Futebol Internacional
Luís Gonçalves satisfeito com a seleção de Moçambique
O selecionador de futebol de Moçambique, Luís Gonçalves, fez um balanço “muito positivo” do seu percurso na federação, desde o verão de 2019, ambicionando projetar o talento existente no país.
“Em agosto do ano passado, fui convidado a regressar a Moçambique. Houve algumas alterações, na forma de jogar da equipa e de algumas metodologias aplicadas, e o balanço desde que regressei é muito positivo. Os resultados, que não são o único barómetro de avaliação do trabalho, mas não deixam de ser importantes, têm sido muito positivos”, destacou, em entrevista à agência Lusa.
Luís Gonçalves já conhecia a seleção, depois de ter sido ajunto de Abel Xavier, entre fevereiro de 2016 e maio de 2018. Seguiu-se um ano nas seleções jovens chinesas e o regresso a Moçambique.
Com quatro vitórias e um empate, os resultados atestam a avaliação do técnico, que ambiciona “modernizar a federação” para que a “representação do futebol moçambicano seja mais forte e mais competitiva”.
O treinador português assinalou o “grande empenhamento” diretivo e destacou o reforço da estrutura, com o diretor técnico Arnaldo Salvado.
“É preciso procurar, encontrar e, depois, desenvolver e é nesta parte do desenvolver que tem de ser feito um investimento maior. Em última análise, as seleções nacionais são o produto do trabalho que é feito nos clubes, que são os principais formadores”, referiu, dizendo alguns aspetos essenciais para o desenvolvimento, como “campos para treinar, uma estrutura organizada e treinadores com formação”.
Luís Gonçalves considera que a federação é o “motor de desenvolvimento” do futebol e tem que dar as orientações aos clubes, num projeto que tem de ser pensado para todo o país, já que Moçambique é “muito grande e tem muita diversidade”.
Ainda assim, alertou para um problema ainda existente, que é a “falta de alimentação adequada”: “Não devemos esquecer que Moçambique é um dos países mais pobres do mundo, mas o Governo está muito empenhado e temos de tentar ultrapassar em conjunto”.
Em relação à carreira pessoal, “reflexo ou consequência das oportunidades” que têm aparecido, Luís Gonçalves não esconde que gostaria de voltar a Portugal, onde trabalhou na formação do Sporting e do FC Porto, além de ter sido adjunto em clubes como Belenenses e Tondela, mas que o foco está na seleção de Moçambique, com quem tem contrato até 2022.
Moçambique não chega à fase final da CAN desde 2010, mas lidera o Grupo F de qualificação para a edição de 2021, com os mesmos quatro pontos dos Camarões, do também português António Conceição.
Uma concorrência que, segundo Luís Gonçalves, “não faz muito sentido”, uma vez que a seleção camaronesa é a anfitriã da competição e vai disputá-la nesta condição.
Já uma presença inédita num Mundial seria um sonho para todo o país, realçou Luís Gonçalves.
DIYA // JP
Lusa/Fim
Luís Gonçalves já conhecia a seleção, depois de ter sido ajunto de Abel Xavier, entre fevereiro de 2016 e maio de 2018. Seguiu-se um ano nas seleções jovens chinesas e o regresso a Moçambique.
Com quatro vitórias e um empate, os resultados atestam a avaliação do técnico, que ambiciona “modernizar a federação” para que a “representação do futebol moçambicano seja mais forte e mais competitiva”.
O treinador português assinalou o “grande empenhamento” diretivo e destacou o reforço da estrutura, com o diretor técnico Arnaldo Salvado.
“É preciso procurar, encontrar e, depois, desenvolver e é nesta parte do desenvolver que tem de ser feito um investimento maior. Em última análise, as seleções nacionais são o produto do trabalho que é feito nos clubes, que são os principais formadores”, referiu, dizendo alguns aspetos essenciais para o desenvolvimento, como “campos para treinar, uma estrutura organizada e treinadores com formação”.
Luís Gonçalves considera que a federação é o “motor de desenvolvimento” do futebol e tem que dar as orientações aos clubes, num projeto que tem de ser pensado para todo o país, já que Moçambique é “muito grande e tem muita diversidade”.
Ainda assim, alertou para um problema ainda existente, que é a “falta de alimentação adequada”: “Não devemos esquecer que Moçambique é um dos países mais pobres do mundo, mas o Governo está muito empenhado e temos de tentar ultrapassar em conjunto”.
Em relação à carreira pessoal, “reflexo ou consequência das oportunidades” que têm aparecido, Luís Gonçalves não esconde que gostaria de voltar a Portugal, onde trabalhou na formação do Sporting e do FC Porto, além de ter sido adjunto em clubes como Belenenses e Tondela, mas que o foco está na seleção de Moçambique, com quem tem contrato até 2022.
Percurso positivo
Uma concorrência que, segundo Luís Gonçalves, “não faz muito sentido”, uma vez que a seleção camaronesa é a anfitriã da competição e vai disputá-la nesta condição.
Já uma presença inédita num Mundial seria um sonho para todo o país, realçou Luís Gonçalves.
DIYA // JP
Lusa/Fim