Emmanouil Karalis `voa` para o triunfo no salto com vara na Liga de Diamante

Emmanouil Karalis `voa` para o triunfo no salto com vara na Liga de Diamante

O grego Emmanouil ‘Manolo’ Karalis aproveitou hoje a ausência de última hora do recordista mundial Armand Duplantis para vencer a final do concurso de salto com vara da Liga de Diamante, em Bruxelas.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Olivier Matthys - EPA

Sem o bicampeão olímpico em prova, após sentir um incómodo na perna durante o aquecimento, o grego Emmanouil Karalis triunfou em 6,12 metros, novo recorde do meeting, seguido do norueguês Sondre Guttormsen e do australiano Kurtis Marschall, ambos em 5,82.

O helénico vice-campeão do Mundo e medalha de bronze em Paris2024, e que é o segundo melhor de todos os tempos, com 6,17 metros, a 14 centímetros dos 6,31 de Duplantis, acrescentou um centímetro à anterior melhor marca do evento, que era do sueco.

Nos 100 metros, o jamaicano campeão do Mundo Oblique Seville venceu em 9,90 segundos, três centésimos mais rápido do que o camaronês Emmanuel Eseme e sete do que o nigeriano Kayinsola Ajayi.

Nos 110 metros barreiras, domínio norte-americano com Já’Kobe Tharp a ganhar, em 13,03 segundos, seguido de Jamal Britt, a seis centésimos, e de Trey Cunningham, a 19.

Nos 400, o campeão do Mundo Busang Collen Kebinatshipi, do Botswana, impôs-se em 43,40, batendo o ‘vice’ mundial Jereem Richards, de Trinidad e Tobago, por 28 centésimos, e o norte americano Jacory Patterson, por 38.

Recorde do meeting para o queniano campeão mundial e olímpico Emmanuel Wanyonyi nos 800 metros, em 1.41,80, deixando atrás o argelino Djamel Sedjati, bronze em Paris2024, a 91 centésimos, e o francês Yanis Meziane, a 1,07 segundos.

Nos 1.500 metros, surpresa com o triunfo do jovem australiano Cameron Myers, em 3.30,14, quatro centésimos mais rápido do que o queniano Kipkosgei Koech, enquanto o norte-americano Ethan Strand foi terceiro, a 36 centésimos.

No salto em altura, ganhou o polaco Mateusz Kolodziejski, com os mesmos 2,28 metros do norte-americano JuVaughn Harrison, mas superados à primeira tentativa, ao contrário do rival que foi à terceira, com o terceiro lugar a ser partilhado pelo ucraniano Oleh Doroshchuk e o italiano Gianmarco Tamberi, campeão olímpico ex-aequo em Tóquio2020, com 2,25.

No salto em comprimento, o grego bicampeão olímpico Miltiadis Tentoglou preparava-se para festejar com 8,40, porém, no último ensaio foi superado pelo jamaicano Tajay Gayle, campeão do Mundo em 2019 e bronze em 2023, com 8,46 metros, num pódio completo pelo suíço Simon Ehammer, com 8,23.

No disco, venceu o esloveno Kristjan Ceh, com 71,29 metros, seguido do lituano Mykolas Alekna, com 70,14, e do jamaicano Rjé Stona, com 68,86.

No setor feminino, nos 200 metros, a vice-campeã olímpica (ouro nos 100 metros) Julien Alfred, de Santa Lucia, cortou a meta em 21,79 segundos, mais forte do que norte-americana Kayla White, que ficou a 21 centésimos, e que a britânica campeã europeia Amy Hunt, por 37.

Nos 400 metros barreiras, a norte-americana Anna Cockrell, vice-campeã olímpica, mostrou porque é a mais rápida de 2026 ao triunfar em 53,01, batendo a eslovaca Emma Zapletalová por nove centésimos e a belga Paulien Couckuyt por 19.

A portuguesa Fatoumata Diallo, recentemente bronze nos Europeus, foi sexta, em 53,90, após fixar o recorde nacional em 53,30 em Zurique.

Nos 3.000 obstáculos, a queniana Faith Cherotich, campeã do Mundo e bronze em Paris2024, ganhou em 8.51,61 minutos, recorde do meeting, superando a compatriota Doris Lemngole, por 1,25 segundos, e a campeã olímpica e vice-campeã do Mundo Yavi Winfred, do Bahrain, por 1,53.

Nos 5.000 metros, domínio total etíope, com Freweyni Hailu a vencer em 14.35,20 seguida de Likina Amebaw, que detém a melhor marca do ano (14.18,41), a 1,11 segundos, e de Senayet Getachew, a 1,89.

A norte-americana Valarie Sion, bicampeã olímpica e campeã mundial em título já fez 73,10 metros em 2026 no lançamento o disco, porém os 66,92 apenas lhe valeram o segundo, atrás da chinesa vice-campeã olímpica Feng Bin, com 67,46, enquanto a recente campeã europeia Jorinde Van Klinken foi terceira, em 64,66.

No peso, a norte-americana Chase Jackson, bicampeã do Mundo em 2022 e 2023, atingiu os 21,14 metros, a melhor marca do ano, que era da neerlandesa Jessica Schilder (21,09) que hoje se ficou pelos 20,57, que lhe valeram o terceiro posto: em segundo ficou a canadiana Sarah Mitton, vice mundial em 2023, com 20,64.

A senegalesa Saly Sarr levou a melhor no triplo salto com 14,96 metros, ‘voando’ mais do que as cubanas Pérez Hernández, com 14,82, e Davisleydi Velazco, com 14,73.

A segunda jornada da final da Liga de Diamante disputa-se no sábado.

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