O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou este domingo a possibilidade de novas conversas com o presidente russo Vladimir Putin e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, avança o jornal turco Habertürk.
“As negociações continuam e, além desses encontros, também conversamos com algumas pessoas relevantes na noite passada. E talvez na próxima semana discutiremos sobre as medidas que iremos tomar, mantendo conversas com Putin e Zelensky”, disse Erdogan, citado pelo jornal.
Num vídeo publicado no Telegram, este domingo, o presidente ucraniano afirma que a Rússia pode cruzar a linha dos 40 mil soldados mortos já em junho. “Em nenhuma outra guerra, em várias décadas, eles sofreram tamanha perda”, diz Volodymyr Zelensky.
No vídeo, Zelensly afirma que o “principal objetivo tático dos ocupantes não mudou. Eles estão a insistir em Severodonetsk, onde está em curso uma luta muito feroz – literalmente a cada metro”.
Segundo o presidente ucraniano, o exército russo está também a concentrar esforços nas cidades de Lysychansk, Bakhmut e Slovyansk.
O Exército russo está a concentrar todo o poderio militar à volta de Severodonetsk, com o objetivo de conquistar rapidamente a região de Lugansk.
O alerta é das autoridades ucranianas, que garantem que ainda estão a resistir e anunciaram algumas vitórias nas regiões de Kherson e Zaporijia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, salientou este domingo que a Ucrânia precisa de reforçar as leis anticorrupção no contexto de adesão à União Europeia.
"Há que implementar reformas, para combater a corrupção, por exemplo, ou para modernizar a administração, o que também ajudará a atrair investidores", disse Ursula von der Leyen durante uma visita a Kiev. "A União Europeia estará ao vosso lado", sublinhou.
Mesmo antes do início da guerra, o bloco europeu sublinhava a necessidade de a Ucrânia implementar mais normas democráticas e restrições à corrupção antes de poder iniciar as negociações de adesão à UE. Apesar de a Ucrânia estar num caminho pró-democrático e pró-europeu, a sua democracia ainda é vista como frágil.
Severodonestsk é dada como praticamente controlada pelos russos há já vários dias, mas circulam também informações segundo as quais a situação pode inverter-se a favor dos ucranianos. Os enviados especiais da RTP João Oliveira e Rita Marrafa de Carvalho, agora em Kiev, resumem o quadro no terreno.
17h10 - Conselheiro de Zelensky insta a confisco de "bens da Federação Russa"
"Os bens da Federação Russa apreendidos devem ser confiscados agora. A Rússia deve pagar pela guerra, casas destruídas e massacres", escreve Mykhailo Podolyak na rede social Twitter.
O conselheiro do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sustenta que a Rússia deve "pagar através de sentenças criminais, propriedade, arrestos de contas soberanas".
The RF’s arrested assets should be confiscated today. Russia must pay for the war, destroyed houses and massacres. Pay by criminal sentences, property, arrests of sovereign accounts...The war, rising prices, refugees and famine – only the one who started it has to pay for it.
— Михайло Подоляк (@Podolyak_M) June 12, 2022
"A guerra, o aumento dos preços, os refugiados e a fome - só quem começou com isto pode pagar", remata.
16h50 - Otimismo prudente no seio da OMC
Começou este domingo, em Genebra, a primeira reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio em mais de quatro anos.
A esperança é a de que os 164 países-membros possam chegar a consensos sobre o sector das pescas, a distribuição de vacinas contra a covid-19 e uma estratégia que permita atenuar, ou evitar, uma crise alimentar mundial potenciada pela guerra na Ucrânia.
Em declarações citadas pela France Presse, a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, disse estar "prudentemente otimista". E foi contida, ao elencar as suas expectativas: se houver entendimento sobre "um ou dois" dossiers, "isso já será um sucesso".
16h42 - Exportações de gás da Rússia. As contas diárias do fluxo
A russa Gazprom adianta que os seus abastecimentos de gás para a Europa, através do ponto de entrada de Sudzha, na Ucrânia, rondavam este domingo os 41,9 milhões de metros cúbicos, valor equivalente ao da véspera.
16h31 - Ponto de situação
- Por ocasião do Dia da Rússia, Vladimir Putin fez este domingo um apelo aos russos para que permaneçam unidos, tomando por base "sentimentos profundos de patriotismo" e "alicerces espirituais". O presidente russo voltou a ensaiar uma homenagem ao czar Pedro, o Grande.
- O presidente ucraniano admite que ninguém pode avançar com uma previsão para o fim da guerra no país. Em simultâneo, Volodymyr Zelensky reitera que as tropas ucranianas têm ultrapassado todas as expectativas, ao impedirem uma rápida ocupação russa do Donbass. "Lembram-se de como na Rússia, no início da guerra, eles esperavam capturar todo o Donbass?", perguntou o chefe de Estado numa nova mensagem em vídeo. "Já estamos no 108.º dia de guerra, já em junho. O Donbass está a aguentar-se", vincou.
- Citado pela Reuters, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Senik, disse este domingo que o país tem estabelecidas duas rotas, através da Polónia e da Roménia, para exportar cereais e procurar, assim, travar uma crise alimentar mundial. As autoridades ucranianas estão em conversações com os Estados do Báltico para garantir um terceiro corredor de exportações, segundo o mesmo governante.
- O secretário-geral da NATO manifestou-se confiante quanto às adesões da Finlândia e da Suécia, apesar das "legítimas apreensões" da Turquia. Jens Stoltenberg descreveu a próxima cimeira de Madrid como "crucial". "A cimeira de Madrid nunca foi vista como a última hipótese para a conclusão da ratificação da adesão da Finlândia e da Suécia", afirmou Stoltenberg em conferência de imprensa conjunta com o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, durante uma visita a este país.
- Ouvida pela agência russa Interfax, a coberto do anonimato, fonte separatista afirma que as forças russas e aliados não têm a intenção de invadir o complexo fabril químico Azot, em Severodonetsk. Centenas de civis estão ali abrigados. "Não há planos para invadir a Azot. A fábrica está bloqueada. As tropas ucranianas que ali permanecem serão forçadas a render-se", disse a mesma fonte.
- Um ex-soldado britânico foi "atingido a tiro e morto" em combate contra os russos em Severodonetsk, no leste da Ucrânia, revelou a família. Jordan Gatley deixou o exército britânico em março para "continuar a sua carreira como soldado noutras áreas", lê-se na edição online do jornal The Guardian.
- Os corpos de dezenas de combatentes ucranianos que morreram durante o cerco russo ao complexo siderúgico Azovstal, em Mariupol, no sul do país, permanecem no local. Quem o afirma é o antigo comandante do Regimento da Guarda Nacional Azov, Maksym Zhorin. De acordo com Zhorin, mediante acordo com a Rússia, foram já transportados para Kiev cerca de 220 corpos de soldados da Azovstal. Mas há ainda um número equivalente nas ruínas do complexo.
- A Rússia está a usar a sua superioridade em termos de soldados e artilharia para gradualmente controlar o território de Severodonetsk, na Ucrânia, indica o Ministério da Defesa do Reino Unido no último relatório dos serviços de informações militares.
- As tropas russas destruíram uma segunda ponte a ligar as cidades de Severodonetsk e Lysychansk, na região de Lugansk, segundo o governador Serhiy Haidai. O responsável descreve a situação em Severodonetsk como extremamente difícil e diz que os próximos dois dias vão ser decisivos. Ao mesmo tempo, assinala que as forças da Rússia ainda não foram capazes de tomar toda a cidade.
16h03 - Stoltenberg confiante na adesão de Finlândia e Suécia
O secretário-geral da NATO manifestou-se confiante quanto às adesões da Finlândia e da Suécia, apesar das "legítimas preocupações" da Turquia. Jens Stoltenberg descreveu a próxima cimeira de Madrid como "crucial".
"A cimeira de Madrid nunca foi vista como a última hipótese para a conclusão da ratificação da adesão da Finlândia e da Suécia", afirmou Stoltenberg em conferência de imprensa conjunta com o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, durante uma visita a este país.
As reservas da Turquia sobre esta alargamento da Aliança Atlântica "devem ser levadas a sério" e a forma de as superar é "sentar-se e falar", insistiu o responsável.
Ancara acusa os países nórdicos de acolherem militantes e apoiarem o Partido dos Trabalhadores do Curdistão - estrutura que o Governo turco classifica de terrorista.
A cimeira de Madrid, marcada para 29 e 30 de junho, deveria servir para "fazer progressos" na adesão de suecos e finlandeses, mas não é "a última data", rematou Jens Stoltenberg.
15h46 - Família e amigos de marroquino condenado à morte procuram salvá-lo
A família e amigos de Brahim Saadoun, cidadão marroquino de 21 anos condenado à morte em Donetsk, por ter combatido ao lado das tropas ucranianas, têm-se desdobrado em apelo à sua libertação.
Ouvidos pelo britânico The Guardian, chamam a atenção para o facto de Saadoun ser um fuzileiro no ativo e não um mercenário, como determinou o tribunal pró-russo do leste da Ucrânia.
"Basicamente, quem conhecia Ibrahim gostava dele", afirmou Dasha Oleynik, uma amiga do combatente marroquino. "Todos os que o conhecem estão de coração partido".
15h26 - "Não há planos para invadir a Azot"
Ouvida pela agência russa Interfax, a coberto do anonimato, fonte separatista afirma que as forças russas e aliados não têm a intenção de invadir o complexo fabril químico Azot, em Severodonetsk. Centenas de civis estão ali abrigados.
"Não há planos para invadir a Azot. A fábrica está bloqueada. As tropas ucranianas que ali permanecem serão forçadas a render-se", disse a mesma fonte.
15h07 - O destino dos britânicos condenados à morte em Donetsk
Denis Pushilin, líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, no Donbass, disse não ver razões para que se altere a pena capital decidida para dois cidadãos britânicos que combateram ao lado das tropas ucranianas.
Aiden Aslin e Shaun Pinner, a par do marroquino Brahim Saadoun, foram condenados à morte, na semana passada, sob a acusação de "atividades mercenárias".
"Não vejo bases, pré-requisitos, para vir agora com uma tal decisão de perdão", disse Pushilin, em declarações citadas pelas agências noticiosas russas.
14h59 - Ex-operacional britânico abatido em Severodonetsk
Um ex-soldado britânico foi "atingido a tiro e morto" em combate contra os russos em Severodonetsk, no leste da Ucrânia, revelou a família.
Jordan Gatley deixou o exército britânico em março para "continuar a sua carreira como soldado noutras áreas", lê-se na edição online do jornal The Guardian.
14h32 - Putin apela a "sentimentos profundos de patriotismo"
Por ocasião do Dia da Rússia, Vladimir Putin fez este domingo um apelo aos russos para que permaneçam unidos, tomando por base "sentimentos profundos de patriotismo" e "alicerces espirituais".
O presidente russo voltou a ensaiar uma homenagem ao czar Pedro, o Grande: "Hoje estamos agudamente conscientes de como é importante para a pátria, a sociedade e o povo permanecermos unidos".
O Dia da Rússia é celebrado desde 1992. Visa comemorar a adoção formal da Declaração de Soberania da Federação Russa, a 12 de junho de 1990, que estabeleceu a "independência" da Rússia face à União Soviética.
14h26 - Ucrânia estabelece rotas para exportar cereais
Citado pela Reuters, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Senik, disse este domingo que o país tem estabelecidas duas rotas, através da Polónia e da Roménia, para exportar cereais e procurar, assim, travar uma crise alimentar mundial.
A Ucrânia é o quarto maior exportador de cereais do mundo. Kiev calcula em cerca de 30 milhões de toneladas o volume de cereais armazenados e a aguardar exportação.
As autoridades ucranianas estão em conversações com os Estados do Báltico para garantir um terceiro corredor de exportações, ainda segundo o vice-ministro ucraniano.
14h16 - Zelensky e a impossibilidade de prever o fim da guerra
O presidente ucraniano admite que ninguém pode avançar com uma previsão para o fim da guerra no país. Em simultâneo, Volodymyr Zelensky reitera que as tropas ucranianas têm ultrapassado todas as expectativas, ao impedirem uma rápida ocupação russa do Donbass, a leste.
"Lembram-se de como na Rússia, no início da guerra, eles esperavam capturar todo o Donbass?", perguntou o chefe de Estado numa nova mensagem em vídeo.
"Já estamos no 108.º dia de guerra, já em junho. O Donbass está a aguentar-se", vincou.
13h50 - RTP em Kiev. "Severodonetsk é quase a batalha sem fim"
Os enviados especiais da RTP à Ucrânia, Rita Marrafa de Carvalho e João Oliveira, deram conta dos últimos desenvolvimentos da guerra, em direto para a edição deste domingo do Jornal da Tarde. Na fábrica química Azot, permanecem cerca de 400 militares ucranianos, assim como centenas de civis, um cenário semelhante ao do complexo siderúrgico Azovstal, em Mariupol. Severodonetsk é a mais intensa frente de batalha, mas Volodymyr Zelensky garante que a resistência ucraniana no Donbass está firme e anuncia até algumas reconquistas.
13h02 - Azovstal. Ainda há corpos de soldados por retirar
Os corpos de dezenas de combatentes ucranianos que morreram durante o cerco russo ao complexo siderúgico Azovstal, em Mariupol, no sul do país, permanecem no local. Quem o afirma é o antigo comandante do Regimento da Guarda Nacional Azov, Maksym Zhorin.
Segundo Zhorin, mediante acordo com a Rússia, foram já transportados para Kiev cerca de 220 corpos de soldados da Azovstal. Mas há ainda um número equivalente nas ruínas do complexo siderúrgico de Mariupol.
"Continuam as conversações sobre futuras trocas, para fazer regressar a casa todos os corpos. Todos devem ser devolvidos e isto é algo em que vamos trabalhar", sublinhou Maksym Zhorin num vídeo publicado na plataforma de mensagens Telegram.
Um terço dos soldados mortos integrava o Batalhão Azov, conotado com a extrema-direita. Os demais pertenciam à patrulha de fronteira, à polícia e à marinha.
12h21 - Rússia emprega superioridade numérica para tomar gradualmente território em Severodonetsk
A Rússia está a usar a sua superioridade em termos de soldados e artilharia para gradualmente controlar o território de Severodonetsk, na Ucrânia, indica o Ministério da Defesa do Reino Unido no último relatório dos serviços de informações militares.
Latest Defence Intelligence update on the situation in Ukraine - 12 June 2022
— Ministry of Defence 🇬🇧 (@DefenceHQ) June 12, 2022
Find out more about the UK government's response: https://t.co/WiKk8bK2ge
🇺🇦 #StandWithUkraine 🇺🇦 pic.twitter.com/9FRFoEPFBm
A Rússia, ainda segundo Londres, estará a preparar-se para "destacar o terceiro batalhão a partir de algumas formações de combate".
"A maioria das brigadas, normalmente, apenas empenham um máximo de dois dos seus três batalhões em operações", lê-se na síntese divulgada no Twitter.
"A Rússia terá provavelmente de contar com novos recrutas ou reservistas mobilizados para destacar estas unidades para a Ucrânia".
"Destacar os três batalhões em simultâneo deverá provavelmente reduzir a capacidade das formações a longo prazo para regenerar o poder de combate após operações", conclui o Ministério britânico da Defesa.
Um gang especializado estará a contrabandear artefactos históricos da Ucrânia para a Rússia, de acordo com uma equipa internacional de académicos e peritos em tecnologia digital. A notícia é avançada pelo jornal britânico The Guardian.
"Há agora indícios muito fortes de que isto é uma movimentação propositada da Rússia, com pinturas e ornamentos específicos (...) a serem levados para a Rússia", denuncia o antropólogo Brian Daniels, citado pela publicação.
11h22 - Russos destroem segunda ponte entre Severodonetsk e Lysychansk
As tropas russas destruíram uma segunda ponte a ligar as cidades de Severodonetsk e Lysychansk, na região de Lugansk, segundo o governador Serhiy Haidai.
O governador de Lugansk descreve a situação em Severodonetsk como extremamente difícil e diz que os próximos dois dias vão ser decisivos. Ao mesmo tempo, assinala que as forças da Rússia ainda não foram capazes de tomar toda a cidade.
"Eles querem impedir completamente a possibilidade de retirar pessoas ou levar munições e reforços para Severodonetsk", apontou.
11h09 - RTP em Orikhiv
Recuperamos agora a reportagem dos enviados especiais da RTP à Ucrânia em Orikhiv, a sul de Zaporizhia. A cidade está a 11 quilómetros de uma das linhas de combate. Mais de 90 por cento da população fugiu, mas a equipa da estação pública encontrou quem ficasse.
11h06 - 22 feridos durante ataque em Chortkiv
Um ataque da artilharia russa contra a cidade de Chortkiv, no oeste da Ucrânia, destruiu instalações militares e causou pelo menoss 22 feridos, segundo o governador da região de Ternopil.
Volodymyr Trush adiantou que pelo menos quatro rockets atingiram a cidade durante a noite. Quatro edifícios de apartamentos ficaram danificados.
Os projéteis terão sido disparados a partir de um vaso de guerra russo no Mar Negro.
10h45 - Mísseis de cruzeiro da Rússia visam alegado depósito de armas
O Ministério russo da Defesa, citado pela agência Interfax, alega que uma barragem de mísseis de cruzeiro Kalibr destruiu, na região ucraniana de Ternopil, um grande depósito de armamento fornecido por norte-americanos e europeus.
Moscovo diz ainda que foram abatidos três caças ucranianos SU-25 sobre Donetsk e Kharkiv.
10h32 - Condenações "desprezíveis"
O ministro britânico para a Irlanda do Norte, Brandon Lewis, condenou as condenações à morte, em Donetsk, de dois combatentes britânicos e um marroquino.
Ouvido na estação televisiva Sky News, o governante britânico considerou as sentenças "desprezíveis" e disse que os combatentes em causa foram objeto de um "julgamento fraudulento".
10h00 - Combates intensos em Severodonetsk
No sábado, os bombardeamentos russos atingiram o complexo fabril químico Azot, em Severodonetsk, o que causou um incêndio de grandes dimensões. Haverá perto de 800 de civis abrigados naquela unidade.
O governador da região de Lugansk, Serhiy Haidai, afirma que a situação em Severodonetsk permanece difícil, em particular na localidade de Toshkivka, nos arredores da cidade. As declarações de Haidai são citadas pela publicação Kyiev Independent.Sehiy Haidai admite que a maior parte de Severodonetsk está agora sob controlo das tropas russas, ao passo que estas garantem estar na posse de todas as áreas residenciais da cidade.
"Os nossos soldados estão a ganhar em batalhas de rua, mas, infelizmente, a artilharia do inimigo está simplesmente a desmantelar - piso a piso - as casas usadas pelas nossas tropas como abrigos", descreveu o governador.
"Por isso, quando empurramos o inimigo para fora de uma rua, eles começam a usar tanques e artilharia para destruir a área casa a casa", acrescentou.
Se tomarem por completo as cidades de Severodonetsk e Lysychansk, as forças russas terão o controlo sobre Lugansk, uma das duas regiões (a outra é Donetsk) que compõem o Donbass.
9h43 - McDonald's reabre na Rússia com nome Vkusno & tochka
Os primeiros 15 restaurantes do ex-McDonald's Corp vão reabrir em Moscovo, este domingo, com novos donos e um novo nome, Vkusno & tochka, que significa "Saboroso e pronto", informou a empresa. Na segunda-feira, vão abrir mais 50 restaurantes da nova empresa.
Volodomyr Zelensky diz que já morreram 32 mil russos na Ucrânia. E assegura que há localidades que estão a ser reconquistadas.
Ontem, quem esteve em Kiev foi Ursula von der Leyen. Volodymyr Zelensky agradeceu a visita da presidente da Comissão Europeia e fala do que considera ser um momento crucial para o país a aceitação da candidatura de adesão à União Europeia.
O primeiro-ministro do Sri Lanka disse no sábado à agência Associated Press (AP) que pode ser obrigado a comprar petróleo à Rússia, numa altura em que o país se debate com uma crise económica sem precedentes.
Ranil Wickremesinghe, ministro das Finanças e recém-nomeado primeiro-ministro, afirmou que vai primeiro procurar outras fontes, mas que está aberto a comprar mais petróleo a Moscovo.
(Agência Lusa)
O líder norte-coreano Kim Jong-un manifestou hoje "total apoio" ao Presidente Vladimir Putin por ocasião do Dia da Rússia, informou hoje a agência de notícias oficial da Coreia do Norte KCNA.
Kim Jong-un enviou uma mensagem de felicitações a Putin e ao povo da Rússia no dia em que se celebra a independência do país, apontou a KCNA.
Sob a liderança de Putin, disse Kim, a Rússia "conseguiu ousadamente ultrapassar todo o tipo de desafios e dificuldades" enfrentados "na realização da justa causa da defesa da dignidade, da segurança e do direito ao desenvolvimento".
Sem nunca mencionar a guerra na Ucrânia, o líder norte-coreano reafirmou "a amizade entre os dois países", que "tem sido transmitida através de uma longa história", revelando ainda vontade de "expandir e desenvolver" essa relação "de acordo com as exigências da nova era e as aspirações dos dois povos".
• Nas últimas horas registaram-se novos e intensos combates em Severodonetsk, mas as forças ucranianas continuam a manter o controlo da região, principalmente na zona industrial e a fábrica Azot, onde estão abrigados centenas de civis. O governador de Luhansk, Seriy Gaidai, admitiu à Reuters que as forças russas já controlam a maioria de Severodonetsk.
• Em Donetsk, foi registada uma explosão na cidade Avdiivka, onde se situa uma grande fábrica de produtos químicos.
• O chanceler alemão, Olaf Scholz, vai viajar até Kiev com o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, antes da cimeira do G7 no fim do mês.