Doping no ciclismo nacional

PJ e CNAD fizeram rusga surpresa a equipa do pelotão nacional.

RTP /
Artur Lopes, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, revela desconhecimento do caso, mas admite, desde já, reflexos negativos para a modalidade Lusa

O diário desportivo "A Bola" noticia hoje que brigadas da PJ e do CNAD "visitaram ontem de manhã a residência dos corredores portugueses da LA-MSS".
O jornal refere ainda que "a operação, desencadeada por ambas as instituições, não será alheia às vitórias conseguidas pela equipa LA-MSS".
Entretanto, em declarações à agência Lusa, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Artur Lopes, lamentou "profundamente" a descoberta de material que pode indiciar a prática de doping no seio da equipa LA-MSS e disse que o
caso "foge da esfera desportiva".
Ainda segundo a Lusa, a Polícia Judiciária anunciou a apreensão de "substâncias, medicamentos, material destinado a auto-transfusões sanguíneas e instrumentos de uso clínico" após buscas junto de atletas, direcção desportiva e instalações de uma equipa da zona Norte do país, e proventura indiciadoras daquela prática".
A Lusa adianta que a Policia Judiciária não esclareceu qual a equipa visada, mas uma fonte conhecedora do processo disse à Agência Lusa que se trata da equipa da Póvoa de Varzim, liderada por Manuel Zeferino.
Artur Lopes explicou que "a Federação não pode agir disciplinarmente, dado que as regras são muito claras: só age se houver um controlo positivo".
"Esta situação, até prova em contrário, é da esfera judicial. Não temos mecanismos legais para agir. Ter uma substância em casa, por si só, não nos permite agir", acrescentou Artur Lopes à Lusa, rejeitando o paralelismo com os casos de corrupção no futebol.
Entretanto à Antena 1 Artur Lopes afirmou que oficialmente ainda não foi informado de nada, mas que esta situação deixará marcas negativas no ciclismo nacional.
A PJ já marcou uma conferência de imprensa para as 16 horas.




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