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Câmara do Porto recusa travar leilão e remete solução da crise para direção do Boavista
A Câmara do Porto afirmou hoje que não vai participar no leilão do Estádio do Bessa, responsabilizando os órgãos do Boavista pela “resolução estrutural” da crise, apesar da pressão pública para uma intervenção municipal.
Em esclarecimento enviado à Lusa, o município liderado pelo social-democrata Pedro Duarte sublinhou que “não deve, nem pode interferir num processo desta natureza, condicionando o seu regular desenvolvimento ou impedindo o normal funcionamento do mercado”, acrescentando que a eventual participação na hasta pública, em curso desde segunda-feira, “estaria sempre sujeita à prévia aprovação dos órgãos autárquicos”.
“Neste enquadramento, o município não participará no leilão associado ao processo”, concluiu a autarquia na resposta enviada à Lusa.
A posição surge num momento crítico para o clube 'axadrezado', cujo estádio e complexo desportivo estão a ser leiloados por um valor base global de cerca de 38 milhões de euros.
Na semana passada, o antigo presidente do Boavista João Loureiro apelou à intervenção pública para proteger o património do clube, alertando para o risco de o estádio cair nas mãos de “abutres do imobiliário” e defendeu que a Câmara Municipal do Porto deve estar “ao nível das circunstâncias” na defesa de uma instituição com forte relevância social na cidade.
Paralelamente, uma petição pública lançada em novembro, propõe o reconhecimento do clube como património imaterial de interesse municipal e a classificação do Estádio do Bessa e restantes infraestruturas como bens de interesse público, por forma a condicionar a sua eventual alienação no âmbito do processo de insolvência.
Apesar de afastar uma intervenção direta, a autarquia manifesta “preocupação” com a situação, destacando o “peso histórico, desportivo e social” do Boavista na cidade, mas ressalva que “a resolução estrutural desta matéria depende, em primeira linha, dos órgãos próprios do clube e das decisões que competem aos seus associados”.
“A principal preocupação da autarquia centra-se na salvaguarda da prática desportiva e da formação de centenas de jovens atletas que diariamente utilizam estas estruturas desportivas”, refere o município, que se diz disponível para dialogar com as partes envolvidas e encontrar soluções que “assegurem a continuidade da atividade desportiva e formativa, evitando prejuízos para os jovens, para as famílias e para a cidade”.
A câmara acrescenta que continuará a acompanhar o processo “com sentido de responsabilidade, respeito pela legalidade e foco na proteção do interesse público”.
Fica por clarificar, entre outras questões, se o município pondera reconhecer formalmente o clube como património imaterial de interesse municipal ou classificar o Estádio do Bessa como património de interesse municipal — o que condicionaria a sua alienação.
O leilão decorre até 20 de maio, no âmbito de um processo de insolvência em que o passivo do Boavista ultrapassa os 150 milhões de euros, numa fase de forte instabilidade interna no clube.
Na semana passada, a claque Panteras Negras, o mais representativo grupo organizado de adeptos do Boavista, anunciou a preparação de ações judiciais para travar a venda do património, alegando ilegalidades na alienação dos ativos e incumprimentos estatutários no processo de insolvência, decretado em julho de 2025.
Os Panteras Negras mostram-se confiantes de que o tribunal travará o leilão, que decorre sob intermediação da Leilosoc até 20 de maio, demarcando-se da estratégia da direção de Rui Garrido Pereira, que também impugnou a venda, mas com base em argumentos de subavaliação dos ativos.
O processo decorre sob intermediação da Leilosoc e coincide com um clima de contestação interna, com o movimento ‘Unidos pelo Boavista’ a exigir uma assembleia geral extraordinária para destituição da direção e nomeação de uma comissão administrativa.
“Neste enquadramento, o município não participará no leilão associado ao processo”, concluiu a autarquia na resposta enviada à Lusa.
A posição surge num momento crítico para o clube 'axadrezado', cujo estádio e complexo desportivo estão a ser leiloados por um valor base global de cerca de 38 milhões de euros.
Na semana passada, o antigo presidente do Boavista João Loureiro apelou à intervenção pública para proteger o património do clube, alertando para o risco de o estádio cair nas mãos de “abutres do imobiliário” e defendeu que a Câmara Municipal do Porto deve estar “ao nível das circunstâncias” na defesa de uma instituição com forte relevância social na cidade.
Paralelamente, uma petição pública lançada em novembro, propõe o reconhecimento do clube como património imaterial de interesse municipal e a classificação do Estádio do Bessa e restantes infraestruturas como bens de interesse público, por forma a condicionar a sua eventual alienação no âmbito do processo de insolvência.
Apesar de afastar uma intervenção direta, a autarquia manifesta “preocupação” com a situação, destacando o “peso histórico, desportivo e social” do Boavista na cidade, mas ressalva que “a resolução estrutural desta matéria depende, em primeira linha, dos órgãos próprios do clube e das decisões que competem aos seus associados”.
“A principal preocupação da autarquia centra-se na salvaguarda da prática desportiva e da formação de centenas de jovens atletas que diariamente utilizam estas estruturas desportivas”, refere o município, que se diz disponível para dialogar com as partes envolvidas e encontrar soluções que “assegurem a continuidade da atividade desportiva e formativa, evitando prejuízos para os jovens, para as famílias e para a cidade”.
A câmara acrescenta que continuará a acompanhar o processo “com sentido de responsabilidade, respeito pela legalidade e foco na proteção do interesse público”.
Fica por clarificar, entre outras questões, se o município pondera reconhecer formalmente o clube como património imaterial de interesse municipal ou classificar o Estádio do Bessa como património de interesse municipal — o que condicionaria a sua alienação.
O leilão decorre até 20 de maio, no âmbito de um processo de insolvência em que o passivo do Boavista ultrapassa os 150 milhões de euros, numa fase de forte instabilidade interna no clube.
Na semana passada, a claque Panteras Negras, o mais representativo grupo organizado de adeptos do Boavista, anunciou a preparação de ações judiciais para travar a venda do património, alegando ilegalidades na alienação dos ativos e incumprimentos estatutários no processo de insolvência, decretado em julho de 2025.
Os Panteras Negras mostram-se confiantes de que o tribunal travará o leilão, que decorre sob intermediação da Leilosoc até 20 de maio, demarcando-se da estratégia da direção de Rui Garrido Pereira, que também impugnou a venda, mas com base em argumentos de subavaliação dos ativos.
O processo decorre sob intermediação da Leilosoc e coincide com um clima de contestação interna, com o movimento ‘Unidos pelo Boavista’ a exigir uma assembleia geral extraordinária para destituição da direção e nomeação de uma comissão administrativa.