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Atletismo/Mundiais: Nader acelera para a final dos 1.500, Salomé Afonso eliminada

Atletismo/Mundiais: Nader acelera para a final dos 1.500, Salomé Afonso eliminada

O português Isaac Nader qualificou-se hoje sem dificuldade para a final dos 1.500 metros dos Campeonatos do Mundo de atletismo em pista curta Torun2026, enquanto Salomé Afonso foi eliminada na mesma distância.

RTP /
Wojtek Radwanski - AFP

O campeão do mundo ao ar livre em Tóquio2025 assegurou a presença na corrida decisiva, marcada para domingo, às 18:38 locais (17:38 em Lisboa), com o segundo lugar na segunda série, em 03.48,58 minutos, atrás do sueco Samuel Pihlstrom (03.43,38).

“As eliminatórias são sempre uma prova chata, em que temos sempre mais pressão, porque nunca queremos ficar fora da final. Temos de confirmar o favoritismo. No fundo, acho que corri demasiado por fora, mas acho que foi preferível desgastar-me ligeiramente mais, para, nos últimos 50 metros, apertar um bocadinho e tranquilizar a situação”, afirmou o meio-fundista do Benfica.

O algarvio, de 26 anos, é o detentor da melhor marca de 2026, graças ao seu recorde nacional de 03.32,44, juntando-o ao dos 800 e dos 3.000 metros, também melhorados esta época.

“A ideia era passar hoje, sem pensar na final. Tal como em Tóquio, a ideia é ir o mais tranquilo e relaxado que conseguir, porque tenho mais confiança em mim”, reiterou Isaac Nader, que procura a primeira medalha em Mundiais ‘indoor’, depois dos quartos lugares em Glasgow2024 e Nanjing2025, recusando, no entanto, considerar-se o “alvo a abater” na final.

Pelas eliminatórias ficou Salomé Afonso, com a modesta sexta posição na terceira série, em 04.13,26, para desânimo da atleta do Benfica.

“Estou mesmo desapontada. A verdade é que estava no meu melhor estado de forma de sempre, tanto ao ar livre como pista coberta, mas a prova foi muito confusa. Fiquei fechada desde muito cedo e tentei não panicar, mas todas as atletas estavam à minha volta. Tentei sair, mas sinto que nunca consegui estar onde queria, que era na frente, lado a lado com as melhores”, lamentou a vice-campeã europeia na distância e bronze nos 3.000 em pista curta em Apeldoorn2025.

A meio-fundista, de 28 anos, terminou com o 11.º tempo das eliminatórias, sem conseguir as três vagas disponíveis nas três séries para a final, numa série em que se bateu com a australiana Jessica Hull, atual vice-campeã olímpica, e com a britânica Georgia Hunter Bell, bronze em Paris2024 e prata nos Mundiais Tóquio2025.

“Saí agressiva e devia ter mantido essa agressividade, para manter a posição, mas fui ‘engolida’ e acabei por me desgastar imenso para sair daquela posição, sem conseguir reagir. É só triste, porque não temos assim tantas oportunidades de correr em campeonatos. Acredito que a minha valia esteja abaixo dos quatro minutos e acho que, a liderar, poderia ter aguentado de forma tranquila. Da próxima, tenho de ser mais astuta e, se calhar, assumir a posição de liderar a corrida”, explicou.

Salomé Afonso, que tinha dois oitavos lugares nos últimos dois Mundiais sob telha, termina a temporada de inverno com o recorde europeu dos 2.000 metros.

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