Campeões de 1993 acreditam no título mundial em Vigo

Campeões de 1993 acreditam no título mundial em Vigo

Paulo Almeida e Tó Neves, hoquistas da selecção portuguesa que venceu oúltimo Campeonato do Mundo conquistado fora de casa, em 1993, garantemque a actual equipa tem qualidade para repetir o feito, embora Espanhaseja a grande candidata. 

RTP /
Foto: FPP

Em Itália, a selecção orientada pelo "mestre" António Livramento, como enalteceu Tó Neves, quebrou um jejum de mais de 30 anos - o último título fora de casa datava de 1962, no Mundial realizado em Santiago do Chile.
 
"Na primeira fase, as coisas não correram bem. Perdemos 6-0 com os italianos e tivemos grande dificuldade de adaptação ao piso. Os mundiais realizados fora de casa são sempre mais difíceis, já que não temos o público do nosso lado. Isso pesa muito na cabeça dos jogadores", explicou Tó Neves, ainda no activo como treinador/jogador da Oliveirense. 
 
A selecção portuguesa haveria de ganhar o Mundial, no entanto, numa final de novo com os italianos. Depois de 3-3 no final do tempo regulamentar e prolongamento, Filipe Santos marcou a única grande penalidade e permitiu a Portugal erguer o ceptro, na altura o 14º.
 
Depois disso, Portugal apenas venceu mais um Mundial: em 2003, em Oliveira de Azeméis, também numa final com Itália (1-0, Pedro Alves, no prolongamento).
 
"Portugal tem, agora, uma selecção muito boa e a vitória no Torneio de Montreux fala por essa qualidade. Luís Sénica tem feito um bom trabalho e, depois de perdermos a final do Europeu com os espanhóis, penso que podemos vencer o Mundial, em Vigo. É preciso humildade e tentar contrariar o favoritismo espanhol. Eles são os candidatos principais", disse à Lusa Paulo Almeida, também ele ainda a jogar, actualmente no Juventude de Viana. 
 
Tó Neves, que apontou oito golos no Mundial de Milão, tal como Paulo Almeida (o melhor marcador foi Paulo Alves, com 11), considera que a estratégia portuguesa para Vigo "está bem montada", já que, ao "entregar-se o favoritismo aos espanhóis", aumenta a "pressão" do principal adversário. 
 
"Em termos de qualidade de jogo, não há muita diferença entre Portugal e Espanha. A responsabilidade de ganhar é de Espanha e, por isso, vão apresentar-se com maior pressão. Isso é bom para Portugal", avisou Tó Neves. 
 
Paulo Almeida pede, por isso, aos actuais jogadores, que tenham "humildade" e "capacidade de sofrimento". 
 
"Entrar em cada jogo como se fosse uma final. O pensamento tem de ser o título. Se assim for, creio ser possível voltar a vencer um Mundial fora de casa", disse. 
 
Além de Paulo Almeida e Tó Neves, jogavam ainda na selecção lusa de 1993, Luís Ferreira, Rui Lopes, Vítor Fotunato, Filipe Santos, António Chambel, Paulo Alves, Pedro Alves e Guilherme Silva.

C/LUSA 
 
PUB