A complexidade da posição de guarda-redes

Calor, a posição em cócoras, equipamento pesado e pouco prático e aindao número de remates direccionados à baliza tornam difícil a missão deguarda-redes de hóquei em patins, disseram à Agência Lusa João Miguel eRicardo Silva. 

RTP /
Foto: Ok4u

Os dois guarda-redes da selecção portuguesa de hóquei em patins, convocados pelo seleccionador Luís Sénica para o campeonato do Mundo 2009, não têm dúvidas quanto à especificidade da posição, mas salientam que as dificuldades inerentes ao posto vão sendo ultrapassadas "com os anos" e com "muito treino".
 
"Ser guarda-redes é muito complicado no hóquei em patins. Não há nenhuma modalidade na qual o guarda-redes seja tão preponderante, já que acontecem entre 40 e 50 remates à baliza por jogo e, muitas vezes, nem um golo se sofre", disse João Miguel à Agência Lusa. 
 
João Miguel falou ainda da dificuldade do uso do equipamento (luvas, peitilho e máscara) e explicou que o calor torna-se, por vezes, insuportável, ainda que a concentração no jogo amenize essa dor. 
 
O guarda-redes disse acreditar também no título no Mundial2009, em Pontevedra e Vigo, Espanha, de 04 a 11 de Julho, mas alertou os restantes jogadores que é necessário trabalhar exemplarmente até ao final da competição. 
 
Ricardo Silva, que disputará com João Miguel o lugar na baliza lusa, considerou que ser guarda-redes "é mais de meia-equipa" no hóquei em patins, sublinhando a dificuldade da posição, sobretudo o calor sentido durante os jogos. 
 
"O equipamento causa muito calor, mas já estamos habituados, porque desde criança esta é a nossa posição. Mas costumam dizer que o guarda-redes é mais de meia-equipa. É uma posição muito complicada e específica", referiu.

C/LUSA
 
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