Expectativas confirmadas: mais ouro para Farah, Shelly-Ann e Merritt

Nas seis finais do dia, não houve surpresas, tendo sido ganhas pelos favoritos às medalhas, com a excepção dos 200 m femininos, em que a tri-campeã mundial se lesionou

RTP /
Shelly-Ann vence destacada 200 m no Luzhniki, talvez beneficiando da lesão de Allyson Felix reuters

Mohamed Farah, nos 5.000 metros, e Shelly-Ann Fraser-Pryce, nos 200, conquistaram, esta sexta-feira, uma segunda medalha de ouro nos Mundiais de Atletismo de Moscovo, feito que também está ao alcance de Usain Bolt, igualmente no duplo hectómetro.

O britânico "Mo" Farah, já vencedor dos 10.000 metros, "repetiu a dose" dos Jogos Olímpicos e bateu de novo toda a concorrência queniana e etíope, impondo-se no final de uma corrida táctica, concluída em 13.26,98 minutos.

Vão subir com ele ao pódio o etíope Hagos Gebrhiwet e o queniano Isiah Kiplagach Koech, antigo campeão do Mundo de juvenis.

Sem surpresas, a jamaicana Fraser-Pryce confirmou que é a mais rápida do momento e triunfou nos 200 metros, em 20,17 segundos, à frente de duas atletas africanas: a marfinense Murielle Ahoure e a nigeriana Blessing Okagbare.

A norte-americana Allyson Felix, tricampeã mundial e campeã olímpica, foi a grande derrotada - lesionou-se durante a corrida e não terminou.

Usain Bolt, vencedor de uma das semi-finais em contenção, em 20,12, na mais lenta das três corridas de acesso à final, que se disputa no sábado, dando ao jamiacano a quarta marca no conjunto das 24, mas foi absolutamente óbvio que correu o estritamente necessário e está a guardar forças para a corrida decisiva.

Além de Farah e Fraser-Pryce, também o norte-americano LaShawn Merritt já tem segunda medalha, mas em prova colectiva, a estafeta de 4x400 metros, em que fez o último percurso.

Os norte-americanos Verburg, McQuay, Hall e Merritt concluiram em 2.58,71 minutos, com a Jamaica e a Rússia imediatamente a seguir.

Nas três finais de concursos do dia, a Rússia brilhou a grande altura, através de Aleksander Menkov (comprimento) e Tatiana Lysenko (martelo), com excelentes recordes nacionais.

Destaque para Lysenko, campeã olímpica e Mundial, que, com 78,80 metros, se aproximou do máximo da alemã Betty Heidler (79,42), numa prova em que a polaca Anita Wlodarczyk, campeã da Europa, foi segunda com 78,46, quarta marca mundial de sempre.

O russo Alexandr Menkov, este ano campeão das Universíadas de Kazan, era o preferido do estádio Luzhniki e voltou a "fazer a festa" no seu país, com um espectacular salto de 8,56 m, novo recorde nacional russo e entrada para o top-20 de sempre.

O holandês Ignisious Gaisah, que já foi campeão do Mundo em Moscovo, mas em pista coberta, em 2006, e o mexicano Luis Rivera, vice-campeão mundial universitário, ficaram com a prata e o bronze.

Quanto à final do lançamento do peso, mostrou que o alemão David Storl é um atleta para as grandes ocasiões. Depois de uma época relativamente apagada, fez o seu melhor de 2013 e chegou aos 21,73 metros, deixando em segundo o favorito, Ryan Whitting, dos EUA (que é o líder do ano, com 22,28, e foi o melhor nas qualificações).

Storl, antigo campeão do Mundo juvenil e júnior, prossegue como sénior uma carreira impressionante, já que se torna bicampeão mundial, feito que agrega ao ouro, nos últimos europeus, e prata, nos Jogos Olímpicos e Mundiais de pista coberta.
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