Equipas de curling nos Jogos Olímpicos podem recorrer à arbitragem em caso de `double-touch`

Equipas de curling nos Jogos Olímpicos podem recorrer à arbitragem em caso de `double-touch`

Depois de uma primeira experiência, a World Curling voltou atrás na sua decisão de reforçar a arbitragem nos Jogos Olímpicos de Inverno. Os árbitros voltam agora a monitorizar violações apenas a pedido das equipas.

RTP /
Foto: Sreyus Guruvu - Unsplash

O curling tem dado que falar em Milão-Cortina. Nesta edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, a arbitragem da modalidade está a ser alvo de duras críticas e já foram criadas duas novas regras durante a competição.

Depois de uma denúncia a uma jogada irregular da equipa masculina do Canadá, a World Curling determinou que as seguintes provas teriam dois árbitros a monitorizar a linha de hog – que estabelece o limite para o lançamento da pedra de granito – mas a regra foi novamente alterada este domingo, depois de uma reunião com os Comités Olímpicos Nacionais.

A controvérsia teve origem no jogo da última sexta-feira, depois de uma acusação da equipa sueca contra o Canadá de que tinham tocado mais do que uma vez nas pedras após o lançamento (double-touch). 

“Confirma-se uma atualização no protocolo que fará com que os árbitros que anteriormente monitorizavam os lançamentos continuem disponíveis no campo de jogo, mas vão monitorizar apenas a pedido das equipas concorrentes”, explicou o organismo em comunicado.

Depois da prova, a Federação mundial de curling sublinhou que não é possível recorrer a imagens de vídeo-arbitragem para tomar decisões de jogo: “Uma vez tomadas durante a partida, são definitivas”.

A disputa entre Canadá e Suécia terminou com derrota para os suecos por 8-6. O caso gerou conflito entre os atletas presentes no recinto e rapidamente se tornou viral nas redes sociais.

Desde a última regra, implementada depois da prova da equipa masculina do Canadá, também a capitã da equipa feminina, Rachel Homan, e o atleta britânico, Bobby Lammie, tiveram pedras removidas do jogo por alegadas violações no Cortina Curling Center.

O novo sistema de arbitragem – o segundo aplicado durante a realização destes Jogos – aproxima-se à sua anterior versão.
À chegada a Milão-Cortina, as provas de curling eram supervisionados a partir da linha de hog durante três jogadas, caso houvesse uma reclamação de qualquer uma das equipas.
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