EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Adam Yates vence Gran Camiño

Adam Yates vence Gran Camiño

Adam Yates (UAE Emirates) conquistou a quinta edição d’O Gran Camiño, após a quinta etapa, na qual o ciclista italiano Alessandro Pinarello (NSN) se impôs no alto do Monte Trega para festejar a primeira vitória como profissional.

RTP /
Foto por FADEL SENNA / AFP

O britânico, de 33 anos, sucede no palmarés dos vencedores ao canadiano Derek Gee, com a prova galega a ter um novo campeão de prestígio após os triunfos do espanhol Alejandro Valverde (2022) e do dinamarquês Jonas Vingegaard (2023 e 2024).

“Foi uma etapa dura. Faltavam-nos alguns ciclistas, a equipa era ‘curta’ para controlar a corrida, mas fizemos um excelente trabalho. No final, decidi manter a pressão na frente, o que tornou mais difícil ganhar a etapa, mas tornou mais segura a defesa da geral”, descreveu.

Yates foi terceiro na quinta e última tirada, completando os 154,7 quilómetros desde As Neves com as mesmas 03:39.03 horas do vencedor, o italiano Alessandro Pinarello, que bateu ao sprint o norueguês Jorgen Nordhagen (Visma-Lease a Bike).

“Estou muito contente, é a minha primeira vitória como profissional. E ainda ganhei a classificação por pontos”, disse o italiano da NSN, que fechou o pódio, a 48 segundos do experiente ciclista da UAE Emirates.

Numa quinta edição d’O Gran Camiño que teve cinco vencedores diferentes de etapa, Nordhagen foi segundo, a 32 segundos de Yates, com o russo Artem Nych (Anicolor-Campicarn), bicampeão da Volta a Portugal, a ser o melhor corredor das equipas lusas, fechando o top 10, a 04.05 minutos do campeão e à frente de Nelson Oliveira (Movistar).

“Não me senti muito bem, mas fiz o que conseguia, porque estive doente no inverno. E no ‘crono’ cometi um erro numa curva e perdi muito tempo. No entanto, estou contente com este resultado, fizemos uma boa corrida”, admitiu Nych após concluir a prova galega.

Antes da espetacular chegada ao Monte Trega (ou Monte de Santa Tecla, como é conhecido em Portugal), a quinta e última etapa d’O Gran Camiño foi inicialmente animada por Santiago Mesa (Anicolor-Campicarn), Gorka Sorarrain (Caja Rural), Sinuhé Fernández (Burgos Burpellet BH) e Diego Uriarte (Kern Pharma).

Ao quarteto juntaram-se, depois, o antigo camisola amarela Rafael Reis (Anicolor-Campicarn), Miguel Salgueiro (Tavira-Crédito Agrícola), o ciclista mais combativo da terceira etapa, e Nadav Raisberg (NSN), com os fugitivos a não irem além dos dois minutos de vantagem.

A primeira de duas subidas ao Alto de Valga, de segunda categoria, deixou na frente apenas o trio de fugitivos inicial, enquanto no pelotão comandava a Movistar, e a segunda proporcionou um ataque de George Bennett (NSN), que acabou com a escapada.

Jan Castellon foi o único a reagir, alcançando o campeão neozelandês antes de ambos serem absorvidos pelo grupo de perseguidores, ainda a mais de duas dezenas de quilómetros da meta.

O espanhol da Caja Rural voltou a tentar, mas entrou na subida final com menos de 10 segundos de vantagem, por obra de uma Visma-Lease a Bike com vontade de revolucionar a geral, e foi apanhado antes dos derradeiros três quilómetros.

Ainda antes do ‘via crucis’, uma estreitíssima estrada em paralelo, o camisola amarela acelerou e cortou o grupo, levando consigo os homens que o sucediam na geral, nomeadamente Nordhagen, Pinarello e Iván Romeo (Movistar).

O italiano saiu na frente do empedrado e foi mesmo o primeiro no Monte Trega, onde Jesús David Peña, da portuguesa Efapel, foi oitavo, a 31 segundos de Pinarello.

“Sofri todo o dia. Toda a etapa os meus colegas estiveram atentos a mim, para que não ficasse cortado. Descolei umas quantas vezes e eles fizeram-me reentrar. Tinha de dar tudo por eles pelo trabalho que fizeram”, reconheceu à agência Lusa o colombiano, que terminou no 13.º lugar da geral.

(Com Lusa)

PUB