Mais Modalidades
CDP pede ao Governo mais apoio para a base do desporto nacional
O presidente da Confederação do Desporto de Portugal (CDP), Daniel Monteiro, pediu hoje que o Governo apoie mais a base do desporto nacional e alertou para o crescente número de jovens que abandonam as suas modalidades.
“Quando pensamos no fenómeno desportivo e nos milhões que estão a ser investidos no desporto, é preciso saber para onde é que estamos a canalizar esse investimento: se estamos a canalizar o investimento apenas para o topo, para onde os atletas estão inseridos nos programas de alto rendimento, no projeto olímpico e paralímpico, ou se estamos, de facto, a falhar no investimento, nas fases anteriores, para que esses atletas cheguem ao topo. E, no meu entender, estamos a falhar nessa canalização e nessa priorização do investimento público no desporto”, referiu durante a Portugal Football Summit, que decorre na Cidade do Futebol, em Oeiras.
O responsável disse que “as federações precisam de mais acesso a dinheiro para investir no desenvolvimento das modalidades, para investirem nos clubes, na qualificação dos agentes desportivos, formar melhores treinadores, dar condições aos clubes para participarem também nas competições organizadas pelas federações”.
“Temos investido ao longo de muitas décadas apenas no projeto olímpico e paralímpico. Há 20 anos, o financiamento do projeto olímpico, comparado com hoje, mais do que duplicou. Mas a realidade das federações desportivas é uma realidade em que perderam o poder de compra face há 20 anos”, afirmou.
Daniel Monteiro disse que a solução para o financiamento das federações já foi apresentada ao Governo, com a criação de um fundo de desenvolvimento desportivo, com base nas receitas provenientes dos jogos e das apostas online.
“Com a afetação de 7,5% do imposto sobre as apostas online, criaríamos um fundo que daria mais de 12 milhões de euros ao desporto nacional, para que as federações desportivas pudessem aceder esse fundo e ter condições de investimento estrutural no desenvolvimento das modalidades”, referiu, salientando que esse apoio teria “base em métricas de avaliação a definir com o Instituto Português de Desporto e Juventude”.
Mesmo com estes 7,5% retirados ao imposto sobre as apostas, Daniel Monteiro assegura que o Governo continuaria a ser o maior beneficiário fiscal e daria algum financiamento às federações que não têm recebido verbas por não terem desportos com apostas.
“O desporto tem tido uma capacidade até de recrutar. O problema é que estamos com dificuldade em fixar os atletas no sistema. Os números de 2024 são muitíssimo preocupantes. Neste momento, temos uma taxa de abandono desportivo até aos 18 anos superior a 80%. Significa que, em 10 crianças ou jovens, mais de oito experimenta, fica, e depois abandona a prática desportiva até aos 18 anos”, lamentou.
Para melhorar estes números, assim como os do Eurobarómetro, que coloca Portugal na cauda europeia do nível de cidadãos a praticar desporto, Daniel Monteiro salienta que é necessário também mudar os quadros competitivos.
“Temos de ter competições regionais, competições locais. Irmos ao interior do país, detetar talento, fixá-lo nas modalidades, porque há ali muito talento, também deve ter essa oportunidade. E o Estado, ao longo dos anos, tem descurado esta vertente a nível de investimento e das políticas públicas para o desporto”, assumiu.
O presidente da CDP disse que esta não é uma crítica “a este ou àquele responsável político da atualidade ou do passado”, mas frisou que "nos últimos 30 anos, a política pública em Portugal foi direcionada para o alto rendimento, projeto olímpico e paralímpico”, descurando-se “tudo o resto porque, mediaticamente, não tinha tanto impacto político”.
Daniel Monteiro lembrou que o aumento do custo de vida pode retirar também atletas, porque “o desporto é caro”, podendo ainda encarecer “consoante o nível desportivo”, porque engloba estágios e deslocações para competições nacionais, acabando, muitas vezes, por serem os pais a financiarem os mesmos, inclusive deslocações a campeonatos internacionais.
O responsável disse que “as federações precisam de mais acesso a dinheiro para investir no desenvolvimento das modalidades, para investirem nos clubes, na qualificação dos agentes desportivos, formar melhores treinadores, dar condições aos clubes para participarem também nas competições organizadas pelas federações”.
“Temos investido ao longo de muitas décadas apenas no projeto olímpico e paralímpico. Há 20 anos, o financiamento do projeto olímpico, comparado com hoje, mais do que duplicou. Mas a realidade das federações desportivas é uma realidade em que perderam o poder de compra face há 20 anos”, afirmou.
Daniel Monteiro disse que a solução para o financiamento das federações já foi apresentada ao Governo, com a criação de um fundo de desenvolvimento desportivo, com base nas receitas provenientes dos jogos e das apostas online.
“Com a afetação de 7,5% do imposto sobre as apostas online, criaríamos um fundo que daria mais de 12 milhões de euros ao desporto nacional, para que as federações desportivas pudessem aceder esse fundo e ter condições de investimento estrutural no desenvolvimento das modalidades”, referiu, salientando que esse apoio teria “base em métricas de avaliação a definir com o Instituto Português de Desporto e Juventude”.
Mesmo com estes 7,5% retirados ao imposto sobre as apostas, Daniel Monteiro assegura que o Governo continuaria a ser o maior beneficiário fiscal e daria algum financiamento às federações que não têm recebido verbas por não terem desportos com apostas.
“O desporto tem tido uma capacidade até de recrutar. O problema é que estamos com dificuldade em fixar os atletas no sistema. Os números de 2024 são muitíssimo preocupantes. Neste momento, temos uma taxa de abandono desportivo até aos 18 anos superior a 80%. Significa que, em 10 crianças ou jovens, mais de oito experimenta, fica, e depois abandona a prática desportiva até aos 18 anos”, lamentou.
Para melhorar estes números, assim como os do Eurobarómetro, que coloca Portugal na cauda europeia do nível de cidadãos a praticar desporto, Daniel Monteiro salienta que é necessário também mudar os quadros competitivos.
“Temos de ter competições regionais, competições locais. Irmos ao interior do país, detetar talento, fixá-lo nas modalidades, porque há ali muito talento, também deve ter essa oportunidade. E o Estado, ao longo dos anos, tem descurado esta vertente a nível de investimento e das políticas públicas para o desporto”, assumiu.
O presidente da CDP disse que esta não é uma crítica “a este ou àquele responsável político da atualidade ou do passado”, mas frisou que "nos últimos 30 anos, a política pública em Portugal foi direcionada para o alto rendimento, projeto olímpico e paralímpico”, descurando-se “tudo o resto porque, mediaticamente, não tinha tanto impacto político”.
Daniel Monteiro lembrou que o aumento do custo de vida pode retirar também atletas, porque “o desporto é caro”, podendo ainda encarecer “consoante o nível desportivo”, porque engloba estágios e deslocações para competições nacionais, acabando, muitas vezes, por serem os pais a financiarem os mesmos, inclusive deslocações a campeonatos internacionais.