que já infetou 1.881.356 pessoas na região, segundo dados oficiais.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nos 55 Estados-membros da organização registaram-se nas últimas 24 horas mais 11.008 casos de infeção com o novo coronavírus.

O número de recuperados é agora de 1.588.803, mais 11.590 do que na véspera.

O maior número de casos de infeção e de mortes regista-se na África Austral, com 823.931 infeções e 21.323 mortes por covid-19. Nesta região, a África do Sul, o país mais afetado do continente, contabiliza um total de 737.278 casos de infeção e 19.809 mortes.

O norte de África, a segunda zona mais afetada pela pandemia, regista um total de 573.538 pessoas infetadas e 15.577 mortos e na África Oriental há 228.066 infetados e 4.431 vítimas mortais.

Na região da África Ocidental, o número de infeções é de 194.314, com 2.791 vítimas mortais, e a África Central regista 61.507 casos e 1.160 óbitos.

O Egito, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 6.368 mortos e 109.201 infetados, seguindo-se Marrocos, que contabiliza 4.272 vítimas mortais e 256.7811 casos de infeção.

A Argélia surge logo a seguir, com 62.062 infeções e 2.047 mortos.

Entre os seis países mais afetados estão também a Etiópia, que regista 99.675 casos de infeção e 1.523 vítimas mortais, e a Nigéria, com 64.090 infetados e 1.154 mortos.

Em relação aos países africanos que têm o português como língua oficial, Angola lidera em número de mortos e Moçambique tem o maior número de casos.

Angola regista 307 óbitos e 12.433 casos, seguindo-se Cabo Verde (100 mortos e 9.369 casos), Moçambique (99 mortos e 13.768 casos), Guiné Equatorial (85 mortos e 5.092 casos), Guiné-Bissau (42 mortos e 2.414 casos) e São Tomé e Príncipe (16 mortos e 960 casos).

9h43 - Rússia regista novo máximo com 21.798 novos casos nas últimas 24 horas

A Rússia registou 21.798 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo recorde diário desde o início da pandemia, informaram as autoridades de saúde do país.

No último dia morreram 256 pessoas por causa do vírus, o que aumentou o número total de óbitos para 30.793, segundo as estatísticas oficiais.

Moscovo, o maior foco de infeção do país, somou 6.897 novos casos, também o máximo diário desde o início da pandemia, e ainda 72 vítimas mortais.

A capital russa acumula 7.361 óbitos, que representam 22,4% do total registado no país.

Para conter a epidemia, a Câmara Municipal de Moscovo ordenou o regime de teletrabalho para, pelo menos, 30% da força de trabalho de empresas e organizações nos casos em que não afete o seu funcionamento, recomendando àqueles com mais de 65 anos e aos doentes crónicos que fiquem em casa.

As autoridades da capital, que já habilitaram vários hospitais provisórios, asseguram que as infraestruturas sanitárias de Moscovo, com cerca de 13 milhões de habitantes, estão em condições de suportar a nova vaga de covid-19.

Na segunda cidade russa mais afetada pela epidemia, São Petersburgo, a antiga capital imperial, foi registado um novo máximo diário de positivos (1.403) e ocorreram 19 mortes no último dia.

Com um total de 1.796.132 infeções, a Rússia é atualmente o quarto país do mundo com o maior número de casos positivos depois dos Estados Unidos, Índia e o Brasil.

9h41 - Começam a ser usados os testes rápidos ao coronavírus

Permitem identificar casos positivos de Covid-19, em apenas 15 minutos. Começam a ser usados, a partir de hoje, os novos testes rápidos ao coronavírus, por ordem das Administrações Regionais de Saúde. São 500 mil e representam uma alternativa aos tradicionais testes PCR, mas não dispensam a zaragatoa no nariz.

A mais-valia é mesmo a rapidez e a testagem em massa, embora estes testes de antigénio, como são chamados, sejam mais falíveis do que as outras formas de diagnóstico.

Ouvido pela Antena 1, Francisco George, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, a instituição que trouxe estes testes para Portugal, explica que, se o resultado for negativo, mas a pessoa continuar com sintomas, haverá uma repetição do teste para que fiquem esclarecidas as dúvidas.

O antigo diretor-geral de Saúde a valorizar estes testes rápidos, que apresentam os resultados através de uma pequena placa, idêntica às dos testes de gravidez, onde surgem dois pequenos riscos para casos positivos de Covid-19.


9h38 - AHRESP considera catastrófica decisão de recolher obrigatório no fim de semana

O Governo decretou o recolher obrigatório a partir da uma da tarde, nos dois próximos fins de semana. Uma decisão do Governo que a AHRESP considera catastrófica. Ana Jacinto, secretária-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares, considera que as restrições representam a machadada final nestes negócios.


9h36 - Hotéis podem continuar a receber hóspedes

A ministra Mariana Vieira da Silva adianta à Antena 1 que, no próximo fim de semana, os restaurantes só podem estar abertos para preparar refeições para fora.

Quanto aos hotéis, podem continuar a receber hóspedes.


9h35 - Recolher obrigatório ao fim de semana permite ida ao supermercado

Em entrevista à Antena 1, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explica que no sábado e no domingo, mesmo durante o período do recolher obrigatório, os cidadãos podem ir ao supermercado, comprar bens essenciais.


9h31 - Surto fecha Polo Escolar da Palhaça em Oliveira do Bairro

O Polo Escolar da Palhaça, em Oliveira do Bairro, no distrito de Aveiro, encerrou hoje temporariamente devido a casos de infeção por covid-19, anunciou o município.

A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro informou que o Polo Escolar da Palhaça encerra temporariamente a partir de hoje, até data a indicar, "por indicação das autoridades de saúde".

"A decisão vem na sequência do aumento do número de infetados entre a comunidade escolar deste estabelecimento de ensino", acrescenta a nota.

Segundo a fonte, dados referentes ao dia de domingo dão conta de que no Polo Escolar da Palhaça um total de 16 alunos, um professor e dois funcionários apresentavam teste positivo para o novo coronavírus.

A autarquia adianta também que o mesmo estabelecimento de ensino tem um professor e um funcionário em isolamento.

9h27 - Projeto mais "próximo de ti" permite doente internada assistir ao casamento da filha

O receio dos doentes de ser internados por não receberem visitas levou o Centro Hospitalar Lisboa Central a criar o projeto "mais próximo de ti" que já proporcionou que uma doente pudesse assistir ao casamento da filha por videoconferência.

"As pessoas ficam muito preocupadas com a situação de pensar que ficam internadas e que os seus familiares não podem vir visitá-los como vinham antes da pandemia", contou à agência Lusa a enfermeira diretora do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), Maria José Costa Dias, durante uma visita da agência Lusa Hospital Curry Cabral.

Os profissionais de saúde perceberam que o facto de os doentes não receberem visitas, que foram proibidas devido à pandemia de covid-19, os preocupava muito e criaram projetos específicos para dar resposta a estas situações.

"Mais próximo de ti" foi o primeiro a ser criado e possibilita o contacto do doente com a família, através de videoconferência, um serviço que é possibilitado por uma equipa que se desloca aos serviços agendados previamente.

Os profissionais de saúde estão "orgulhosos deste projeto" que já possibilitou, por exemplo, que uma doente assistisse ao casamento da filha por videoconferência. "Foi extremamente importante para ela ter não ter perdido esse momento no seu percurso de vida", contou.

Outro receio constatado pelos profissionais é o dos doentes que ficam na urgência à espera de uma cama para internamento, sem que os familiares consigam saber como estão.

Para dar essa resposta, foi desenvolvido um sistema na urgência geral polivalente para que um familiar referenciado pelo doente possa receber diariamente informação por telefone sobre o estado de saúde do doente.

Questionada sobre como se gere o dia-a-dia num centro hospitalar em tempo de pandemia, que dá resposta a doentes covid e não covid, Maria José Costa Dias disse que os "maiores desafios" são lidar com situações que não conseguem prever e exigem "decisões rápidas".

"Nós tentamos prever os cenários, desenhar respostas, temos um plano interno desenhado para dar resposta efetivamente a esta situação de pandemia", mas "os grandes desafios são as situações para as quais não tivemos possibilidade de nos preparar ou de desenhar soluções de resposta imediata", explicou.

Mas, frisou, "temos que ser capazes de tomar a melhor decisão que podemos e sabemos no momento, tendo consciência que dali a dois ou três dias podemos ter que inclusivamente reformular e alterar face ao contexto".

No entanto, no início da pandemia "foi mais difícil", porque tiveram que se adaptar: "Tivemos de fazer muita formação nesta nova forma de trabalhar com este tipo de doentes, que no fundo não são diferentes de uma outra doença infeciosa que exija o mesmo tipo de procedimentos".

Mas a formação foi "uma componente essencial" não só para proteger os profissionais para desempenharem as suas funções em segurança como também para garantir a segurança dos doentes.

"A nossa aposta foi sempre, e continua a ser, que o hospital é um lugar seguro onde podem vir. Temos circuitos distintos para as diversas situações e se efetivamente a pessoa necessita deve recorrer ao hospital porque garantimos cuidados seguros".

9h17 - Centro Hospitalar Lisboa Central renova-se para continuar a tratar todos os doentes

Salas de espera ampliadas, contentores para urgências covid-19, uma nova sala de cirurgia de ambulatório e uma unidade de internamento para pequenas cirurgias foram transformações operadas pelo Centro Hospitalar Lisboa Central para conseguir assegurar o tratamento a todos os doentes.

A pensar nos utentes que têm de aguardar na rua pela sua vez para ir à consulta de especialidade no Hospital São José, devido às regras de distanciamento impostas pela pandemia, o centro hospitalar montou uma tenda provisória e está a ampliar a sala de espera que abrirá dentro de duas semanas.

Ao entrarem para as Consulta Externas, os doentes medem a temperatura, desinfetam as mãos e mudam de máscara, como medidas de precaução contra a covid-19.

No dia em que a agência Lusa visitou o Hospital São José, as obras estavam já numa fase muito avançada. A velha e pequena sala de espera escura das consultas de especialidade está a transformar-se numa sala ampla, branca e azul, onde sobressai numa parede a frase: "Inovar no cuidar".

Ao mesmo tempo, ultimavam-se os trabalhos de instalação de estruturas pré-fabricadas para urgências covid-19, no Pátio do Relógio, que vão ter acesso direto à urgência geral polivalente e ao serviço de radiologia para os doentes poderem fazer uma TAC.

Os contentores, que têm 22 boxes, uma sala de raio-X, camas e cadeirões e todo o equipamento necessário para atender estes doentes, vão abrir para desocupar algumas zonas, disse à agência Lusa a presidente do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), Rosa Valente Matos.

Antes destas obras, já tinham aberto as remodeladas instalações da urgência polivalente do São José, que tiveram de ser readaptadas com a pandemia, criando-se circuitos distintos para o doente respiratório e não respiratório e um terceiro circuito para o doente diagnosticado com covid.

Também estão a ser feitas adaptações nas urgências do Hospital D. Estefânia, onde vai ser aumentada a sala de espera e aberto um contentor externo, e na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), onde já abriu uma sala para grávidas com covid-19.

Outras unidades, como a de Neurofisiologia, saíram do velho edifício do São José e foram instaladas noutro local do hospital com mais espaço e luz e melhores condições para acolher os doentes.

As obras fazem parte do Plano de Contingência do CHULC, que integra os hospitais São José, Curry Cabral, Santo António dos Capuchos, Santa Marta, D. Estefânia e MAC, que está ativo desde o início da pandemia e foi agora adaptado à segunda fase da pandemia, que "chegou um bocadinho mais cedo".

"Estamos a cumprir o plano, através da adaptação das instalações, dos equipamentos, dos recursos humanos para que os doentes com covid-19 tenham o seu tratamento e os doentes não covid-19 continuem a vir ao hospital e continuem a ser tratados", explica Rosa Valente Matos, admitindo, contundo, não saber até quando vai possível cumpri-lo.

O Plano de Contingência, que tem três níveis com sete fases, estando agora na fase quatro, prevê a abertura de camas para doentes covid-19 de forma progressiva, segundo as necessidades, numa articulação entre os seis hospitais.

Em solução limite o Plano de Contingência permite a utilização de cerca de 300 camas em enfermaria e cerca de 90 em cuidados intensivos.

"Começámos com a infeciologia, depois avançámos para mais internamentos na área da medicina e agora já estamos também na área das cirurgias, ou seja, estamos a ocupar camas que eram de outras especialidades e estamos a colocar essas especialidades noutros sítios", explicou.

Para as outras atividades assistenciais, inclusive a cirúrgica, não pararem foi aberta no dia 1 de novembro uma nova sala de cirurgia de ambulatório no Curry Cabral, que passa assim a ter quatro salas, para que "o doente não-covid permaneça o menos tempo possível no hospital, mas seja tratado", e uma unidade de internamento de curta duração na área da cirurgia.

Os transplantes também não pararam, tendo sido realizados em outubro 14 transplantes hepáticos e 10 renais, e será ainda aberto um novo espaço de hospital dia com as especialidades de gastroenterologia, dermatologia e neurologia.

8h53 - Alemanha com 13.363 infeções em 24 horas

A Alemanha registou 13.363 infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, cerca de 1.300 mais do que há uma semana, quando entrou em vigor um novo confinamento parcial decretado pelo governo para conter a pandemia.

No entanto, ao domingo e à segunda-feira há geralmente um desfasamento no número de novos casos, já que no fim de semana nem todos os estados federais comunicam os seus dados.

Segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI) atualizados à meia-noite, o número de casos positivos, desde o anúncio do primeiro contágio no país no final de janeiro, totaliza 671.868 e há 11.352 óbitos mortos.

O RKI estima que cerca de 429.600 pessoas recuperaram da doença e que existem atualmente cerca de 230.600 casos ativos.

Em todo o país, a incidência cumulativa nos últimos sete dias é de 139 casos por 100.000 habitantes.

De acordo com dados da Associação Interdisciplinar Alemã de Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (DIVI), 2.904 pessoas estavam internadas em unidades de cuidados intensivos, das quais 1.605 ventiladas.

O fator de reprodução (R), que considera as infeções num intervalo de sete dias em relação aos sete anteriores e que reflete a evolução das infeções de 8 a 16 dias atrás, está em 1,01.

"Isto continua a significar um grande número de novas infeções diárias, visto que o número de pessoas atualmente infetadas na Alemanha é muito alto", alerta o RKI.

8h47 - Estado de emergência. "Questões que acabam por não se verter no despacho"

Ricardo Mexia, Presidente da Associação Nacional de Médicos Saúde Pública, considera que as medidas deste estado de emergência são bem-vindas, mas que deveriam ser mais explícitas.


8h32 - Trabalhadores das autarquias e docentes sem componente letiva podem reforçar rastreio

Os trabalhadores de entidades públicas da administração direta e indireta do Estado e autarquias locais que estejam em isolamento profilático, assim como os docentes sem componente letiva, podem ser recrutados para fazer inquéritos epidemiológicos e rastrear doentes com covid-19.

De acordo com o decreto que regulamenta o estado de emergência, publicado na noite de domingo em Diário da República, são decretadas as medidas de exceção aplicáveis à atividade assistencial realizada pelos serviços e estabelecimentos integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O decreto determina ainda as medidas excecionais "de utilização de serviços e estabelecimentos integrados no SNS com os serviços prestadores de cuidados de saúde dos setores privado e social, em matéria de prestação de cuidados de saúde" e a "mobilização dos trabalhadores dos serviços e estabelecimentos integrados no SNS que requeiram a cessação por denúncia dos respetivos contratos de trabalho ou contratos de trabalho em funções públicas".

"Durante o período em que se mantenha a mobilização dos trabalhadores e desde que se encontrem garantidas condições de trabalho que especialmente assegurem a proteção da sua saúde, pode ser imposto o exercício de funções em local e horário diferentes dos habituais", sendo que a possibilidade de local de trabalho diferente não se aplica aos trabalhadores que se encontrem em isolamento profilático.

8h20 - Estado de emergência "é extremamente amplo"

Entrevistado esta segunda-feira no Bom Dia Portugal, o bastonário da Ordem dos Advogados, Luís Menezes Leitão, afirmou que "era importante que fosse decretado o estado de emergência". Isto porque, na sua leitura, as medidas restritivas adotadas até agora não tinham "cobertura constitucional".

"Sete milhões de pessoas, durante os próximos 15 dias, só podem sair de casa para ir trabalhar", afirmou o responsável.
"A meu ver, o fim de semana é uma situação altamente problemática, porque afeta o direito ao repouso dos cidadãos", frisou o bastonário dos advogados.

7h35 - Ponto da situação

O estado de emergência entrou em vigor à meia-noite e prolonga-se pelo menos até 23 de novembro.

A partir desta segunda-feira, há recolher obrigatório noturno nos 121 concelhos de maior risco: durante a semana, é entre as 23h00 e as 5h00; nos próximos dois fins de semana, é proibido sair de casa entre as 13h00 e as 5h00.Quem não respeitar as regras incorre num crime de desobediência.


Há exceções no que diz respeito ao recolher obrigatório. As pessoas podem sair de casa por motivos profissionais. Podem também ir ao supermercado e fazer pequenos passeios ao ar livre sozinhas ou na companhia de membros do mesmo agregado familiar.

As deslocações por motivos de saúde também são permitidas. É possível também prestar assistência a pessoas vulneráveis.
A fiscalização das novas regras compete às forças de segurança. Devem sensibilizar os cidadãos quanto à interdição das deslocações que não sejam justificadas. Podem também conduzi-los ao domicílio quando for necessário. Devem ainda acompanhar as pessoas em isolamento profilático ou em vigilância ativa.
Testes
Na reunião de sábado do Conselho de Ministros, o Governo aprovou a realização de testes à Covid-19 para acesso a determinados locais. Em causa estão unidades de saúde, lares, escolas, prisões e chegadas aéreas ou marítimas ao país.A Ordem dos Médicos congratulou-se ontem com a declaração do estado de emergência. Já o presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública defendeu que se deve evitar as refeições em conjunto.

Foi também aprovada a mobilização de mais de mil funcionários públicos para reforçar o rastreio e a vigilância de pessoas em confinamento. Trata-se de profissionais sem atividade por pertencerem a grupos de risco e professores sem componente letiva atribuída.

Foi aprovada ainda a requisição de recursos, meios e instalações aos setores privado e social, de preferência através de acordos.
O quadro em Portugal
O último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, conhecido ao início da tarde de domingo, reporta mais 48 mortes em Portugal, para um total de 2896 acumulado desde o início da pandemia.

Houve registo de mais 5784 casos em 24 horas, o valor mais alto registado a um domingo.
Estão internadas mais 102 pessoas. Nos cuidados intensivos, há mais 12 doentes em estado grave, num total de 378.
O quadro internacional
A pandemia da Covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 49,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, de acordo com o balanço em permanente atualização por parte da agência France Presse.

A Covid-19 é a doença causada pelo novo coronavírus, o SARS-CoV-2, identificado no final de dezembro em Wuhan, cidade do centro da China.