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Academia Joaquim Agostinho perpetua o campeão

Academia Joaquim Agostinho perpetua o campeão

Joaquim Agostinho morreu faz esta terça-feira 32 anos.

Mário Aleixo - RTP /
Uma academia de ciclismo vai reforçar a memória do maior ciclista português de todos os tempos rtp.pt

A 30 de abril de 1984, quando envergava a camisola amarela na Volta ao Algarve, quando na quinta etapa, a 300 metros da meta, um cão se atravessou no seu caminho e o fez cair, provocando-lhe uma fratura craniana.

O campeão ainda se levantou e voltou a montar na bicicleta terminando a "tirada" amparado a dois colegas. As dores persistentes na cabeça levaram-no a ir ao hospital de Loulé, onde o seu estado de saúde se agravou.

Esteve dez dias em coma e após 10 intervenções cirúrgicas, faleceu a 10 de maio de 1984.  

Em declarações ao jornalista da Antena 1 Mário Rui, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, destacou o malogrado ciclista como uma figura incontornável da modalidade a nível nacional e internacional.

Para perpetuar a sua figura será criada uma escola de ciclismo denominada "Academia Joaquim Agostinho".



Joaquim Agostinho começou a praticar ciclismo no Sporting em 1968 com 25 anos, clube que vira a representar no final de carreira. Conquistou por cinco anos consecutivos (1969 a 1974) o Campeonato Nacional de Fundo Individual e venceu a Volta a Portugal por três ocasiões, entre 1970 e 1972.

Em 13 participações na Volta a França, Joaquim Agostinho alcançou oito classificações entre os 10 primeiros, incluindo dois terceiros lugares e cinco vitórias em etapas, nomeadamente no emblemático Alpe d'Huez, a 17ª "tirada" do Tour em 1979.

Na Volta a Espanha, o português terminou em segundo lugar de 1974, a escassos 11 segundos do espanhol Fuente.

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