Andebol Mundial. Bicampeã Dinamarca inicia defesa do título

A bicampeã Dinamarca inicia na sexta-feira frente à Bélgica a defesa do título mundial de andebol, numa prova a disputar por 32 países, entre os quais Portugal, e com Suécia, Espanha e França como outras candidatas.

Lusa /
A Dinamarca defende o título mundial que lhe pertence D.R.

De quarta-feira a 29 de junho, na Suécia e na Polónia, a Dinamarca terá como principais opositoras as seleções da Suécia (campeã europeia e vice-campeã mundial), Espanha (vice-campeã europeia e medalha de bronze no Mundial2021 e nos Jogos Olímpicos de Tóquio) e a campeã olímpica França.

As seleções da Dinamarca, Suécia, Espanha e França têm dominado as principais competições e registam a curiosidade de serem as únicas que subiram aos pódios, alternando posições, dos últimos campeonatos do mundo e da Europa e dos Jogos Olímpicos.

Ao quarteto de principais candidatos junta-se ainda a Noruega, vice-campeã mundial em 2019 e 2017 e medalha de bronze no Euro2020 – no qual Portugal terminou num histórico sexto lugar –, e que partilha o Grupo F com Macedónia do Norte, Argentina e Países Baixos.

A seleção dinamarquesa, que foi ainda medalha de prata em Tóquio2022 e de bronze no Euro2022, está inserida no Grupo H, juntamente com a Bélgica, Bahrain e Tunísia, e não terá dificuldades em se apurar para a fase regular com o máximo de pontos.

A coanfitriã Suécia, integrada no Grupo C da primeira fase, com Brasil, Cabo Verde e Uruguai, também é expectável que passe invicta à "main round", tal como a Espanha, que irá defrontar no Grupo A as seleções do Montenegro, Chile e Irão.

Apesar de candidata ao título, a Suécia sofreu um rude golpe com a ausência do Mundial do lateral e estrela em ascensão Karl Wallinius, do THW Kiel, que se sagrou campeão europeu em 2022, mas que não se encontra fisicamente a 100 por cento.

A seleção da Espanha surge no Mundial sem alguns dos seus principais jogadores, como é o caso dos pontas Aleix Gomez e Aitor Arino, colegas do pivô internacional português Luís Frade no FC Barcelona, devido a problemas físicos.

A campeã olímpica França, que soma seis títulos mundiais, desde 1995, além de uma medalha de prata e quatro do bronze, está inserida no Grupo B, tendo como adversárias as seleções de Polónia, Eslovénia e Arábia Saudita.

A seleção gaulesa terá no jogo inaugural do torneio frente à coanfitriã Polónia, a realizar na quarta-feira na Arena Spodek, em Katowice, o seu primeiro ‘teste de fogo’, para o qual não poderá contar com alguns influentes jogadores.

Dois campeões olímpicos em Tóquio estarão ausentes da seleção de França, já que o lateral Timothey N'Guessan, também do FC Barcelona, e o ponta Hugo Descat, em trânsito do Montpellier para o Veszprém, estão lesionados.

Além de N'Guessan e Descat, a seleção francesa também não irá poder contar com o especialista defensivo Karl Konan e o lateral Kylian Villeminot, ambos a recuperar de lesões.

A Polónia, que tem a ambição de perante o seu público ir longe na prova que coorganiza, também não poderá contar com o pivô Kamil Syprzak, do Paris Saint-Germain, que falha pela segunda vez consecutiva, por lesão, a fase final do Mundial.

Além destas estrelas, também outros jogadores vão falhar o Mundial devido a lesões sofridas nos últimos meses, desfalcando algumas seleções, como é o caso de Egito, Brasil, Croácia e Islândia.

A Croácia, campeã mundial em 2003, em Portugal, e "vice" em 2009, 2005 e 1995, bem como vice-campeã europeia em 2020, 2010 e 2008, está inserida no Grupo G, com Egito, Marrocos e EUA, e é a seleção que foi mais atingida por lesões.

Recentemente a lista de ausentes, por lesão, foi aumentada com o ponta Ivan Cupic, do RK Zagreb, que foi medalha de prata no Mundial de 2009, na Croácia, e de bronze no de 2013, em Espanha, e com o lateral Tin Lucin, do Wisla Plock.

A estas recentes ausências na seleção orientada por Hrvoje Horvat juntam-se as dos laterais Halil Jaganjac, do Rhein-Neckar Lowen, Marko Mamic, do Leipzig, e Domagoj Pavlovic, do MT Melsungen, colega de equipa do português André Gomes.

No total, a Croácia terá de passar sem quatro laterais e o seu consagrado e experiente ponta direita Ivan Cupic, o que irá dificultar o seu esforço para voltar a estar entre as melhores seleções do mundo.

Adversários de Portugal no Grupo D, a Islândia não poderá contar com o central Haukur Thrastarsson, do Kielce, que se lesionou num jogo da Liga dos Campeões, e a Hungria está privada do lateral do Paris Saint-Germain Dominik Máthé, que se lesionou num joelho.

Uma grande ausência no Egito será a do lateral Yahia Omar, do Vezprém, que sofreu uma rutura de ligamentos, e no Brasil a do também lateral Haniel Langaro, do FC Barcelona, que se lesionou no mesmo jogo em que Timothey N'Guessan sofreu uma fratura num dedo.


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