Gerson Baldé sexto no comprimento no Ultimate Championship

Gerson Baldé sexto no comprimento no Ultimate Championship

O português Gerson Baldé terminou na sexta posição o salto em comprimento da edição inaugural do Ultimate Championship de atletismo, com Fatoumata Diallo a falhar a final dos 400 metros barreiras.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Reuters

Campeão do mundo no salto em comprimento ‘indoor’ e sétimo do ranking, Gerson Baldé terminou o concurso com 7,85 metros, longe do seu recorde nacional de 8,46, numa prova ganha sem surpresa pelo grego Miltiadis Tentoglou, com 8,35.

Contudo, o bicampeão olímpico apanhou um grande susto na quarta e última ronda, quando viu o búlgaro Bozhidar Saraboyukov ficar a apenas um centímetro do ouro, com o suíço Simon Ehammer a ser terceiro, com 8,07.

Fatoumata Diallo, recente medalha de bronze nos Europeus, não conseguiu qualificar-se para a final dos 400 metros barreiras, ao ser quinta na sua série, apesar de ter baixado novamente dos 54 segundos, com um tempo de 53,90, a apenas seis centésimos da quarta classificada, a jamaicana Rushell Clayton, última apurada para a final.

Numa das mais aguardadas finais do segundo dia em Budapeste, a suíça Audrey Werro, terceira mais rápida da história, voltou a mostrar ser praticamente imbatível nos 800 metros e venceu em 1.55,88 minutos.

Os restantes lugares do pódio também foram ocupados sem surpresas, com a britânica Keely Hodgkinson (1.56,26) no segundo e a neerlandesa Femke Bol (1.56,74) em terceiro.

Os reis da velocidade foram os norte-americanos, com Melissa Jefferson-Wooden, campeã mundial, e Kenneth Bednarek, vencedor dos 200 metros na final da Liga Diamante, a triunfarem nos 100 metros.

Na prova feminina, Melissa Jefferson-Wooden conseguiu a melhor marca do ano, ao correr em 10,62 segundos, à frente da campeã olímpica, Julien Alfred (10,74), da Santa Lucia, e da compatriota Sha’Carri Richardson (10,78), medalha de prata em Paris2024.

Especialista nos 200 metros, Bednarek conseguiu a maior vitória da carreira nos 100 metros, com a sua melhor marca do ano, de 9,85 segundos, à frente do jamaicano Oblique Seville (9,90), campeão mundial e líder do ranking mundial, e do norte-americano Ronnie Baker (9,93).

A dominicana Marileidy Paulino, campeã olímpica, provou a razão de ser a líder do ranking mundial dos 400 metros e venceu em 49,07 segundos, à frente da norueguesa Henriette Jaeger (49,28) e da jamaicana Nickisha Pryce (49,56).

Ainda motivado pela vitória na final da Liga Diamante há uma semana, o campeão mundial Busang Collen Kebinatshipi triunfou nos 400 metros, com um recorde nacional do Botswana, de 43,39 segundos, com clara vantagem sobre o norte-americano Rai Benjamin (44,15) e sobre Jereem Richards (44,23), de Trindade e Tobago.

Mais apertada foi a final feminina dos 1.500 metros, com a polaca Klaudia Kazimierska (3.57,55 minutos) a bater por apenas 17 centésimos a britânica Georgia Hunter Bell (3.57,72), com a norte-americana Nikki Hiltz (3.58,16) em terceiro.

Sem grandes vitórias desde os Mundiais ‘indoor’ de 2022, a experiente norte-americana Sandy Morris, prata nos Jogos Olímpicos Rio2016, triunfou no salto com vara, terminando emocionada, depois de saltar 4,90 metros, o mesmo da compatriota Hana Moll e mais cinco centímetros do que a suíça Angelica Moser.

A japonesa Haruka Kitaguchi, campeão olímpica em 2024, venceu o lançamento do dardo, com 68,92 metros, um novo recorde nacional, beneficiando dos problemas físicos da chinesa Ziyi Yan, que, depois de ter dominado a época, não fez os últimos lançamentos, terminando em segundo, com 68,05. A colombiana Flor Denis Ruiz Hurtado ficou em terceiro, com 64,84.

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