Alberto Bettiol fugiu para vencer 13.ª etapa, Eulálio continua de rosa
O ciclista Alberto Bettiol (XDS Astana) fugiu esta sexta-feira para a vitória na 13.ª etapa da Volta a Itália, somando o segundo triunfo da carreira na prova, que continua a ser liderada pelo português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious).
Após integrar a numerosa fuga do dia, o italiano de 32 anos isolou-se a 13 quilómetros da meta instalada em Verbania, cumprindo os 189 quilómetros desde Alessandria em 03:51.33 horas, à frente do norueguês Andreas Leknessund (Uno-X), segundo, a 26 segundos, e do belga Jasper Stuyven (Soudal Quick-Step), terceiro, a 44.
Afonso Eulálio chegou integrado no pelotão, que completou a 13.ª etapa a mais de 13 minutos do vencedor, e manteve as distâncias na geral, na qual o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) é segundo, a 33 segundos, e o neerlandês Thymen Arensman (Netcompany INEOS) é terceiro, a 02.03 minutos.
No sábado, o português de 24 anos enfrenta um teste à sua liderança nos 133 quilómetros entre Aosta e Pila, que incluem três contagens de primeira categoria, a última das quais a coincidir com a meta.
Bettiol esperou dois anos, mas regressou ao topo numa 'descansada' 13.ª etapa
A XDS Astana celebrou a terceira vitória em etapas na 109.ª Volta a Itália, com o regresso do ciclista italiano Alberto Bettiol aos grandes momentos, numa 13.ª etapa em que o ‘maglia rosa’ Afonso Eulálio ‘descansou’.
Na véspera da decisiva chegada a Pila, ponto final da duríssima 14.ª tirada, o pelotão resolveu poupar forças e autorizar uma fuga de 15 ciclistas, da qual emergiu vitorioso Bettiol, graças a um ataque a 13 quilómetros da meta.
“Ganhar assim é algo que vou levar para sempre comigo. Não importa se passaram dois anos desde que venci pela última vez. Não me importo de ganhar só de dois em dois anos se forem vitórias como esta”, garantiu o italiano da XDS Astana, após cumprir isolado os 189 quilómetros entre Alessandria e Verbania, em 03:51.33 horas.
Para oferecer o terceiro triunfo à XDS Astana, após os de Guillermo Thomas Silva (segunda etapa) e de Davide Ballerini (sexta), o italiano de 32 anos teve de perseguir e ultrapassar o norueguês Andreas Leknessund (Uno-X), que foi segundo, a 26 segundos.
O belga Jasper Stuyven (Soudal Quick-Step) encabeçou um pequeno grupo de fugitivos que chegou a 44 segundos, bem antes do pelotão no qual seguiam Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) e os restantes homens da geral e que gastou mais 13.06 minutos.
O português de 24 anos continua impassível na defesa da sua ‘maglia rosa’, mantendo os 33 segundos de vantagem para o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), que é segundo. O neerlandês Thymen Arensman (Netcompany INEOS) fecha o pódio, a 02.03 minutos.
Ao contrário do que aconteceu na etapa anterior, nesta o pelotão autorizou o sucesso da fuga, deixando 15 corredores ganharem uma vantagem que rondava os 10 minutos a 80 quilómetros da meta.
Nela estavam, além dos três primeiros, Francesco Busatto (Alpecin–Premier Tech), Michael Valgren (EF Education–EasyPost), Axel Huens, Johan Jacobs e Josh Kench (Groupama-FDJ), Toon Aerts (Lotto Intermarché), Mark Donovan (Pinarello Q36.5), Mirco Maestri e Diego Pablo Sevilla (Polti-VisitMalta), Larry Warbasse (Tudor), Mikkel Bjerg (UAE Emirates) e Markus Holgaard (Uno-X Mobility).
Numa jornada tranquila para Afonso Eulálio, que até trocou um dos sapatos em andamento, foi a subida a Ungiasca, de terceira categoria, a definir o vencedor da etapa: Josh Kench foi o primeiro a acelerar para selecionar o grupo em fuga, mas foi o demolidor ataque de Bettiol, a 13 quilómetros da meta, que ‘contou’.
Andreas Leknessund, que chegou a estar isolado, foi apanhado e ultrapassado pelo ciclista da XDS Astana, mas não conseguiu seguir-lhe o ritmo, tendo de contentar-se com o segundo lugar.
Vencedor de uma etapa no Giro2021, o irregular italiano de 32 anos, que tem o triunfo na Volta a Flandres de 2019 como ‘ex-líbris’ do seu currículo, demonstrou hoje novamente a combatividade que o caracteriza, interrompendo uma ‘seca’ que durava desde que conquistou o título nacional de fundo em 2024.
“Hoje, já ganhei antes do início, porque tinha toda a minha família cá”, notou, congratulando-se por ter podido retribuir a confiança de Alexandr Vinokourov, o ‘patrão’ da Astana, dois anos depois de ter sido contratado para a equipa.
Numa etapa que António Morgado (UAE Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar) concluíram a 19.31 minutos do vencedor, Eulálio conservou forças imprescindíveis para a etapa de sábado, que termina no alto de Pila, de regresso ao traçado da ‘corsa rosa’ após três décadas de ausência.
A ligação de 133 quilómetros desde Aosta inclui outras duas contagens de montanha de primeira categoria, a primeira das quais logo aos 18 quilómetros, uma ‘ratoeira’ que pode eliminar candidatos à geral bem antes do final.