Reportagem

Venezuela. Guaidó agradece apoio do Governo de Portugal

por RTP

Vários países europeus manifestaram nas últimas horas apoio a Juan Guaidó, incluindo Portugal. Posições que levaram Nicolás Maduro a prometer uma revisão transversal das relações externas. Acompanhámos nas últimas horas, ao minuto, a situação na Venezuela e as reações mundiais. Veja aqui o filme do dia.

Mais atualizações

20h21 - União Europeia pondera mais sanções à Venezuela

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Malta admite que a União Europeia considera impôr novas sanções à Venezuela, mas ainda não discutiu qualquer embargo de petróleo ao país.

Carmelo Abela diz que as novas sanções devem aplicadas a pessoas individuais e não a situações que possam enfraquecer a economia do país.

20h10 - GOE de regresso a Portugal

Oito elementos do Grupo de Operações Especiais enviados a Caracas já regressaram a Portugal.  A RTP sabe que as autoridades venezuelanas recusaram entrada das malas diplomáticas dos GOE. Elementos dos GOE iam para Caracas para reforçar segurança da embaixada e consulados portugueses.

18h57 - Washington felicita o reconhecimento de Guaidó por vários países europeus

17h25 - Presidente do Governo Regional da Madeira saúda anúncio

Miguel Albuquerque saudou a decisão do Governo em reconhecer o auto-proclamado presidente interino da Venezuela, Juan Gaidó.

"É fundamental Portugal reconhecer, no quadro europeu e de um país democrático, quem tem poder democrático na Venezuela, quem foi eleito e, neste caso, a Assembleia Nacional e o seu presidente", declarou o presidente do Governo Regional da Madeira.


17h06 - Juan Guaidó pede regresso da ajuda humanitária

Numa declaração pública em Caracas, o presidente da Assembleia Nacional apelou ao regresso da ajuda humanitária à Venezuela.

Juan Guaidó enumerou e agradeceu todas as declarações públicas de Governos que o reconheceram como presidente interino da Venezuela, incluindo Portugal.

Considerando que "valeu a pena" ameaçar a liderança do Presidente Nicolás Maduro, o também líder da oposição venezuelana pediu ainda o rápido reconhecimento da União Europeia.

17h05 - Itália bloqueou posição comum conjunta da União Europeia

A Itália bloqueou a adopção de uma posição comum da União Europeia no sentido de reconhecer ao Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Juan Guaidó legitimidade para organizar novas eleições.

"Certamente não haverá uma declaração comum da UE porque alguns Estados-Membros se opõem", revelou o chefe da diplomacia espanhola Josep Borrell, durante uma conferência de imprensa em Bruxelas.

A agência France-Presse confirmou junto de quatro fontes diplomáticas que será impossível adotar uma declaração conjunta, porque a Itália se recusou a endossar o texto do projeto. A Grécia também expressou reservas.

"A União Europeia adotou uma posição comum há dez dias", disse a Alta Representante para a Política Externa da União Europeia, a italiana Federica Mogherini.

"Não havia necessidade de ter um novo" comunicado, justificou outra fonte diplomática.

16h45 - Canadá anuncia apoio financeiro

O primeiro-ministro do Canadá anunciou a disponibilização de 53 milhões de dólares canadianos (35 milhôes de euros) "para atender às necessidades mais urgentes dos venezuelanos no terreno, incluindo os quase três milhões de refugiados".

O anúncio de Justin Trudeau foi feito na abertura do encontro do Grupo de Lima, a decorrer em Ottawa, e com a participação do Canadá. Também o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo vai dirigir-se aos ministros, através de videoconferência.

"A maior parte desses fundos irá para parceiros confiáveis ​​e países vizinhos, para ajudá-los a apoiar a Venezuela e os venezuelanos", explicou Trudeau. "Hoje, o Grupo Lima envia uma mensagem clara de apoio ao povo venezuelano ao traçar seu próprio futuro", acrescentou.

Juan Guaidó enviou uma mensagem em vídeo, expressando impaciência para ter "o mais rápido possível eleições livres e justas para restaurar a democracia na Venezuela".

"Os venezuelanos estão muito perto de recuperar sua liberdade", acrescentou.

Criado em 2017, o Grupo de Lima é integrado pela Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Guiana e Santa Lucia.

16h15 - Nações Unidas não participam em nome da "credibilidade"

A Organização das Nações Unidas não vai participar em qualquer reunião de grupos formados para discutir a crise venezuelana, a fim de "manter a sua credibilidade", declarou António Guterres.

"O secretariado da ONU decidiu não fazer parte de nenhum desses grupos a fim de manter a credibilidade da nossa oferta de bons ofícios a ambos os lados, para estarmos em condições, a pedido deles, de ajudar a encontrar uma solução política", disse o secretário-geral da ONU, que admite "preocupação" com os desenvolvimentos.

No entanto, António Guterres não especificou a que grupos se referia.

Na próxima quinta-feira, reúnem-se em Montevideu países e organizações com "uma posição neutral". Esta conferência foi convocada pelo México e pelo Uruguai, países que até agora não tomaram partido.

A iniciativa quer "estabelecer as bases de um novo mecanismo de diálogo que, com a inclusão de todas as forças venezuelanas, contribua para devolver a paz e a estabilidade ao país".

A primeira reunião ministerial do Grupo de Contacto internacional para a Venezuela também vai decorrer no mesmo dia, igualmente na capital do Uruguai. Este grupo de contacto foi criado pela União Europeia e integra, do lado europeu, Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Suécia e, do lado latino-americano, Bolívia, Costa Rica, Equador e Uruguai.

15h50 - Grécia e Bélgica preferem esperar

Apesar da corrente de anúncios de reconhecimento da presidência em exercício de Juan Guaidó, que até ao momento somam 15 Estados-membros da União Europeia, a Grécia adota um discurso mais cauteloso em relação à situação na Venezuela.

"Acreditamos firmemente que a única maneira de superar essas diferenças é através do diálogo político", tinha afirmado o ministro das Relações Exteriores, Georges Katrougalos, a 29 de janeiro.

Também a Bélgica se absteve de utilizar a palavra "reconhecimento".

"Apoiamos @jguaido na sua missão de organizar eleições livres e transparentes, permitindo que as pessoas se expressem livremente e conduzam à reconciliação na Venezuela", escreveu o chefe da diplomacia belga Didier Reynders na rede social Twitter.
Além dos Estados europeus, anunciaram o reconhecimento de Juan Guaidó como interlocutor: Canadá, Austrália, Israel, Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru.

A Rússia continua a reconhecer Nicolás Maduro como Presidente legítimo. Também Pequim referia, a 24 de janeiro, a sua "oposição às ingerências externas nos assuntos da Venezuela".

O Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros defendeu uma conciliação entre "todos os partidos" (venezuelanos). A China e a Venezuela "cooperam pragmaticamente há muito tempo", "independentemente de como a situação evoluir, nada disso será afetado", afirmou o porta-voz Geng Shuang.

Nicolás Maduro conta ainda com o apoio de Cuba, Bolívia e Turquia.

15h35 - PCP condena reconhecimento de presidente "fantoche"

Em comunicado, "o PCP condena o `reconhecimento` e apoio anunciado pelo Governo do PS, com o apoio do PSD e CDS, ao `presidente` fantoche nomeado pela administração Trump para a Venezuela, que contou com o apoio imediato de Bolsonaro".

Os comunistas portugueses entendem o apoio como "uma intolerável afronta à soberania e independência da República Bolivariana da Venezuela, ao povo venezuelano, à Carta das Nações Unidas e ao Direito Internacional".

O PCP defende que não é com "o alinhamento com aqueles que são responsáveis por tentativas de golpes de Estado, violência e terrorismo, sanções e bloqueio económico, confiscação ilegal de bens e recursos financeiros da Venezuela ou por provocações junto à sua fronteira a coberto de uma dita `ajuda humanitária`, assim como com a ameaça de intervenção militar reafirmada por Trump, que se defenderão os interesses do povo venezuelano e do povo português, incluindo da comunidade portuguesa naquele país".

15h02 - Governo de Maduro revê relações

O Governo de Nicolás Maduro promete entretanto "rever integralmente" as relações com o conjunto de países europeus que reconheceram Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Em comunicado, o Executivo venezuelano afirma que esta posição se manterá enquanto os países em causa não procederem a "uma retificação que descarte o seu respaldo aos planos golpistas".

À margem de um evento com militares, Nicolás Maduro avisou diretamente o primeiro-ministro espanhol de que vai ficar com as mãos manchadas de sangue se houver uma intervenção militar no país.


14h48 - CDS-PP toma posição

Em nota enviada às redações, o partido de Assunção Cristas "regista positivamente a posição assumida pelo Governo português de reconhecer a legitimidade de Juan Guaidó como presidente interino, com o encargo de realizar novas eleições presidenciais na Venezuela".

"Esta posição, que o CDS foi o primeiro a pedir, é acompanhada pelo Senhor Presidente da República e reconhece a legitimidade democrática e constitucional de Juan Guaidó para organizar novas eleições, livres e democráticas, de forma a garantir a transição pacífica na Venezuela", acrescenta.

O CDS-PP "acompanha ainda, atentamente, a situação dos portugueses e luso-descendentes na Venezuela, que são a nossa primeira preocupação".

14h41 - Países do Báltico com Guaidó


Estónia, Letónia e Lituânia reconhecem também a presidência interina de Juan Guaidó e manifestam o desejo de ver marcadas eleições presidenciais "limpas e democráticas" na Venezuela.

O presidente da Assembleia Nacional venezuelana tem estado a agradecer na sua conta no Twitter, uma a uma, as posições assumidas pelos países europeus.



Ao início da tarde, Juan Guaidó ainda não tinha feito qualquer referência ao reconhecimento de Lisboa.

14h20 - Líderes europeus cerram fileiras por Guaidó

Ao longo da manhã desta segunda-feira, os países europeus foram reconhecendo Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Todos são unânimes no pedido de marcação de eleições livres e democráticas.

O chefe do Executivo espanhol anunciou mesmo que vai contactar as principais instituições europeias e também os governos iberoamericanos para procurar uma solução para o país.

14h11 - "Rejeição absoluta"

Em direto de Caracas, o enviado especial da RTP Hélder Silva resumiu a forma como os campos pró-Nicolás Maduro e pró-Juan Guaidó estão a encarar as sucessivas declarações de reconhecimento do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela como líder interino do país.

O ultimato, por parte de vários países europeus, no sentido da marcação de eleições no espaço de oito dias mereceu "rejeição absoluta" por parte de Maduro.

13h59 - Aliança saúda reconhecimento da "legitimidade constitucional" de Guaidó


O partido Aliança congratulou-se com a posição assumida por vários Estados Membros da União Europeia, entre os quais Portugal, que reconheceram a "legitimidade constitucional" de Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela.

A Comissão Instaladora Nacional do partido, fundado pelo ex-líder do PSD Pedro Santana Lopes, revelou apoiar a posição de defesa de "rápida convocação de eleições presidenciais livres e democráticas" na Venezuela.

"Tendo presente a importante comunidade portuguesa, a Aliança espera que o Governo português e a própria União Europeia saibam pautar a sua ação tendo em conta a segurança e as condições de vida da nossa comunidade na Venezuela",  refere o partido em comunicado.

13h55 - PS apoia Governo no reconhecimento de Guaidó

"O PS apoia a posição do Governo português de proceder ao reconhecimento político de quem está em condições de legitimidade para poder convocar eleições de acordo com a Constituição da Venezuela. Juan Guaidó, na qualidade de presidente interino da Venezuela, é o único que tem neste momento legitimidade para concretizar um processo transição pacífica, tendo em vista a realização de eleições", declarou Maria Antónia Almeida Santos.

Em declarações à agência Lusa, Maria Antónia Almeida Santos considerou essencial "esta solução para superar o atual impasse" na Venezuela, "devolvendo ao povo a escolha livre e pacífica" do novo poder.

"Infelizmente, a Venezuela está a viver momentos muito difíceis e nós temos a obrigação de proteger a comunidade portuguesa apoiando um processo de transição pacífica", apontou a porta-voz do PS.

13h45 - Maduro pediu ajuda ao Papa

O Presidente da Vezuela anunciou ter escrito ao Papa Francisco para pedir ajuda e mediação.

"Enviei uma carta ao Papa Francisco", revelou Nicolás Maduro numa entrevista concedida em Caracas ao canal de TV italiano SkyTG24. "Eu disse-lhe que estou a serviço da causa de Cristo (...) e, nesse espírito que eu pedir-lhe ajuda em um processo de facilitação e fortalecimento do diálogo", declarou o antigo sindicalista, que foi também motorista de autocarros, além de ministro dos Negócios Estrangeiros.

"Os governos do México e do Uruguai, todos os governos caribenhos e bolivianos pediram uma conferência de diálogo para o dia 7 de fevereiro", acrescentou.

"Eu peço ao Papa para fazer os seus melhores esforços, para nos ajudar no caminho do diálogo; espero receber uma resposta positiva", apelou Maduro, de 56 anos.

A União Europeia e o Uruguai anunciaram que a primeira reunião do grupo de contato para promover a organização de novas eleições na Venezuela vai decorrer quinta-feira em Montevideu.

O grupo é composto por representantes da UE e de oito Estados-Membros (Alemanha, Espanha, França, Itália, Portugal, Holanda, Reino Unido e Suécia), bem como da Bolívia, Costa Rica, Equador e Uruguai.

13h30 - Presidência da República acompanha ministro dos Negócios Estrangeiros

"O Presidente da República, que tem seguido, a par e passo, a evolução na Venezuela e a posição do Governo Português, acompanha a decisão que acaba de ser apresentada pelo Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva", refere a Presidência da República em comunicado.


13h15 - Donald Trump não descarta intervenção militar

O presidente dos Estados Unidos considera que  a intervenção militar na Venezuela é "uma opção", declarou em entrevista ao prgrama Face the Nation, do canal televisivo CBS.

Donald Trump revelou que o atual Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro pediu há meses uma reunião.

"Eu recusei porque ainda falta muito para esss processo", declarou. "Acho que o processo está em curso", acrescentou.

Na semana passada, o governo Trump impôs sanções à empresa petrolífera estatal venezuelana, uma importante fonte de receita para aquele país da América Latina.

13h00 - Presidente italiano pede posição comum a Governo

Apesar de pelo menos nove governos europeus já terem reconhecido Juan Guaidó como o interlocutor na Venezuela, o Governo de coligação em Itália - formado pela Liga (extrema-direita), de Matteo Salvini, e o partido antissistema Movimento Cinco Estrelas (M5E), de Luigi di Maio - continua sem anunciar uma posição oficial.

Por isso, Juan Guaidó prometia envidar todos os esforços para conseguir o apoio de Roma. "Vamos fazer tudo o que for possível para que o Governo italiano se junte ao apoio - que é muito importante para nós - que já foi expresso pelo resto da União Europeia", declarou o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Juan Guaidó ao jornal Corriere della Sera.

Após estas declarações, o Presidente Sergio Mattarella instou o Governo a superar as suas diferenças e adotar uma posição oficial sobre a crise na Venezuela."Devemos demonstrar a responsabilidade e clareza com uma linha comum seguida por todos os nossos parceiros e aliados da União Europeia", afirmou Mattarella.

A postura de Roma impede uma tomada de posição mais firme de Bruxelas em relação a Caracas, de acordo com a imprensa internacional.

Di Maio, um dos vice-presidentes do Governo italiano, justificou a recusa em reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela, porque "não foi eleito pelo povo".

12h12 - Portugal reconhece Guaidó como presidente interino

Portugal "reconhece e apoia a legitimidade de Juan Guaidó" como presidente interino da Venezuela, declarou o líder da diplomacia portuguesa, em conferência de imprensa no Palácio das Necessidades.

O ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou que vai estar presente na primeira reunião ministerial do Grupo internacional de Contacto, que se vai realizar quinta-feira em Montevideu, no Uruguai.

O objetivo é "apoiar os venezuelanos numa solução pacífica através da convocação a breve prazo de eleições justas", declarou Augusto Santos Silva.

"Reconhecemos a autoridade do senhor Guaidó para, na condição de presidente interino, convocar eleições, como manda a Constituição da Venezuela", sublinhou.

"O Governo Português considera que o Senhor Juan Guaidó possui a necessária legitimidade para assegurar uma transição pacífica, inclusiva e democrática, que permitirá evitar uma escalada da violência no país", lê-se no comunicado entretanto divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Instado pelos jornalistas a comentar uma eventual escalada de violência na Venezuela, o ministro dos Negócios Estrangeiros considera que tanto o reconhecimento como o grupo de contacto são iniciativas "para superar a atual crise política", que "é a melhor defesa dos interesses dos portugueses"  a residirem no país da América Latina.

O ministro dos Negócios Estrangeiros rejeita a ideia de que se verifique uma "divisão" na União Europeia. Santos Silva sublinha que as decisões de política externa na União Europeia são tomadas por unanimidade.

"No dia 26 (de janeiro), por unanimidade, produzimos uma declaração conjunta nos termos da qual apelávamos ao Presidente Nicolás Maduro para convocar eleições livres" e, "se essa resposta não viesse, reconhecíamos a nós próprios o direito de reconhecer o presidente da Assembleia Nacional" venezuelana, declarou o ministro.

Ainda está em aberto se a União Europeia divulga uma declaração conjunta esta segunda-feira.

Questionado pela RTP sobre um plano de contingência para fazer regressar os emigrantes portugueses na Venezuela, Santos Silva não vê "nenhuma vantagem em pormenorizar" medidas "sob pena de lhes diminuir a eficácia".

"O melhor plano de contingência" é "haver uma solução para a crise política" em Caracas, defendeu Santos Silva.


12h10 - Grupo de Lima vai debater situação na Venezuela

A situação na Venezuela e a maneira de continuar a pressionar o atual Presidente Nicolás Maduro a convocar eleições vai dominar a reunião dos 14 países que constituem o Grupo de Lima com o Canadá, em Ottawa.


12h00 - Reino Unido admite sanções

O Reino Unido admite instaurar sanções à Venezuela com o intuito de promover a paz e a democracia no país.

"O povo venezuelano merece um futuro melhor, já sofreu o suficiente e o regime de Maduro deve acabar. É hora de eleições livres e justas", disse o porta-voz da primeira-ministra Theresa May aos jornalistas.

"Estamos a analisar os próximos passos para garantir a paz e a democracia na Venezuela, inclusive através de sanções", acrescentou.

11h35 - Bloco de Esquerda: Nem Maduro, nem Guaidó

A coordenadora do Bloco de Esquerda considera que a posição da União Europeia sobre a Venezuela pode resultar num "banho de sangue".

Catarina Martins diz que o partido não apoia nem Nicolás Maduro nem Juan Guaidó.


11h30 - União Europeia sustenta que reconhecimento é prerrogativa nacional

A União Europeia "reafirma o seu apoio à Assembleia Nacional (da Venezuela) e ao seu presidente", lê-se no rascunho de uma declaração de Bruxelas, avançado pela agência Reuters.

No rascunho é referido que o reconhecimento de Guaidó é um direito de cada um dos 28 Estados-membros e não da União Europeia. Se nenhum país comunicar objeções formais até ao meio-dia, esta será a posição oficial.

"Os Estados-membros individualmente vão reconhecer Juan Guaidó, Presidente da Assembleia Nacional, como Presidente interino da Venezuela", consta do documento, em que também se lança um apelo à realização de "eleições presidenciais livres, justas e democráticas".


10h40 - Holanda junta-se a reconhecimento internacional

O ministro holandês dos Negócios Estrangeiros justifica a aceitação de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela com o facto de não terem sido convocadas "eleições democráticas e transparentes", tendo o prazo que a comunidade internacional deu a Nicolás Maduro "expirado hoje".

Stef Block termina a mensagem no Twitter com o desejo de que "a liberdade e a democracia voltem à Venzuela o mais rápido possível".

10h43 - Japão pede solução democrática, estável e pronta

O primeiro-ministro japonês declarou publicamente que o Japão apoia uma solução democrática a curto prazo para a Venezuela que garanta a estabilidade.

Shinzo Abe estava ao lado da chanceler alemã Angela Merkel, que se encontra no Japão para uma visita de dois dias, quando reconheceu Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Merkel está a promover uma "aliança de multilateralistas" para resistir à estratégia comercial "America First" do Presidente Donald Trump e à China.

10h40 - Alemanha reconhece Guaidó

O Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Juan Guaidó "é o Presidente interino legítimo do ponto de vista alemão e também para muitos países europeus", declarou Angela Merkel, em Tóquio.

"Guaidó é agora a pessoa com quem estamos a falar e esperamos que inicie um processo eleitoral o mais rápido possível", sublinhou a chanceler alemã, após a recusa do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, responder favoravelmente ao ultimato de vários países europeus para organizar novas eleições presidenciais.

"Esperamos que este processo seja feito de forma rápida e pacífica", acrescentou Merkel.

Em Berlim, a porta-voz do Governo tinha também anunciado que a Alemanha defendia a preparação de um período de transição que conduzisse à realização de eleições "credíveis".

"Reconhecemos Juan Guaidó como presidente interino" da Venezuela, declarou a porta-voz Martina Fietz aos jornalistas.


10h20 - Rússia denuncia "interferencia estrangeira"

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov considera que a sucessão de anúncios desta manhã constituem "tentativas de legitimar a usurpação de poder como uma ingerência direta e indireta nos assuntos internos da Venezuela".

A Rússia, um dos principais aliados de Nicolás Maduro, sustenta que os "venezuelanos, e não os estrangeiros, deveriam resolver suas próprias questões políticas domésticas".


10h15 - Macron reconhece poder a Guaidó para convocar eleições

O Presidente francês anuncia que "a França reconhece Juan Guaidó como 'presidente interino' para por em curso um processo eleitoral".

"Apoiamos o grupo de contacto, criado com a União Europeia, neste período de transição", acrescenta Emmanuel Macron.
A posição de Emmanuel Macron é tornada pública após o seu ministro francês dos Negócios Estrangeiros ter defendido a necessidade urgente de se realizarem novas eleições na Venezuela.


9h52 - Portugal reconhece Juan Guaidó

O ministro Augusto Santos Silva convocou uma conferência de imprensa para as 12h "para explicar a posição portuguesa de reconhecimento de Juan Guaidó como Presidente encarregado de convocar eleições livres e justas na Venezuela".

9h51 - Maduro cada vez mais isolado

O comentador da RTP Ricardo Jorge Pinto considera que o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela por parte de vários países europeus, incluindo Portugal, é "mais um passo para o isolamento internacional" do regime venezuelano.


9h50 - Suécia e Dinamarca também reconhecem

Os governos da Suécia e Dinamarca também aprovaram Juan Guaidó como presidente interino.

Numa série de tweets, o ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros considerou o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela como presidente interino legítimo até à realização de novas eleições.

Anders Samuelsen, que vai reunir-se mais logo os homólogos em Bruxelas, "aplaude declarações idêntidas" de congéneres. Neste domingo, o chefe da diplomacia dinamarquesa já tinha declarado o apoio a Juan Guaidó.

Em declarações na rádio sueca, a ministra sueca dos Negócios Estrangeiros avançou que Estocolmo e a União Europeia - que deverá emitir um comunicado até ao final do dia - consideram Juan Guaidó presidente interino legítimo da Venezuela.

"Na situação atual, apoiamos e consideramos Guaidó como presidente legítimo interino", declarou Margot Wallstrom.

Wallstrom afirmou que a União Europeia está unida na rejeição dos resultados das eleições realizadas na Venezuela no ano passado e na defesa de novas sanções adequadas.


9h38 - Seguem-se Reino Unido, Áustria e França

Depois da declaração do presidente do Governo espanhol, seguiram-se tomadas de posição análogas, em diferentes plataformas, por parte dos governos britânico, austríaco e francês.

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros afirma que o Reino Unido, juntamente com os seus aliados europeus reconhece Juan Guaidó enquanto presidente interino "até que possam ser realizadas eleições credíveis".

Jeremy Hunt acrescenta desejar que este reconhecimento "nos aproxime do final da crise humanitária".

Por seu lado, o chanceler austríaco justifica o reconhecimento do presidente da Assembleia Nacional como presidente interino "em conformidade com a Constituição venezuelana" com a "rejeição" de Nicolás Maduro de "aceitar umas eleições presidenciais livres e justas".

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros declara, em entrevista à rádio France Inter, que o líder da oposição, de 35 anos, tem o direito de organizar novas eleições.


9h08 - Sánchez reconhece Guaidó

Pelas 9h00, a partir de Madrid, o presidente do Governo espanhol tornava-se o primeiro líder político da União Europeia a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Isto depois de se ter esgotado o prazo de oito dias dado a Nicolás Maduro para que convocasse eleições presidenciais.

Em entrevista ao canal televisivo espanhol La Sexta, Maduro sustentou que "Donald Trump impôs ao Ocidente uma política equivocada” sobre a Venezuela e asseverou: “Não vamos submeter-nos”.

O Presidente da Venezuela rejeitou nestes termos a possibilidade de abandonar o poder ou de convocar novas eleições presidenciais, afiançando que não aceita “ultimatos de ninguém”.

Questionado pelo jornalista Jordi Évole sobre se em algum momento pensou sair de cena, após presidente da Assembleia Nacional se ter autoproclamado, no passado dia 23 de janeiro, presidente interino da Venezuela, Maduro respondeu que não tem razões para tal.

“Mas porquê, se o povo me elegeu por seis anos? Creio que o que é bom para o meu país é que se respeite a Constituição. Eu sou o primeiro a fazê-lo, eu jurei respeitar e fazer respeitar a Constituição e é esse o meu dever”, devolveu.

“Temos experiência de 20 anos de luta, nós somos realmente uma força popular com carácter histórico, com um projeto e com a liderança do país”, sustentou.