Doping: Suspensão de seis anos para Venceslau Fernandes, quatro para Rafael Silva

O ciclista Venceslau Fernandes foi suspenso por seis anos pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) devido a anomalias no passaporte biológico, enquanto o também ex-corredor Rafael Silva cumprirá um castigo de quatro anos.

Lusa /
Daniel Llorente on Unsplash

De acordo com a lista de sanções disciplinares da ADoP, hoje atualizada, a suspensão de Venceslau Fernandes iniciou-se em 28 de novembro de 2025 e estará em vigor até 06 de novembro de 2030.

“Ao tempo de sanção de seis anos é descontado o período de suspensão preventiva já cumprido, o qual teve início em 07 de novembro de 2024”, esclarece a autoridade antidopagem nacional.

Vencedor da Volta a Portugal do Futuro em 2018, o ciclista de 29 anos tem um palmarés modesto. Começou a sua carreira na Liberty Seguros-Carglass, passou pela Oliveirense e pelo Feirense e, quando foi suspenso, representava a AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense.

Já Rafael Silva foi suspenso por quatro anos, também por anomalias no passaporte biológico, com o seu castigo a vigorar até 04 de fevereiro de 2028.

O ex-ciclista de 35 anos estava suspenso preventivamente desde 05 de fevereiro de 2024, com o tempo já cumprido a ser descontado no seu castigo.

Vencedor da Taça de Portugal em 2023, Silva anunciou o final da carreira em 28 de janeiro de 2024, após ter sido notificado pela ADoP.

Embora ciente da sua “absoluta inocência”, o vencedor da Volta a Portugal do Futuro de 2012 preferiu “não atacar a decisão” da ADoP, quer pela sua idade, quer para não prejudicar a sua então equipa, a Efapel.

Rafael Silva, que começou a carreira em 2013 na LA Alumínios-Antarte e passou a maior parte da sua carreira na anterior Efapel (atual Anicolor), também venceu etapas no Grande Prémio Jornal Notícias, GP O Jogo e a Volta a Albergaria (2019), entre outras.

O passaporte biológico é um ‘mecanismo’ que se baseia na monitorização de determinados parâmetros biológicos (através de amostras de sangue e de urina), que, de uma forma indireta, podem revelar os efeitos da utilização de substâncias ou métodos proibidos.

Na sua lista de sanções, a ADoP não especifica os anos das anomalias detetadas no passaporte dos dois ciclistas. No entanto, quando anunciou o final da carreira, Silva indicou que a sua suspensão tinha por base “uma amostra/análise colhida em 2015”.
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