Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves, Inês Geraldo- RTP /

EPA

Mais atualizações

01h00 - Dois ex-militares norte-americanos podem ter sido capturados pela Rússia
Dois ex-militares norte-americanos, que estavam a combater perto da cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, estão desaparecidos há uma semana, existindo o receio de que tenham sido capturados por forças russas, noticia a agência Efe.

Fonte da Casa Branca não confirmou se estes dois ex-militares tinham sido sequestrados, mas assegurou que se for o caso que o Governo irá “fazer tudo o que estiver ao seu alcance para os trazer de volta aos Estados Unidos”.

A Efe, que cita meios de comunicação norte-americanos, como a CNN e o “The Washington Post”, indica que os ex-militares desaparecidos são Alexander Drueke, de 39 anos, e Andy Huynh, de 27.

Segundo relataram familiares de Alexander e Andy a estes meios, receberam uma chamada telefónica de ambos, em 08 de junho, a avisá-los de que não poderiam voltar a entrar em contacto durante algum tempo, uma vez que iriam levar a cabo uma missão de vários dias.

Desde então, nenhum deles voltou a contactar os familiares.

A mãe de Alexander Drueke disse ao The Washington Post que recebeu uma chamada de outro norte-americano que tinha estado na Ucrânia com o seu filho e que lhe assegurou que tinha obtido a informação de que ambos tinham sido capturados por soldados russos.

Drueke tinha dito à sua família que estava na Ucrânia para ensinar às forças ucranianas a utilizar armas fabricadas nos Estados Unidos, enquanto Andy Huynh viajou como voluntário para lutar ao lado dos ucranianos, segundo declarou a sua namorada.

Numa conferência de imprensa na Casa Branca, o coordenador de comunicações do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, disse não poder confirmar se os dois norte-americanos tinham sido capturados.

“Faremos todo o possível para acompanhar a situação e averiguar tudo o que pudermos a esse respeito”, sublinhou Kirby, apelando a que os norte-americanos não viajem para a Ucrânia.

(Agência Lusa)

00h30 - Petro Poroshenko pede fecho total de portos portugueses aos navios russos

O antigo presidente da Ucrânia espera que Portugal mantenha o apoio à candidatura do país à União Europeia. Em entrevista exclusiva à RTP, o bilionário Petro Poroshenko pede ao resto do mundo que se mantenha unido em torno dos ucranianos.
00h10 - Pró-russos de Kherson anunciam reinicio da atividade do porto

A administração pró-russa de Kherson, cidade do sul da Ucrânia controlada pelos militares russos, anunciou hoje ao reinício da atividade no porto situado na desembocadura do rio Dnieper no Mar Negro.

“O porto comercial de Kherson reiniciou a sua atividade e prepara-se para a movimentação de mercadorias”, informou no seu canal na rede social Telegram.

A fonte, que confirmou a nomeação de um novo chefe do porto, acrescentou que estão a decorrer obras de reparação das instalações portuárias fluviais.

O controlo de Kherson é fundamental tanto para a ligação terrestre entre o Donbas e a Crimeia, como para o fornecimento de água à península.

Antes, os russos já tinham colocado a operar os portos que conquistaram no mar de Azov, os de Mariupol e Berdiansk.

A Ucrânia controla apenas o porto de Odessa e o de Mykolaiv, outro porto fluvial que também conduz ao Mar Negro.

A Ucrânia acusa a Federação Russa de bloquear os seus portos, o que a impede de exportar cereais, o que, por sua vez, provoca a escassez e o aumento do custo dos alimentos no mercado internacional.

(Agência Lusa)

23h30 - Zelensky "grato" por "importante" nova ajuda militar dos EUA

O presidente ucraniano expressou esta quarta-feira a sua "gratidão" aos Estados Unidos pelo novo pacote de ajuda militar de cerca de 962 milhões de euros, "particularmente importante" para ajudar a resistir à invasão russa no Donbass.

"Quero expressar a minha gratidão por este apoio. É particularmente importante para a nossa defesa no Donbass", região do leste da Ucrânia e atual epicentro do conflito com a Rússia, destacou Volodymyr Zelensky na sua mensagem de vídeo noturna diária dirigida à nação.

Segundo um comunicado da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos comunicou ao homólogo ucraniano que o seu país dará mais mil milhões de dólares (cerca de 962 milhões de euros).

O novo pacote de ajuda incluirá artilharia, sistemas de defesa costeira e `rockets`, para apoiar os ucranianos "nas suas operações defensivas" no Donbass.

Além da ajuda militar, Biden anunciou que os Estados Unidos darão à Ucrânia mais 225 milhões de dólares (cerca de 220 milhões de euros) em assistência humanitária, nomeadamente para água potável, suprimentos médicos, comida e abrigos.

O presidente dos EUA disse que, na sua conversa telefónica com Zelensky, reafirmou o compromisso de que "os EUA apoiarão a Ucrânia" na defesa da sua democracia, soberania e integridade territorial, "contra a injustificável agressão russa".

De acordo com dados do Pentágono, de 01 de junho, os EUA já alocaram cerca de 4,6 mil milhões de dólares (cerca de 4,4 mil milhões de euros) em assistência de segurança à Ucrânia, desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.

"Também estou grato aos EUA por mobilizar a assistência de todos os aliados", realçou ainda o Presidente da Ucrânia.

Volodymyr Zelensky adiantou que discutiu com o homólogo norte-americano a "situação tática no terreno" e como "acelerar" a vitória da Ucrânia.

(Agência Lusa)

23h10 - Marcelo espera que UE dê "sinal forte político" de apoio sem se dividir

O Presidente da República afirmou esperar que a União Europeia dê "um sinal forte político" de apoio à Ucrânia relativamente ao seu pedido de adesão, mas sem se dividir.

"O difícil aqui é encontrar uma expressão, uma solução que não parta a União Europeia, mas espero que seja encontrada essa solução que preencha esses dois objetivos: dar um sinal forte político à Ucrânia e não dividir a União Europeia", declarou o chefe de Estado aos jornalistas, à entrada para o Teatro Politeama, em Lisboa.

Questionado se partilha a posição do primeiro-ministro, António Costa, de que não se deve criar "falsas expectativas" à Ucrânia, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Não queria estar a pronunciar-me sobre isso. Neste momento ainda há muito trabalho a ser feito".

"Eu espero que se dê um sinal claro à Ucrânia do apoio europeu, naturalmente, não criando ilusões, sendo muito direto e muito claro para não haver depois desilusões, e mantendo a Europa unida", acrescentou.

O Presidente da República considerou que é difícil encontrar uma solução que não crie divisões entre os Estados-membros da União Europeia.

(Agência Lusa

22h10 - Portugal disponível para treinar militares ucranianos

Portugal está disponível a dar treino a militares ucranianos, tendo já uma avaliação feita do tipo de formação que pode oferecer, disse hoje a ministra da Defesa, Helena Carreiras, em Bruxelas, à margem de uma reunião da NATO.

Em declarações à imprensa no final da primeira sessão de trabalhos da reunião de ministros da Defesa da NATO que decorre entre hoje e quinta-feira no quartel-general da Aliança, na capital belga, a ministra disse que, "neste momento, não está em cima da mesa" o envio de mais material militar, designadamente material pesado, mas recordou o "conjunto de ajudas" que Portugal tem prestado e admitiu então a possibilidade de ser dada formação às Forças Armadas ucranianas, em Portugal.

Lembrando que Portugal já forneceu "material militar, letal e não letal, equipamentos, munições, armamento, mas também material de comunicações e material sanitário", e respondido a solicitações que têm chegado, como por exemplo kits de primeiros socorros, além da disponibilidade para "receber feridos ucranianos", Helena Carreiras disse então que está a ser ponderada "a possibilidade de dar treino aos soldados e às forças armadas ucranianas, a vários níveis".

A ministra especificou que se trata de "oferecer treino aos soldados e forças armadas ucranianas em Portugal", para, por exemplo, manobrarem carros de combate Leopard, "que é um equipamento que têm e para o qual precisam de treinar os seus soldados, e porventura também treino na área da desminagem e inativação de engenhos explosivos".

"Temos já uma avaliação feita do tipo de formação que podemos oferecer", disse.

(agência Lusa)

22h08 - EUA renovam apoio à Ucrânia

Os ministros da defesa da NATO reafirmam o compromisso de continuar a apoiar militarmente a Ucrânia com mais meios. Na reunião preparatória da cimeira de líderes, marcada para o final do mês está também em cima da mesa a adesão da Finlândia e da Suécia. A Turquia continua a bloquear estas entradas.


21h54 - Fábrica Azot. Moscovo acusa Kiev de sabotar retirada de civis

Falhou o corredor humanitário russo para retirar civis que estão na fábrica de químicos de Severodonetsk. Moscovo acusa os militares ucranianos de terem inviabilizado a operação com disparos de artilharia. A ONU está a tentar resolver a situação, numa altura em que começa a faltar água e comida no complexo industrial.


21h17 - Estados Unidos pedem que cidadãos não viajem até à Ucrânia

A Casa Branca apelou esta quarta-feira para que os cidadãos norte-americanos não viajem para a Ucrânia depois de, alegadamente, dois americanos terem sido capturados por forças russas.

O porta-voz do Conselho de Segurança, John Kirby, disse aos jornalistas que se a informação se confirmar, os Estados Unidos "farão tudo o que puderem" para repatriar os cidadãos.

21h09 - Rússia culpa Ucrânia por falha de corredor humanitário em Severodonetsk

À semelhança do que aconteceu, há semanas, em Mariupol também há, agora, centenas de civis que não conseguem sair de Severodonetsk. As forças russas pretendem tomar o complexo químico da região, o único reduto no Donbass que ainda não é controlado por Moscovo.


20h55 - Portugueses entre os mais alarmados com impacto da guerra no custo de vida

Os portugueses são dos europeus mais preocupados com o impacto da guerra na Ucrânia no custo de vida, segundo uma sondagem do Conselho Europeu para as Relações Exteriores (ECFR), que aponta riscos na unidade europeia sobre a questão ucraniana.Nos 10 países europeus estudados, o ECFR identificou que a unidade da Europa sobre o conflito russo-ucraniano está em risco à medida que a atenção do público muda para as preocupações com o custo de vida, e que apesar de o apoio à Ucrânia permanecer alto, as preocupações mudaram a nível local.

Por exemplo, em Portugal, Itália e França, as pessoas são as mais preocupadas com o impacto da guerra no custo de vida e nos preços de energia. Em contraste, Suécia, Polónia e Roménia, são os menos preocupados com essa questão.

Por seu turno, suecos, finlandeses e franceses estão mais preocupados com a ameaça de ataques cibernéticos russos do que os outros cidadãos europeus.

Já os países localizados mais próximos da Rússia - Finlândia, Polónia, Roménia e Suécia - estão preocupados com uma possível ameaça de ação militar russa.

(agência Lusa)

20h07 - Moscovo acusa Kiev de impedir evacuação em Severdonetsk

O Kremlin acusou esta quarta-feira as forças ucranianas de terem impedido a evacuação de civis da fábrica Azot, em Severodonetsk, cidade praticamente ocupada por forças russas.

"A Rússia disponibilixou um corredor humanitário para permitir a evacuação de civis da fábrica de produtos químicos Azot em Severodonetsk. Apesar de todas as medidas, as autoridades de Kiev frustraram de forma cínica a nossa operação humanitária", acusou o Ministério russo da Defesa.

19h48 - Rússia diz que sentença de morte de "mercenários" será "exemplo" para outros

O Governo da Rússia defendeu hoje que a condenação à morte dos três combatentes estrangeiros na República Separatista pró-russa de Donetsk, na Ucrânia oriental, servirá de "exemplo" para outros "mercenários" não se alistarem para combater as forças russas.

"Uma sentença tão dura parece ser um claro exemplo para todos os restantes mercenários que lutam do lado dos neonazis ucranianos ou que têm a intenção de se juntar a eles", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova.

A porta-voz russa reforçou que os condenados, dois britânicos e um marroquino que lutavam ao lado das tropas ucranianas, cometeram "crimes contra a população civil de Donbass".

Os três prisioneiros - Aiden Aslin, Shaun Pinner e Saaudun Brahim - foram na semana passada julgados por um tribunal da autoproclamada República Popular de Donetsk por atividades mercenárias e terrorismo, depois de terem sido capturados na região de Mariupol.

Apesar dos prisioneiros terem admitido parte da culpa em julgamento, nenhum deles reconheceu ter participado nas ações militares na Ucrânia enquanto mercenário.

Os dois britânicos, de 28 e 48 anos, viviam em território ucraniano desde 2018 e ambos faziam parte do Exército ucraniano antes de a guerra eclodir.

(agência Lusa)

19h31 - Estados Unidos pedem à China para não se "colocarem no lado errado da história"

Os Estados Unidos pediram esta quarta-feira à China para que não se coloquem no "lado errado da história", após a revelação de uma chamada telefónica entre Xi Jinping e Vladimir Putin.

"Estamos preocupados com o alinhamento entre China e Rússia", declarou um membro da diplomacia norte-americana, de acordo com a AFP.

19h28 - Ucrânia agradece ajuda norte-americana

Dmytro Kuleba agradeceu esta quarta-feira a Anthony Blinken a ajuda financeira que os Estados Unidos vão prestar e voltou a frisar a necessidade para serem entregues mais armas à Ucrânia.

18h11 - Fracassa primeira tentativa de evacuação de Azot

A primeira tentativa para retirar centenas de civis da fábrica de químicos de Azot, último reduto da resistência ucraniana na cidade de Severodonetsk, fracassou hoje, repetindo-se o cenário ocorrido no complexo siderúrgico Azovstal, em Mariupol.

Segundo os separatistas pró-russos, a evacuação das instalações industriais da cidade do leste da Ucrânia tomada na quase totalidade pelas tropas russas, anunciada para terça-feira, fracassou por culpa das forças de Kiev, que abriram fogo sobre os militares russos próximo do ponto de saída dos civis.

"Nós cessámos fogo e organizámos um corredor da entrada da fábrica até à saída de Severodonetsk, mas às 08:10 (06:10 em Lisboa), a parte ucraniana começou a disparar", disse Alexandr Nikishin, representante das milícias populares de Lugansk.

Segundo a mesma fonte, apenas um homem de 74 anos saiu do complexo fabril por volta das 07:00 locais (05:00 em Lisboa), mas aparentemente não por ter sido informado da tentativa de evacuação do local, e indicou que só num dos refúgios antiaéreos do recinto estão cerca de 70 civis, mas que "ninguém sabia que hoje se abriria um corredor humanitário".

"O funcionamento do corredor [humanitário] foi suspenso por hoje", declarou Nikishin, acrescentando que "as negociações com a parte ucraniana continuarão".

(agência Lusa)

17h30 - EUA anunciam novo pacote de ajuda militar à Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou esta quarta-feira um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, que inclui peças de artilharia e novos projéteis, bem como mísseis anti-navio, no total de mil milhões de euros.

Em comunicado, Biden disse que reafirmou o apoio dos EUA à Ucrânia durante uma conversa por telefone com seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Reafirmei o meu compromisso de que os Estados Unidos apoiarão a Ucrânia na defesa da sua democracia e apoiarão a sua soberania e integridade territorial diante da agressão russa não provocada”, disse Biden em comunicado.

Os EUA também fornecerão 225 milhões de dólares em ajuda humanitária, que Biden disse que serão destinados ao “fornecimento de água potável, material médico essencial e assistência médica, comida, abrigo e dinheiro para as famílias comprarem bens essenciais”.

17h10 - ONU investiga adoções de crianças ucranianas na Rússia

A ONU está a investigar o suposto envio de crianças ucranianas para a Rússia, onde seriam oferecidas para adoção a famílias russas, declarou hoje, em Genebra, a Alta-Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Falando perante o Conselho de Direitos Humanos, cuja 50ª sessão está a decorrer em Genebra, Michelle Bachelet explicou que o seu gabinete está "a analisar as acusações de deportações forçadas de crianças da Ucrânia para a Federação Russa".

De acordo com estas acusações, algumas crianças foram "sequestradas de orfanatos para serem oferecidas para adoção na Rússia".

Segundo Bachelet, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos não tem condições de confirmar estas acusações, nem o número de crianças em causa.

Vários milhares de crianças supostamente foram levadas da Ucrânia para a Rússia desde o início da invasão do território ucraniano pelas tropas russas, em 24 de fevereiro.

Em março, a ONU já chamava a atenção para o risco de adoção forçada de crianças ucranianas, em particular as cerca de 91 mil que viviam em orfanatos no início do conflito - principalmente nas regiões a leste do país, em guerra desde 2014.

"Estamos preocupados com as supostas intenções das autoridades russas de permitir a realocação de crianças ucranianas a famílias que vivem na Federação Russa, pois parece não incluir medidas de reunificação familiar e nem respeitar os melhores interesses da criança", disse Bachelet ao Conselho de Direitos Humanos.

"Continuaremos a vigiar a situação de perto", concluiu.

"A adoção nunca deve ocorrer durante ou imediatamente após uma emergência humanitária", alertou esta semana a diretora regional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para a Europa e Ásia Central, Asfhan Khan.

(agência Lusa)

16h47 - Gazprom corta em um terço entrega de gás à Europa via Nord Stream

A empresa russa Gazprom anunciou hoje que vai reduzir em mais de um terço as entregas de gás para a Europa, através do gasoduto Nord Stream, após problemas com os equipamentos.

"A Gazprom interrompe a operação de mais uma turbina a gás da Siemens na estação de compressão de Portovaia", onde o Nord Stream é abastecido, indicou a empresa, citada pela Agência France Presse (AFP).

A produção diária cairá assim de 100 para 67 milhões de metros cúbicos (m3).

Na terça-feira, a Gazprom tinha anunciado uma descida de 167 para 100 milhões de m3, justificando esta decisão com a falta de compressores a da Siemens.

Berlim já classificou este corte como uma "decisão política" de Moscovo, perante as sanções dos países Ocidentais face à invasão da Ucrânia.

As exportações de gás russo para os países exteriores à Confederação dos Estados Independentes, um grupo com nove ex-repúblicas soviéticas, caíram 28,9%, entre 01 de janeiro e 15 de junho, face ao mesmo período do ano passado.

Nas últimas semanas, a Gazprom interrompeu as entregas de gás a vários clientes europeus que se recusaram a fazer os pagamentos em rublos (moeda local).

Em resposta às sanções impostas pela União Europeia, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, exigiu que os considerados países "hostis" fizessem o pagamento em rublos.

Segundo dados da sociedade de exploração de gasodutos, em 2021, foram exportados da Rússia para a Europa, via Nord Stream, 59.200 milhões de m3 de gás natural.

(agência Lusa)

16h28 - Zona industrial de Severodonetsk ainda está nas mãos dos ucranianos, garante autarca

O autarca de Severodonetsk, Oleksandr Stryuk, anunciou no Telegram esta quarta-feira que as forças ucranianas ainda controlam a zona industrial da cidade, tornando “possível conectar-se” à cidade vizinha de Lysychansk.

“Estão a ser levados a cabo esforços no sentido de empurrar o inimigo em direção ao centro da cidade. É uma situação permanente com sucesso parcial e retirada tática em alguns lugares”, explicou Stryuk, acrescentando que a situação é “difícil, mas estável”.

O autarca também negou que a cidade esteja completamente isolada. “O facto de as pontes terem explodido tornou as coisas bastante complicadas, mas ao mesmo tempo há caminhos para recuar, mesmo que sejam bastante perigosos. Não se pode dizer que a cidade foi completamente isolada”, afirmou Stryuk.

15h40 - Rússia garante passagem segura para exportação de cereais da Ucrânia, mas não se responsabiliza por corredores humanitários

O embaixador russo da ONU, Vassily Nebenzia, disse esta quarta-feira que a Rússia pode "fornecer uma passagem segura" para a exportação de cereais da Ucrânia dos portos do Mar Negro, mas sublinhou que não é responsável por estabelecer os corredores humanitários.

"Não somos responsáveis por estabelecer corredores seguros. Dissemos que poderíamos fornecer uma passagem segura se esses corredores fossem estabelecidos. Estabeleçam-nos. É óbvio que a opção é desminar o território, que foi minado pelos ucranianos, ou garantir que a passagem contorna aqueles minas", disse Nebenzia.

Moscovo responde, assim, a Ancara, que esta quarta-feira detalhou um plano da ONU para a criação de um corredor humanitário para a exportação de cereais da Ucrânia sem a necessidade de desminagem dos portos. O plano, segundo explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, passa por estabelecer um corredor humanitário seguro em áreas sem minas.

15h15 - Polónia diz que construir silos na fronteira com a Ucrânia levaria até quatro meses

A construção de silos para o armazenamento de cereais na fronteira da Polónia com a Ucrânia, conforme proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para ajudar a resolver a crise alimentar levaria entre três a quatro meses, disse o ministro da Agricultura da Polónia.

"A proposta do presidente Biden é uma ideia interessante, mas requer vários detalhes, incluindo a localização, infraestrutura, financiamento e propriedade", explicou o ministro da Agricultura polaco Henryk Kowalczyk, numa publicação no Facebook esta quarta-feira.

"Também temos que perceber que a finalização deste tipo de investimento leva entre três a quatro meses", acrescentou.

Biden sugeriu na terça-feira a construção silos temporários ao longo da fronteira da Polónia com a Ucrânia numa tentativa de ajudar a exportar mais cereais e a combater a crescente crise alimentar global.

14h38 - Pequim e Moscovo concordam em ampliar os laços devido às sanções ocidentais

O presidente russo, Vladimir Putin, concordou com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, em expandir a cooperação nos setores da energia, finanças e indústria, numa altura em que Moscovo é alvo de sanções por parte do Ocidente, anunciou o Kremlin esta quarta-feira.

"Ficou acordado a ampliação da cooperação em energia, finanças, indústria, transporte e outros setores, tendo em conta a situação económica global que se tornou mais complicada devido à política ilegítima de sanções do Ocidente", disse o Kremlin após uma chamada telefónica entre Putin e Xi Jinping.

14h28 - Turquia expõe plano da ONU para a exportação de cereais sem a necessidade de desminagem dos portos

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlüt Çavuşoğlu, detalhou esta quarta-feira um plano da ONU para a criação de um corredor humanitário para a exportação de cereais da Ucrânia, afirmando que podem ser criadas rotas seguras sem a necessidade de desminagem dos portos ucranianos.

Çavuşoğlu explicou que desminar os portos da Ucrânia “levaria algum tempo” e que pode ser estabelecido um corredor humanitário seguro em áreas sem minas. Ancara ainda aguarda, no entanto, uma reação de Moscovo ao plano.

"Uma vez que a localização das minas é conhecida, certas linhas de segurança seriam estabelecidas em três portos ucranianos", disse Çavuşoğlu. "Esses navios, com a orientação dos navios oceanográfico e de resgate da Ucrânia, conforme previsto no plano, podem ir e vir com segurança para os portos sem a necessidade de desminagem”, explicou.

Çavuşoğlu já havia discutido um plano anterior sobre a exportação de cereais com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, na semana passada. Na altura, Lavrov sugeriu que o desbloqueio dos cereais estava nas mãos de Kiev, que teria simplesmente de desminar os portos.

A Ucrânia defende, no entanto, que a desminagem das águas a deixaria mais vulnerável a um ataque russo a partir do Mar Negro.

13h48 – Água é cada vez mais escassa em Sievierodonetsk e civis não conseguem sair

Milhares de civis, incluindo mulheres, crianças e idosos, estão presos na cidade ucraniana de Sievierodonetsk, onde é cada vez menor o abastecimento de água potável, escasseando também as condições de saneamento e a eletricidade.

A situação mais urgente está a desenvolver-se nos abrigos subterrâneos da fábrica química Azot, de acordo com um porta-voz do departamento de assuntos humanitários da ONU, Saviano Abreu.

O responsável disse à BBC que “a falta de água e de saneamento é uma grande preocupação, porque as pessoas não podem sobreviver por muito tempo sem água”.

“Ambas as partes do conflito têm a obrigação, sob o direito internacional humanitário, de proteger os civis, portanto têm de garantir às pessoas que querem deixar a cidade que podem fazê-lo em segurança”.

13h35 – Falhou o corredor humanitário na fábrica Azot

Não se terá concretizado esta manhã a corredor humanitário que iria permitir a retirada dos civis que se encontram refugiados na fábrica Azot, em Severodonetsk.

As forças aliadas da Rússia na região dizem que a retirada de civis foi impedida pelas tropas ucranianas, que terão disparado fogo de artilharia no momento da evacuação

A população do Donbass está a tentar a fuga por meios próprios ou com a ajuda da polícia ou de voluntários.

13h02 - ONU diz que ainda é cedo para tirar conclusões sobre crimes de guerra

A comissão da ONU sobre a Ucrânia recolheu várias alegações de possíveis crimes de guerra cometidos por forças russas no país, mas o presidente da comissão considera que é ainda muito cedo para retirar quaisquer conclusões.

“Em Bucha e Irpin, a comissão recebeu relatos de assassinatos arbitrários de civis, destruição e pilhagem de propriedades, bem como ataques a infraestruturas civis, incluindo escolas”, disse o presidente da comissão, Erik Mosek, durante uma conferência de imprensa em Kiev, esta quarta-feira.

Após a retirada das tropas russas, centenas de corpos de civis foram descobertos nessas cidades a noroeste de Kiev. As autoridades ucranianas acusaram a Rússia de crimes de guerra, o que Moscovo negou.

A nordeste, nas regiões de Kharkiv e Sumy, bombardeadas pelo exército russo, a comissão das Nações Unidas observou "a destruição de grandes áreas urbanas, o que seria consequência de bombardeamentos aéreos ou ataques com mísseis contra alvos civis", acrescentou.

Mas "nesta fase, não estamos em condições de fazer constatações factuais ou de opinar sobre questões relativas à qualificação jurídica dos eventos", observou.

“No entanto, sujeitas a confirmação adicional, as informações recebidas e os locais de destruição visitados podem servir de apoio a alegações de que graves violações do direito internacional dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, incluindo crimes de guerra e crimes contra a humanidade, foram cometidas nessas regiões”, sublinhou Mosek.

12h48 - Xi Jinping garante a Putin o apoio de Pequim em matéria de "soberania”

Durante uma conversa telefónica esta quarta-feira com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, o presidente chinês, Xi Jinping, garantiu o apoio de Pequim em questões de “soberania” e “segurança”, informou a televisão estatal chinesa CCTV.

"A China está disposta a procurar apoio mútuo com a Rússia em questões de soberania, segurança, bem como outras questões de interesses fundamentais", disse Xi Jinping a Putin.

O presidente chinês sublinhou ainda que todas as partes devem trabalhar para resolver a crise na Ucrânia “de forma responsável”. Segundo a CCTV, Xi Jinping reiterou a disposição da China de ajudar a resolver o conflito.

12h35 – Kremlin considera “essenciais” comunicações com EUA no futuro

O Kremlin considerou hoje que as comunicações com os Estados Unidos continuam a ser “essenciais” e devem basear-se no “respeito e benefício mútuos”, apesar de o tema não estar “no horizonte a curto prazo”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, foi questionado sobre o estado das relações EUA-Rússia e respondeu que “a comunicação é essencial, pois no futuro ainda teremos de comunicar”.

“Os EUA não vão a lugar nenhum, a Europa não vai a lugar nenhum, portanto teremos de comunicar com eles de alguma forma”.

Peskov disse ainda que a situação atual torna "improvável" que as duas partes voltem ao que chamou de "espírito de Genebra" - uma referência a uma cimeira de 2021 entre o presidente norte-americano, Joe Biden, e o homólogo russo, Vladimir Putin.

12h24 - Rússia diz que recessão pode ser significativamente menos profunda do que o esperado

O ministro da Economia da Rússia, Maxim Reshetnikov, disse esta quarta-feira que a recessão económica deste ano na Rússia pode ser significativamente menos profunda do que as estimativas anteriores.

"Podemos dizer que a inflação [na Rússia] será claramente muito menor do que as previsões. É bem possível que os dados de maio revelem que a profundidade do declínio pode ser um pouco menor do que pensávamos", declarou o responsável.

Na semana passada, o banco central da Rússia cortou a principal taxa de juros para o nível pré-crise de 9,5%.

12h03 – IKEA anuncia redução dos serviços na Rússia

A empresa sueca de mobiliário IKEA anunciou hoje que tomou a "difícil decisão" de reduzir os negócios na Rússia, apontando para uma deterioração significativa nas cadeias de abastecimento em todo o mundo.

"Tendo isto em conta, não vemos qualquer possibilidade de retomar as vendas num futuro próximo" em território russo, explicou a empresa.

Em março, a IKEA fechou temporariamente as lojas e interrompeu o fornecimento na Rússia, mas continuou a pagar aos funcionários.

A gigante do mobiliário vai agora começar a procurar novos proprietários para quatro das suas fábricas no país.

11h45 - Zelensky alerta que invasão da Ucrânia abre caminho à Rússia para invadir outros países

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu à União Europeia que agrave as sanções à Rússia e alertou que as forças de Moscovo podem atacar outros países.

Num discurso ao parlamento checo, Zelensky reiterou os pedidos para que a UE atribua o estatuto de país candidato à Ucrânia.

“Tal como aconteceu no passado, a invasão da Ucrânia é o primeiro passo de que a liderança russa precisa para abrir caminho à invasão de outros países, para a conquista de outros povos”, alertou o líder.

11h17 - Ponto de situação

  • A partir de Bruxelas, o secretário-geral da NATO garantiu que os países-membros da organização continuam empenhados em fazer chegar à Ucrânia armamento pesado e sistemas de rockets de longo alcance. Jens Stoltenberg remeteu para a próxima cimeira da NATO, que terá lugar nos dias 29 e 30 de junho em Madrid, a aprovação de um novo pacote de assistência militar a Kiev. "Estamos extremamente focados em aumentar o apoio", afiançou.

  • O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak apela aos aliados ocidentais para que se apressem a tomar decisões sobre o envio de armamento pesado e de longo alcance. "Rácio Ucrânia/Rússia de artilharia em algumas áreas: 10 contra 1. Linha da frente - mais de mil quilómetros”, escreve no Twitter o conselheiro de Volodymyr Zelensky.

  • O porta-voz da Presidência russa veio esta quarta-feira afirmar que a comunicação continua a ser "essencial" nas relações da Rússia com os Estados Unidos, mesmo em contexto de tensão bilateral exaberbada pela invasão da Ucrânia. Dmitry Peskov ressalva, contudo, que tais linhas de comunicação só podem sobreviver com base nos respeito e benefício mútuos.

  • Moscovo garantiu que, ao longo de 12 horas, todos os civis poderão deixar esta quarta-feira Severodonetsk, cidade-chave para a completa tomada russa do Donbass, mas apenas para territórios controlados por forças russas ou pró-Moscovo. "Não sei quem acredita na Rússia”, reagiu, citada na BBC, a ativista ucraniana Oleksandra Matviichuk, que se dedica à causa das liberdades civis.

  • Moscovo acusou Kiev de recorrer "ao que sobra dos combatentes do Estado Islâmico". A acusação partiu do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros. A porta-voz Maria Zakharova escreve que "o regime de Kiev continua a recrutar mercenários estrangeiros, à medida que as Forças Armadas ucranianas perdem soldados".

  • O presidente francês está a realizar uma visita à Roménia, onde já esteve com tropas do seu país e da NATO, numa base local. Emmanuel Macron dirigir-se-á, depois, para a Moldova. "Faremos tudo para parar as forças de guerra da Rússia, para ajudar os ucranianos e o seu exército e continuar a negociar. Mas para o futuro previsível, precisamos de proteger, dissuadir e estar presentes", declarou Macron diante das tropas da Aliança Atlântica.

  • De acordo com a agência RIA Novosti, haverá já milhares de pedidos de cidadania russa submetidos em Kherson, a norte da Crimeia. Kirill Stremousov, vice-chefe da administração imposta pelos russos em Kherson, afirma que "há muito entusiasmo".

  • Maksym Kozytskyi, governador of Lviv, no oeste da Ucrânia, deu conta no Telegram de um aviso de bombardeamento aéreo, durante a última noite. O responsável alega que as forças ucranianas abateram um míssil russo sobre a região. Ainda assim, ficaram feridas pelo menos seis pessoas, incluindo uma criança de um ano. Vinte e seis edifícios residenciais terão ficado danificados.

  • O antigo presidente russo Dmitry Medvedev, um dos nomes mais próximos de Vladimir Putin, questiona, também no Telegram, o pedido ucraniano para que o país receba abastecimentos de energia mediante uma moratória de dois anos nos pagamentos. "Só uma pergunta. Quem disse que, em dois anos, a Ucrânia sequer existirá no mapa do mundo?", pergunta o atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.

  • O último relatório de informações militares do Ministério britânico da Defesa aponta para o quase completo controlo russo sobre a cidade de Severodonetsk - ao cabo de um mês de intensos combates que geraram "danos colaterais extensos". Londres estima ainda como "altamente improvável que a Rússia tenha antecipado uma oposição tão robusta".

10h59 - Armamento ocidental. Kiev "espera uma decisão"


Quem o diz é o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak.

"Rácio Ucrânia/Rússia de artilharia em algumas áreas: 10 contra 1. Linha da frente - mais de mil quilómetros. Diariamente, recebo mensagens dos defensores: Estamos a aguentar, digam-nos apenas: para quando podemos esperar as armas?. Remeto esta questão aos participantes de Rammstein. Bruxelas, estamos à espera de uma decisão", escreve Podolyak no Twitter.


10h51 - O Kremlin e a comunicação com Washington

O porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, veio esta quarta-feira afirmar que a comunicação continua a ser "essencial" nas relações da Rússia com os Estados Unidos, mesmo em contexto de tensão bilateral exaberbada pela invasão da Ucrânia.

Peskov ressalva, contudo, que tais linhas de comunicação só podem sobreviver com base nos respeito e benefício mútuos.

10h46 - "Extremamente focados em aumentar o apoio" à Ucrânia

Em conferência de imprensa, a partir de Bruxelas, o secretário-geral da NATO garantiu que os países-membros da organização continuam empenhados em fazer chegar à Ucrânia armamento pesado e sistemas de rockets de longo alcance.

Jens Stoltenberg remeteu para a próxima cimeira da NATO, que terá lugar nos dias 29 e 30 de junho em Madrid, a aprovação de um novo pacote de assistência militar a Kiev.

"Estamos extremamente focados em aumentar o apoio", afiançou Stoltenberg.
O secretário-geral da Aliança Atlântica confirmou ainda que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está convidado a fazer uma intervenção - por videoconferência - na próxima reunião cimeira do bloco militar.

10h00 - A guerra dos números: Rússia

Também o Ministério russo da Defesa divulgou o seu balanço diário das operações em solo ucraniano, alegando que foram abatidos, em 24 horas, mais de 300 soldados do país invadido.

É esta a lista de material que Moscovo diz ter sido destruído na Ucrânia desde terça-feira:

  • Um depósito de munições para armas fornecidas pela NATO, incluindo projéteis de 155 milímetros destinados a baterias Howitzer M777;
  • Equipamento da Força Aérea da Ucrânia na base de Voznesensk;
  • Um caça ucraniano Su-25;
  • Armas e outro equipamento militar enviados pelos Estados Unidos e por países europeus em várias estações ferroviárias.

9h51 - Moscovo acusa Kiev de recorrer "ao que sobra dos combatentes do Estado Islâmico"

A acusação partiu do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros. A porta-voz Maria Zakharova escreve que "o regime de Kiev continua a recrutar mercenários estrangeiros, à medida que as Forças Armadas ucranianas perdem soldados".

"Eles recrutaram mais de 6.500 soldados da fortuna. Até ao início de junho houve uma duplicação do número de mercenários estrangeiros", insiste a porta-voz.

"Ainda assim, os esforços para recrutar mercenários e voluntários continua inabalável, visando maioritariamente refugiados afegãos e o que sobra dos combatentes do Estado Islâmico na Síria. Estas pessoas encontraram provavelmente terreno novo e fértil para a sua ideologia do ódio", acentua.

"O Ocidente tem uma agenda de duas faces: ajudar Volodymyr Zelensky e ver-se livre dos seus próprios extremistas e radicais. Que lógica deficiente. Estes combatentes vão regressar a casa com extensa experiência de combate".

9h43 - Pró-russos avançam com balanço


O quartel-general das forças pró-russas da autoproclamada República Popular de Donetsk alegam ter tomado o controlo de 237 assentamentos na região. Dezoito destas posições terão sido bombardeadas pelas tropas ucranianas ao longo das últimas 24 horas.

Morreram pelos menos dois civis e outros oito ficaram feridos, ainda segundo o quartel-general pró-russo.

9h34 - NATO e UE debatem questões de defesa em Haia e Bruxelas

Seis países da NATO, entre os quais Portugal, reuniram-se na terça-feira em Haia com o secretário-geral da Aliança Atlântica para preparar a cimeira da organização, que acontece em Madrid no final do mês.

A entrada da Finlândia e da Suécia na NATO foi o tema principal, juntamente com o apoio militar à Ucrânia. Esta quarta-feira, o grupo de Rammstein, com 50 países liderados pelos Estados Unidos e pelo secretário norte-americano da Defesa, Lloyd Austin, vai reunir-se em Bruxelas.
Andrea Neves, correspondente da Antena 1 em Bruxelas

O nome “grupo de Rammstein” foi escolhido porque estes países se encontraram pela primeira vez na base aérea norte-americana de Rammstein, na Alemanha, para apoiar o Governo de Kiev contra a invasão russa.

Os ministros da Defesa dos 27 países da União Europeia terão também um encontro de trabalho esta quarta-feira.

9h27 - Macron na Roménia

O presidente francês está a realizar uma visita à Roménia, onde já esteve com tropas do seu país e da NATO, numa base local. Emmanuel Macron dirigir-se-á, depois, para a Moldova.

"Faremos tudo para parar as forças de guerra da Rússia, para ajudar os ucranianos e o seu exército e continuar a negociar. Mas para o futuro previsível, precisamos de proteger, dissuadir e estar presentes", declarou Macron diante das tropas da Aliança Atlântica.


Foto: Yoan Valat - Reuters

Fontes diplomáticas, citadas pela agência Reuters, aventaram a possibilidade de o chefe de Estado francês viajar até Kiev na quinta-feira, acompanhado pelo chanceler alemão, Olaf Scholz, e pelo primeiro-ministro italiano, Mario Draghi. A ocorrer, esta visita terá lugar na véspera de a Comissão Europeia revelar o relatório de avaliação da candidatura ucraniana à adesão à UE.

9h16 - A guerra dos números: Ucrânia

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia alega que as tropas russas sofreram 250 baixas nas últimas 24 horas. Desde o início da invasão, a 24 de fevereiro, terão sido abatidos em solo ucraniano cerca de 32.750 soldados russos.

As maiores perdas da Rússia terão sido sofridas em Bakhmut e Severodonetsk.

Kiev avança mesmo com uma lista de material militar da Rússia destruído na guerra:
  • 1.440 tanques, 3.528 veículos blindados, 722 sistemas de artilharia e 230 sistemas de lançamento múltiplo de rockets;
  • 97 sistemas anti-aéreos, 213 aviões de guerra, 179 helicópteros, 591 drones e 129 mísseis de cruzeiro;
  • 13 navios, 2.485 veículos e tanques de combustível e 55 "peças de equipamento especial".

8h51 - Pedidos de cidadania russa em Kherson

De acordo com a agência RIA Novosti, haverá já milhares de pedidos de cidadania russa submetidos em Kherson, a norte da Crimeia.

Kirill Stremousov, vice-chefe da administração imposta pelos russos em Kherson, afirma que "há muito entusiasmo".

"Mais e mais pessoas querem obter cidadania da Federação Russa. Residentes na região de Kherson estão hoje em massa nas filas para entregarem documentos para obter cidadania russa, apenas porque a Rússia pode proteger, alimentar e ajudar socialmente uma pessoa no país", clama o responsável pró-russo, citado pela RIA Novosti.

8h45 - A situação em Lviv

Maksym Kozytskyi, governador of Lviv, no oeste da Ucrânia, dá conta, também no Telegram, de um aviso de bombardeamento aéreo, durante a noite.

O responsável alega que as forças ucranianas abateram um míssil russo sobre a região. Ainda assim, ficaram feridas pelo menos seis pessoas, incluindo uma criança de um ano. Vinte e seis edifícios residenciais terão ficado danificados.

8h38 - Nova diatribe de Medvedev

O antigo presidente russo Dmitry Medvedev, um dos nomes mais próximos de Vladimir Putin, questiona na plataforma de mensagens Telegram o pedido ucraniano para que o país receba abastecimentos de energia mediante uma moratória de dois anos nos pagamentos.

"Só uma pergunta. Quem disse que, em dois anos, a Ucrânia sequer existirá no mapa do mundo?", pergunta o atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.

8h33 - "Não sei quem acredita na Rússia"

O compromisso russo no sentida da abertura de um corredor humanitário em Severodonetsk está a ser encarado com ceticismo entre as autoridades ucranianas. Citada pela BBC, a ativista Oleksandra Matviichuk, que se dedica à causa das liberdades civis, afirma mesmo: "Não sei quem acredita na Rússia".

Matviichuk sublinha que, desde o início da invasão da Ucrânia, a Rússia deu escassas ou nenhumas oportunidades ao Comité Internacional da Cruz Vermelha para a abertura de corredores humanitários. E "bombardeou constantemente qualquer tentativa de evacuação".

Ainda segundo a ativista, Victoria Obidina, médica que foi detida durante as evacuações de Mariupol, no sul do país, continua em cativeiro - sem que a ONU ou a Cruz Vermelha tenham conseguido libertá-la.

8h08 - Rússia controla a maior parte de Severodonetsk

O último relatório de informações militares do Ministério britânico da Defesa aponta para o quase completo controlo russo sobre a cidade de Severodonetsk - ao cabo de um mês de intensos combates que geraram "danos colaterais extensos".


Londres estima ainda como "altamente improvável que a Rússia tenha antecipado uma oposição tão robusta".

7h57 - Conselheiro de Zelensky. Ucrânia não desiste de qualquer território no Donbass

Um dos conselheiro principais de Volodymir Zelensky assegura que apesar do agravamento do conflito na região do Donbass, a Ucrânia não vai desistir de nenhuma parte do território.
Igor Zhovkva revelou aos enviados da RTP o que é necessário para regressar à mesa das negociações.

7h47 - Condenados à morte. Kremlin acredita que pró-russas estão dispostos a ouvir apelo britânico

A Rússia aconselha o Governo britânico a apelar diretamente aos líderes separatistas do Donbass para salvarem os dois soldados britânicos condenados à morte.
A intervenção direta de Moscovo no caso não está excluída, se houver um pedido das autoridades britânicas.

7h27 - Ponto de situação


  • Espera-se para esta manhã a abertura de um corredor humanitário em Severodonetsk, na provincial de Lugansk, tendo em vista a retirada de civis daquela cidade-chave para o objetivo russo da completa tomada do Donbass.

  • Moscovo garante que, nas próximas 12 horas, todos os civis poderão deixar Severodonetsk, mas apenas para territórios controlados por forças russas ou pró-russas.

  • A Rússia prometeu também permitir que os combatentes ucranianos entrincheirados no complexo fabril químico Azot, em Severodonetsk, se rendam. Nos últimos dias, o commando das forças pró-russas do Donbass lançara um repto aos soldados da Ucrânia naquela fábrica: “Rendam-se ou morram”.

  • O presidente ucraniano classifica como “vital” a defesa do leste do país, numa indicação de que o desfecho das batalhas no Donbass pode ser decisive para a evolução imediata da guerra. Volodymyr Zelensky reiterou que a Ucrânia necessita, com urgência de armamento ocidental de médio a longo alcance, sublinhando que não há já justificação para que estes abastecimentos bélicos sejam adiados.

  • O exército ucraniano afirma que os seus soldados conseguiram suster tentativas das tropas russas para os derrotarem em Severodonetsk e Toshivka, no Donbass. As tropas da Rússia empregaram morteiros, artilharia e sistems de lançamento múltiplo de rockets na região de Severodonetsk, alvejando também a cidade vizinha de Lysychansk e as localidades de Ustynivka, Borivske e Metyolkine.

  • “Guerreiros ucranianos repeliram com sucesso as tentativas do inimigo para tomarem as suas posições em Severodonetsk and Toshkivka. Os combates continuam”, adiantou o Estado-Maior ucraniano na sua mais recente atualização dos acontecimentos no teatro de guerra.

  • A NATO acelera os preparativos para a cimeira de Madrid, prevista para o final deste mês. O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, veio defender que o bloco militar deve trabalhar por uma “prontidão ainda mais elevada” e fortalecer as capacidades de armamento na fronteira a leste. Em concreto, “uma presença mais robusta em prontidão de combate”.