Francis Obikwelu ficou "às portas" da final

Francis Obikwelu ficou "às portas" da final

Francis Obikwelu ficou "às portas" da final dos 60 metros dos Mundiais de atletismo de Valência2008, eliminado nas "meias" por um centésimo de segundo apenas.  

RTP /
DR

Quem também ficou pelo caminho foi Elisabete Tavares Ansel, em dia de aniversário, concluindo as qualificações do salto com vara em 12, com 3,25 metros, a 15 centímetros do seu recorde nacional. 
 
Obikwelu esteve menos bem-disposto que na véspera, isso era evidente, e o "prometido" recorde nacional vai ter de ficar para outra ocasião. 
 
Voltou a partir dos blocos mal, muito mal, perdendo precioso tempo nas primeiras passadas.  
 
Na primeira ronda, deu para "disfarçar" e apurar-se directamente na
sua série (segundo com 6,70), mas na meia-final foi terceiro, com 6,66,
e teve de ficar à espera de uma eventual repescagem por tempos, que não chegou. 
 
Bastava, para seguir em frente, ter cortado primeiro que o nigeriano
Isaac Uche, que o antecedeu por um centésimo apenas. 
 
Obikwelu, desta vez, teve um discurso menos positivo, falando de "problemas de estômago", que queria recuperar para a tarde, mas não conseguiu. 
 
"Dar o máximo, para chegar à final", acabou por não ser possível, e
Obikwelu sabe que grande parte disso se deve à sua lendária péssima saída dos blocos. 
 
O velocista chegou a pensar que estava apurado: "Sou sempre quase o último a partir, mas senti que estava a arrancar bem. Só que desta vez não deu para recuperar tudo".  
 
"Paciência, a vida vai continuar...", assegura, em véspera de ir para
férias durante uma semana, antes de iniciar a fase decisiva de preparação olímpica. 
 
No exacto dia em que fez 28 anos, Elisabete Tavares Ansel foi a 12
melhor no salto com vara, sem se conseguir oferecer a prenda que seria a passagem à final e o mínimo olímpico A. 
 
Depois de "limpar" à primeira tentativa aos 3,95, 4,15 e 4,25 metros,
Elisabete só precisaria de conseguir mais dois saltos, a 4,35 e 4,45, para chegar a esse duplo objectivo. 
 
Com uns recentes 4,40 metros, feitos nos campeonatos de Portugal, o objectivo, ambicioso, parecia alcançável, atendendo aos progressos recentes.
 
A 4,35 metros a portuguesa esteve muito mal no primeiro salto (nem sequer formado), um pouco melhor no segundo e francamente bem no terceiro, que falhou por quase nada. 
 
Saltou bem acima dos 4,35, só que fez um desnecessário toque com o pé na vara, para um nulo que merecia mais, pela forma como não desistiu da competição. 
 
Como balanço, sai de Valência2008 com a sua melhor classificação de
sempre e convicta de que o mínimo olímpico A é mesmo para obter. Elisabete já tem o mínimo B, tal como a sua irmã Sandra, pelo que ainda não está segura do apuramento olímpico. 
 
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