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Espanha é campeã europeia de basquetebol
A Espanha, ajudada por uma exibição 'cinematográfica' de Juancho Hernangómez, concretizou hoje um campeonato da Europa de basquetebol para a 'lenda', conquistando o seu quarto título com um triunfo por 88-76 sobre a França, na final de Berlim.
Já sem os irmãos Gasol (Pau e Marc), mas também sem Ricky Rubio, Sergio Hernández ou Nikola Mirotic, a formação comandada por Sergio Scariolo não era apontada como uma das favoritas, apesar de ser a detentora do título mundial, mas mostrou que continua ‘gigante’, com um coletivo à prova das maiores individualidades.
Em renovação, só era ‘pedido’ à Espanha que tentasse competir, perante equipas com ‘estrelas’ do calibre de Luka Doncic, Giannis Antetokounmpo ou Nikola Jokic, mas, em vez disso, reinou, para arrebatar o quarto troféu nas últimas seis edições.
A Espanha só esteve uma vez em desvantagem, por 1-0, nos instantes iniciais, e chegou a liderar por 21 pontos (47-26, ainda na primeira parte), sendo claramente superior à França, como já tinha acontecido na final de há 10 anos (98-85, na Lituânia).
O mérito é, sobretudo, do coletivo, superiormente comandado pelo italiano Sergio Scariolo, mas, do todo, ‘emergiu’ hoje Juancho Hernangómez, o protagonista do filme ‘Hustle: O Grande Salto’, claramente o ‘Jogador Mais Valioso’ (MVP) da final.
Juancho foi apenas o nono jogador a entrar na Espanha, mas acabou por ser o número 1 na produtividade, ao somar 27 pontos, graças sobretudo a sete ‘triplos’ (em nove tentados), seis dos quais num segundo quarto memorável. Ainda somou cinco ressaltos.
O base Lorenzo Brown (14 pontos e 11 assistências) voltou a ser mestre no comando da equipa, que cometeu menos 10 ‘turnovers’ do que os gauleses (nove contra 19), enquanto Willy Hernangómez, o irmão gémeo de Juancho, também esteve em excelente plano, ao somar 14 pontos e oito ressaltos.
Jaime Fernández, com 13 pontos, incluindo três ‘triplos’ (em quatro tentados), também foi importante, tal como Alberto Díaz, com oito pontos, e, claro, o veterano Rudy Fernández, com sete pontos, em mais 13.58 minutos de grande utilidade para a equipa.
A Espanha teve, globalmente, pior percentagem nos ‘tiros’ de campo (48% contra 58%), mas os 15 ‘triplos’ marcados (em 31 tentados), contra os nove gauleses (em 25), fizeram a diferença, sendo que a França também ganhou mais um ressalto (28 contra 27).
Individualmente, Evan Fournier, com 23 pontos, foi o jogador que mais tentou manter os gauleses na discussão do jogo, sendo secundado por Thomas Huertel, com 16 pontos e sete assistências, e Guerschon Yabusele, com 13 pontos e seis assistências.
Por seu lado, o ‘gigante’ Rudy Gobert foi uma deceção, ficando-se por seis pontos e seis ressaltos, em 27.24 minutos, ele que, curiosamente, marcou o primeiro ponto do jogo, dando a única vantagem à França em todo o jogo.
Depois desse lance livre, a Espanha, com uma entrada superior, assumiu o comando e foi aumentando o avanço no marcador (5-1, 9-3, 14-5, 18-7), conseguindo fechar o período inicial com 11 pontos à maior (23-14).
O segundo parcial só teve, praticamente, um nome, o de Juancho Hernangómez, que começou a ver o ‘cesto’ como uma ‘banheira’ e marcou nada menos do que seis ‘triplos’, o último para colocar a Espanha a vencer por 45-26.
O irmão Willy aumentou, pouco depois, a vantagem para 47-26, a maior em todo o jogo, mas, quando parecia derrotada, a França ‘renasceu’ e fechou a primeira parte em ‘grande’, com um parcial de 11-0, para se colocar a apenas 10 pontos (47-37).
A formação gaulesa acabou muito bem a primeira parte e começou a segunda da mesma forma, obrigando Scariolo a um prematuro desconto de tempo, depois de o parcial crescer para 20-2 e a diferença cair para míseros três pontos (49-46).
A Espanha recompôs-se e, com um parcial de 9-0, voltou a fugir para 12 pontos (58-46), reduzidos para nove (66-57), no final do terceiro parcial.
O jogo estava em aberto, mas o ‘cinco’ de Scariolo comandou sempre o quarto período, não permitindo que a França se aproximasse mais do que a sete pontos (68-61), para uma vitória categórica. Depois do segundo Mundial, o quarto Europeu.
Antes, no encontro de atribuição do ‘bronze’, a anfitriã Alemanha venceu a Polónia por 82-69, com 26 pontos e seis assistências de Dennis Schroder e 14 pontos, nove ressaltos e seis assistências de Johannes Voigtmann.
Jogo na Arena Berlim, na Alemanha.
Espanha - França, 88-76.
Ao intervalo: 47-37.
Equipas:
- Espanha: Lorenzo Brown (14), Jaime Fernández (13), Xabi López-Arostegui, Jaime Pradilla e Willy Hernangómez (14). Jogaram ainda Rudy Fernández (7), Dario Brizuela (3), Alberto Díaz (8), Usman Garuba (2), Juancho Hernangómez (27), Sebas Saiz e Joel Parra.
Selecionador: Sergio Scariolo.
- França: Andrew Albicy (1), Evan Fournier (23), Terry Tarpey (4), Guerschon Yabusele (13) e Rudy Gobert (6). Jogaram ainda Thomas Huertel (16), Mustapha Fall, Elie Okobo (9), Vincent Poirier (4) e Timothé Luwawu-Cabarrot.
Selecionador: Vincent Collet.
Marcha do marcador: 23-14 (primeiro quarto), 47-37 (intervalo), 66-57 (terceiro quarto) e 88-76 (resultado final).
Em renovação, só era ‘pedido’ à Espanha que tentasse competir, perante equipas com ‘estrelas’ do calibre de Luka Doncic, Giannis Antetokounmpo ou Nikola Jokic, mas, em vez disso, reinou, para arrebatar o quarto troféu nas últimas seis edições.
A Espanha só esteve uma vez em desvantagem, por 1-0, nos instantes iniciais, e chegou a liderar por 21 pontos (47-26, ainda na primeira parte), sendo claramente superior à França, como já tinha acontecido na final de há 10 anos (98-85, na Lituânia).
O mérito é, sobretudo, do coletivo, superiormente comandado pelo italiano Sergio Scariolo, mas, do todo, ‘emergiu’ hoje Juancho Hernangómez, o protagonista do filme ‘Hustle: O Grande Salto’, claramente o ‘Jogador Mais Valioso’ (MVP) da final.
Juancho foi apenas o nono jogador a entrar na Espanha, mas acabou por ser o número 1 na produtividade, ao somar 27 pontos, graças sobretudo a sete ‘triplos’ (em nove tentados), seis dos quais num segundo quarto memorável. Ainda somou cinco ressaltos.
O base Lorenzo Brown (14 pontos e 11 assistências) voltou a ser mestre no comando da equipa, que cometeu menos 10 ‘turnovers’ do que os gauleses (nove contra 19), enquanto Willy Hernangómez, o irmão gémeo de Juancho, também esteve em excelente plano, ao somar 14 pontos e oito ressaltos.
Jaime Fernández, com 13 pontos, incluindo três ‘triplos’ (em quatro tentados), também foi importante, tal como Alberto Díaz, com oito pontos, e, claro, o veterano Rudy Fernández, com sete pontos, em mais 13.58 minutos de grande utilidade para a equipa.
A Espanha teve, globalmente, pior percentagem nos ‘tiros’ de campo (48% contra 58%), mas os 15 ‘triplos’ marcados (em 31 tentados), contra os nove gauleses (em 25), fizeram a diferença, sendo que a França também ganhou mais um ressalto (28 contra 27).
Individualmente, Evan Fournier, com 23 pontos, foi o jogador que mais tentou manter os gauleses na discussão do jogo, sendo secundado por Thomas Huertel, com 16 pontos e sete assistências, e Guerschon Yabusele, com 13 pontos e seis assistências.
Por seu lado, o ‘gigante’ Rudy Gobert foi uma deceção, ficando-se por seis pontos e seis ressaltos, em 27.24 minutos, ele que, curiosamente, marcou o primeiro ponto do jogo, dando a única vantagem à França em todo o jogo.
Depois desse lance livre, a Espanha, com uma entrada superior, assumiu o comando e foi aumentando o avanço no marcador (5-1, 9-3, 14-5, 18-7), conseguindo fechar o período inicial com 11 pontos à maior (23-14).
O segundo parcial só teve, praticamente, um nome, o de Juancho Hernangómez, que começou a ver o ‘cesto’ como uma ‘banheira’ e marcou nada menos do que seis ‘triplos’, o último para colocar a Espanha a vencer por 45-26.
O irmão Willy aumentou, pouco depois, a vantagem para 47-26, a maior em todo o jogo, mas, quando parecia derrotada, a França ‘renasceu’ e fechou a primeira parte em ‘grande’, com um parcial de 11-0, para se colocar a apenas 10 pontos (47-37).
A formação gaulesa acabou muito bem a primeira parte e começou a segunda da mesma forma, obrigando Scariolo a um prematuro desconto de tempo, depois de o parcial crescer para 20-2 e a diferença cair para míseros três pontos (49-46).
A Espanha recompôs-se e, com um parcial de 9-0, voltou a fugir para 12 pontos (58-46), reduzidos para nove (66-57), no final do terceiro parcial.
O jogo estava em aberto, mas o ‘cinco’ de Scariolo comandou sempre o quarto período, não permitindo que a França se aproximasse mais do que a sete pontos (68-61), para uma vitória categórica. Depois do segundo Mundial, o quarto Europeu.
Antes, no encontro de atribuição do ‘bronze’, a anfitriã Alemanha venceu a Polónia por 82-69, com 26 pontos e seis assistências de Dennis Schroder e 14 pontos, nove ressaltos e seis assistências de Johannes Voigtmann.
Jogo na Arena Berlim, na Alemanha.
Espanha - França, 88-76.
Ao intervalo: 47-37.
Equipas:
- Espanha: Lorenzo Brown (14), Jaime Fernández (13), Xabi López-Arostegui, Jaime Pradilla e Willy Hernangómez (14). Jogaram ainda Rudy Fernández (7), Dario Brizuela (3), Alberto Díaz (8), Usman Garuba (2), Juancho Hernangómez (27), Sebas Saiz e Joel Parra.
Selecionador: Sergio Scariolo.
- França: Andrew Albicy (1), Evan Fournier (23), Terry Tarpey (4), Guerschon Yabusele (13) e Rudy Gobert (6). Jogaram ainda Thomas Huertel (16), Mustapha Fall, Elie Okobo (9), Vincent Poirier (4) e Timothé Luwawu-Cabarrot.
Selecionador: Vincent Collet.
Marcha do marcador: 23-14 (primeiro quarto), 47-37 (intervalo), 66-57 (terceiro quarto) e 88-76 (resultado final).