Andy Murray vence US Open e conquista torneio do Grand Slam pela primeira vez

Andy Murray venceu na noite de segunda-feira, madrugada em Lisboa, o Open dos Estados Unidos em ténis, depois de derrotar Novak Djokovic por 3-2 na final, com os parciais 7-6 (12-10), 7-5, 2-6, 3-6 e 6-2, num encontro que durou 4h54m. Pela primeira vez na sua carreira, e quatro finais depois, Andy Murray conquista um título do Grand Slam.

RTP /
Murray celebra o seu primeiro título do Grand Slam John G. Mabanglo

Há cerca de dois meses, depois de ter perdido a final de Wimbledon frente a Roger Federer, por muitos considerado o melhor tenista de todos os tempos, Andy Murray ouviu da boca do suíço palavras de encorajamento, aliás, como já tinha acontecido anteriormente: "És demasiado bom jogador para não ganhares um torneio do Grand Slam. Acredito mesmo que hás-de conseguir. E não vai ser só um".

Esta noite, madrugada em Lisboa, o sonho tornou-se realidade. Foram precisas quatro finais, mas à quinta foi de vez. Aliás, como o seu mais recente treinador, Ivan Lendl. No Arthur Ashe Stadium, em Nova Iorque, Andy Murray conseguiu aquilo em que muitos não acreditavam. Derrotou Novak Djokovic e conquistou o seu primeiro torneio do Grand Slam.

Numa final adiada devido à chuva que se fez sentir pontualmente durante todo o torneio, o escocês entrou determinado a fazer da noite de 10 de setembro de 2012 uma noite memorável para o ténis britânico. Há mais de 70 anos que um tenista do Reino Unido não vencia um grande torneio da modalidade. O último tinha sido Fred Perry, em 1938, nos campeonatos norte-americanos.

O título deste ano em casa tinha ido para Roger Federer, mas o ouro nos Olímpicos, também em Londres, serviu de desforra. Agora faltava "um dos quatro grandes".

Ainda nos balneários, antes de entrar no court, Murray confessou ter tido dúvidas. "O ouro nos Olímpicos foi, obviamente, uma conquista enorme. Foi a melhor semana da minha vida. Mas antes deste jogo confesso que pensei: 'Se eu perco este... nunca ninguém perdeu as suas cinco primeiras finais'. E eu não queria ser essa pessoa".

O primeiro set deixou, logo desde o início, antever uma partida muito disputada, muito equilibrada e, principalmente, duradoura. Decidido só em tie-break (12-10), e em 87 minutos, foi Murray quem levou a melhor. O triunfo na primeira "batalha" da noite deu confiança ao escocês, que arrecadou também o segundo set, este em pouco menos de uma hora de jogo.

Mas Novak Djokovic, antigo número um do mundo, e um dos jogadores mais sólidos do ranking, não iria entregar o último torneio do Grand Slam em 2012 de bandeja. Acelerou o seu jogo, aproveitou os erros não forçados do adversário, e conseguiu vencer os outros dois sets por 6-2 e 6-3.

A partir daqui, tudo podia acontecer. Não seria a primeira vez que Djokovic conseguia recuperar de uma desvantagem de dois sets a zero para vencer o encontro. Do outro lado, estava um tenista que já tinha disputado quatro finais, estado em condições de vencer algumas, e não tinha aproveitado a oportunidade. Mas Murray, com quatro horas já jogadas, conseguiu superar o adversário.

"Disse para mim mesmo: 'É só mais um set, dá tudo o que tens. Não vais querer sair do court com arrependimentos. Não te vás abaixo. Tenta e luta'".

E assim foi. Murray conseguiu quebrar o serviço de Djokovic logo no início do quinto e último set. A partir daí, e apesar de o sérvio continuar a pressionar, Andy Murray foi mais forte. Venceu a "negra" por 6-2 em 51 minutos.

Quase cinco horas depois do início do encontro, o escocês conquistava o seu primeiro título do Grand Slam. No final, Murray disse estar "aliviado. É bom poder atirar este torneio para trás das costas e ir à procura de mais títulos".
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