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Dívida do judo pode afetar atletas e lança alarme
Portugal foi hoje suspenso pela Federação Internacional de Judo (IJF), com a indicação a ser a dada pelo organismo na sua página oficial, numa referência que afeta os seis judocas que deveriam competir nos Mundiais de Budapeste.
Foto: João Marques - RTP
Na página oficial da IFJ é apenas indicada a suspensão do país, sem justificação para a decisão e a cerca de duas semanas do início dos Mundiais em Budapeste, para os quais Portugal tem inscritos seis judocas.
Sérgio Pina refere que, para tentar reverter esta situação, a FPJ está em conversação com várias entidades, entre elas o Governo, IPJ, secretaria de estado e mais particularmente com o Comité Olímpico português.
O principal objectivo, refere é saldar esta divida que já vêem de 2021, referentes a despesas do Campeonato do Mundo de Juniores, bem como do “Grand Prix de Portugal.
Quanto a esta situação ter sido evitada mais cedo, o presidente da Federação Portuguesa de Judo diz que “na teoria sim. Mas esta situação ocorre de uma forma que ninguém contava e foi de aplicação imediata. Estamos a tentar reverter esta situação.”
Relativamente à presença dos atletas nacionais no próximo campeonato do mundo, já em junho, Sérgio Pina diz estrem a decorrer negociações para ver se ainda é possível.
Como pagar e escusa de responsabilidades
O presidente da FPJ, em conversa com o jornalista Frederico Moreno, da Antena 1 adianta que já foi feita uma transferência de uma verba, para diminuir o valor da dívida, junto da Federação Internacional de Judo (FIJ), quer da União Europeia de Judo (UEJ), também com o intuito dos atletas portugueses poderem competir.
Já o anterior presidente do organismo, Jorge Fernandes, destituído em dezembro de 2022, esclareceu à Lusa não “ter nada a ver com a situação”, explicando as contas deixadas quando cessou o mandato.
“Não tenho nada a ver com isso, saí há dois anos e meio. Em dezembro de 2022, eu saio. Em janeiro de 2023, com o Grand Prix de Portugal, há uma dívida de 250.000 euros à IJF. Um valor a ser pago apenas no final do evento”, começou por dizer o ex-presidente.
Jorge Fernandes justificou que o valor é pago após o evento, devido às taxas e receita da própria competição, e não previamente, e que a indicação que tem é que a atual dívida situa-se na ordem do milhão de euros.