Atletismo/Europeus. Norueguês Jakob Ingebrigtsen regressa para o `tri` nos 5.000 metros

Atletismo/Europeus. Norueguês Jakob Ingebrigtsen regressa para o `tri` nos 5.000 metros

Jakob Ingebrigtsen, novamente campeão da Europa dos 5.000 metros, após ausência prolongada, contribuiu hoje para a liderança da Noruega no medalheiro dos Europeus de atletismo, com dois ouros, enquanto Países Baixos, Reino Unido e Itália celebram um título.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
REUTERS/Andrew Boyers

Quase um ano sem competir, devido a uma operação, em janeiro, ao tendão de Aquiles, não retirou o instinto vencedor ao norueguês que fez o ‘tetra’ nos 5.000 metros, após superar, nos derradeiros metros, e com grande vigor, o alemão Florian Bremm e o francês Etienne Daguinos.

O bicampeão mundial (5.000 metros em 2022 e 2023) e campeão ouro olímpico dos 1.500 metros em Tóquio2020 e dos 5.000 metros em Paris2024 cortou a meta em 13.15,29 minutos, superando o alemão Florian Bremm, por 31 centésimos de segundo, e o francês Etienne Daguinos, bronze, por 80 centésimos.

Fora do pódio ficou o também gaulês Jimmy Gressier, campeão mundial dos 10.000 metros, que terminou em quarto lugar, após liderar a corrida, a 200 metros do fim, mas que ficou sem forças.

Este é já o sétimo título europeu para Jakob Ingebrigtsen, de 25 anos, uma vez que tem igualmente três nos 1.500 metros, prova na qual não participará em Birmingham2026.

"Sonhei com este momento há duas semanas, quando inscrevi o meu nome na lista", regozijou-se Ingebrigtsen na pista, com a bandeira norueguesa sobre os ombros.

Países Baixos e Inglaterra entraram na reta da meta a discutir o ouro nos 4x400 metros mistos, mas não contavam com o fim fortíssimo de Henriette Jaeger, que levou a Noruega ao ouro em 03.09,62 minutos, superando os britânicos por 85 centésimos e os neerlandeses por 1,15 segundos, um novo recorde, à segunda vez que se realiza esta prova.

O único ouro para o anfitrião Reino Unido foi conquistado por Amy Hunt nos 100 metros, fruto de um ultimo terço de prova soberbo, que a fez cortar a meta em exatos 11 segundos.

A britânica vice-campeã do mundo dos 200 metros em Tóquio2025 e prata olímpica em Paris2024 nos 4x100 metros, foi duas centésimas mais rápida do que a polaca Ewa Swoboda, que repetiu a prata de Roma2024, com 11,02, enquanto o bronze foi, de forma algo surpreendente, para a belga Delphine Nkansa, que foi criada em Portugal, com 11,06, o seu recorde pessoal.

A detentora da melhor marca europeia do ano no hectómetro (10,96 segundos), a suíça Géraldine di Tizio liderou a final até meio, mas acabou relegada para a quarta posição, em 11,07.

No lançamento do peso, Itália e Suécia brilharam com ouro e prata no masculino e no feminino, respetivamente, com os nórdicos e levarem ainda o bronze na prova dos homens, enquanto a Alemanha fechou o pódio das mulheres.

Leonardo Fabbri voltou a impor-se, com claros 22,31 metros, ao terceiro ensaio – foram nulos os restantes três -, superando o compatriota Zane Weir, com os 21,12 da sua estreia, enquanto Wictor Petersson chegou aos 20,97, na sua derradeira tentativa.

As primeiras medalhas do dia garantiram aos Países Baixos o ouro e a prata, destacando-se Jessica Schilder, campeã do mundo em Tóquio2025, que se tornou na primeira tricampeã europeia desde a russa Nadezhda Chizhova, que tem o recorde de quatro títulos seguidos, entre 1966 e 1974, com 20,73, no arremesso de consagração.

A atleta de 27 anos, que em maio lançou a 21,09 metros, o melhor lançamento mundial desde 2012, superou, por larga margem, a sua compatriota Jorinde van Klinken, com 19,64 metros, bem como a alemã Yemisi Mabry, com 19,50, que completou o pódio da competição na qual as 12 finalistas eram de apenas cinco nações, três das quais de Portugal.

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