Portugal fora das finais das estafetas 4x400 dos Europeus de atletismo

Portugal fora das finais das estafetas 4x400 dos Europeus de atletismo

Portugal ficou fora das finais das estafetas 4x400 metros dos Campeonatos da Europa de atletismo Birmingham2026, com o 12.º lugar nas eliminatórias no masculino e o 14.º no feminino.

RTP / Adicionar como fonte informativa
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O quarteto composto por Pedro Afonso, Ericsson Tavares, João Coelho e Omar Elkhatib não foi além do sétimo lugar na primeira série, com o tempo de 03.02,84 minutos, quase três segundos acima do recorde nacional (02.59,01).

“Corremos atrás do prejuízo, tentámos, demos o nosso melhor, mas já estávamos muito atrás. Passavam os três primeiros e estão equipas muito fortes, que fizeram os recordes dos campeonatos [a Itália, com 02.58,10], e, assim, torna-se complicado. Temos de trabalhar mais”, admitiu, na zona mista, o recordista nacional dos 400 metros, João Coelho.

Pedro Afonso iniciou o exercício, seis dias depois de ter sido nono na final dos 200 metros nos Mundiais de sub-20, em Oregon, nos Estados Unidos.

Portugal tinha sido quarto, e o melhor entre europeus, no Mundial de estafetas Gaborone2026, em maio último, depois do sexto lugar nos últimos Europeus, em Roma2024, e da presença na final dos Mundiais Tóquio2025 e ‘indoor’ Torun2026.

Em Birmingham2026, o resultado foi o 12.º posto na classificação das eliminatórias, atrás da Suíça, última seleção repescada, com o tempo de 03.01,31, e da Polónia, derradeira apurada para a final, em 03.01,33.

“Eu não falo por todos, mas falo por mim, eu não estou no meu melhor. Também acredito que o Ericsson e o Omar estejam mais cansados, porque têm duas provas em cima, mas demos tudo, só que, correr atrás do prejuízo, muda a corrida e acho que foi o principal motivo para não termos conseguido a marca que desejávamos”, acrescentou João Coelho.

O velocista do Sporting enalteceu o valor desta estafeta nacional, que contava ainda com os ‘suplentes’ Ricardo dos Santos e André Franco.

“Não nos podemos esquecer que temos 02.59. Temos de manter o foco, porque temos os Mundiais em Pequim e é para isso que vamos trabalhar. Hoje também tínhamos o objetivo de ir à final, de lutar por uma medalha, mas não foi possível. O sonho continua o mesmo, que é tentar ganhar aos melhores do mundo e conquistar uma medalha”, vincou o atleta natural de Alhandra.

No feminino, a seleção portuguesa conseguiu o melhor registo do ano, com o tempo de 03.31,24 minutos, insuficiente para avançar para a corrida decisiva, assegurada, em último, pela Polónia, em 03.26,92.

Fatoumata Diallo, que conquistou a medalha de bronze nos 400 barreiras, encerrou a estafeta nacional, que contou ainda com Carina Vanessa, Sofia Lavreshina e Clara Martinha, terminando no sétimo lugar da segunda série, vencida pelos Países Baixos (03.25,00).

“Ambicionávamos muito mais, não vale a pena passar panos quentes. Queríamos o recorde nacional [03.29,38, desde 1992]. Estamos a valer o recorde nacional, mas, por algum motivo, hoje não saiu. Não temos de ficar tristes, porque a série era muito competitiva”, reconheceu Carina Vanessa.

O 14.º posto nos Europeus, depois do sétimo lugar no Mundial ‘indoor’ Torun2026, tem, para a velocista do Sporting, de servir de incentivo.

“Devemos sonhar sempre, mesmo sabendo que é difícil. Demos o nosso melhor, infelizmente não chegou. Quer dizer que temos muito trabalho para fazer. A equipa é jovem e eu acredito que, nos próximos anos, vamos estar muito mais fortes nos grandes palcos”, concluiu.

Portugal tem como resultado de referência na estafeta masculina 4x400 o sexto lugar em Roma2024 e o nono no feminino em Munique2002.

(Com Lusa)
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