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Contador rejeita favorecimento

Contador rejeita favorecimento

O ciclista espera que a situação por que passou possa ser uma chamada de atenção para outras "que devem ser corrigidas"

RTP /
Alberto Contador, na conferência de imprensa desta tarde, em Albufeira lusa

Alberto Contador, da SaxoBank, reconheceu que o caso de alegado doping que o afetou nos últimos meses provocou "danos irreparáveis" à sua reputação, porque foram ditas "barbaridades", e desejou uma revisão da legislação para acabar com injustiças.

Numa conferência de imprensa concorrida, em Albufeira, após a primeira etapa da Volta ao Algarve, esta quarta-feira, o triplo vencedor do "Tour" (2007, 2008 e 2010) rejeitou que a decisão favorável da Real Federação Espanhola de Ciclismo (RFEC) tenha sido um "favorecimento nacionalista".

"Não fui absolvido por ser espanhol ou uma figura do desporto nacional (de Espanha, ndRed). É um caso exemplar para demonstrar algumas situações que devem ser corrigidas para que não continuem a cometer-se injustiças", disse o corredor madrileno, de 28 anos.

"Desfrutei, como há muito não fazia, voltando a montar a bicicleta, apesar do muito vento e chuva. Foram meses duríssimos, nos quais estive imenso tempo sem dormir, a pensar na situação que estava a viver. Quero deixar claro que não é uma questão de favorecimento ou que se trata de política. É uma coisa jurídica e científica. Quem fala e não sabe ou não está informado, que consulte o acórdão", prosseguiu Contador.

"Os danos que isto me provocou foram grandíssimos. Irreparáveis. Disseram-se barbaridades atrás de barbaridades, nestes cinco meses. Quando se fala, tem de se saber do que se fala. Não é injustiça eu ter sido ilibado. O importante é termos consciência de que a injustiça é haver mais gente suspensa pelas razões erradas. É uma oportunidade de mudar as coisas. Espero que este caso
contribua para isso", concluiu.

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