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Giro. Afonso Eulálio tentou surpreender em dia de `bis` para Narváez
Afonso Eulálio testou hoje os favoritos, numa jornada em que Jhonatan Narváez ‘bisou’, mantendo a ‘maglia rosa’ da Volta a Itália em bicicleta após perder apenas dois segundos para Jonas Vingegaard na oitava etapa.
A camisola rosa reforçou a confiança do português da Bahrain Victorious, que antecipou eventuais ataques dos homens da geral com uma aceleração a dois quilómetros do final, obrigando o dinamarquês da Visma-Lease a Bike a reagir, antes de se destacar na companhia de Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe) para conquistar dois segundos ao líder da geral.
Enquanto os candidatos se marcavam, Jhonatan Narváez (UAE Emirates) aproveitou para fugir para a sua segunda vitória de etapa neste Giro, consumada em 3:27.26 horas, após 156 quilómetros entre Chieti e Fermo.
“Era uma boa tirada para mim”, assumiu o equatoriano, que igualou os quatro triunfos do compatriota Richard Carapaz na Volta a Itália, um feito “importante” tendo em conta a queda grave que sofreu no início da temporada e que o deixou fora de competição até esta prova.
Atrás de Narváez chegaram dois noruegueses da Uno-X: Andreas Leknessund foi segundo, a 32 segundos, e Martin Tjotta terceiro, a 42.
Eulálio foi 26.º, e o terceiro dos homens da geral a concluir a etapa, a 01.53 minutos do vencedor. Um pequeno ‘corte’ na rampa que desembocou na meta, cotada como de quarta categoria, fez o figueirense de 24 anos perder dois segundos para Vingegaard, que é segundo da geral, a 03.15.
O austríaco Felix Gall (Decathlon), por seu lado, chegou no mesmo grupo do corredor luso da Bahrain Victorious, mantendo-se a 03.34 minutos, na terceira posição.
Numa jornada ‘ondulante’ de transição, os candidatos a integrar a fuga eram tantos que as tentativas se sucederam assim que foi dada a partida real, com um duo de italianos de renome – Filippo Ganna (Netcompany INEOS) e Alberto Bettiol (XDS Astana) - a andar isolado durante quase cinco dezenas de quilómetros, sem nunca conseguir uma margem ‘razoável’ para o pelotão.
A pouco menos de 75 quilómetros da meta, o vento lateral provocou um corte no pelotão, com Eulálio, assim como Hindley, o então quarto da geral, a ficarem no primeiro grupo e Vingegaard no segundo.
Numa altura em que Narváez, o seu companheiro Mikkel Bjerg, e Andreas Leknessund estavam destacados na frente, a Visma-Lease a Bike foi obrigada a um inesperado trabalho, não se livrando do susto, mas conseguindo juntar os grupos pouco depois.
Esse momento foi aproveitado por uma ‘multidão’ para fugir, com ciclistas de peso como Wout Poels (Unibet Rose Rockets), Jan Christen e Igor Arrieta (UAE Emirates), Juan Pedro López (Movistar), Ben Turner (Netcompany INEOS) ou Christian Scaroni (XDS Astana), assim como Martin Tjotta, a partirem no encalço do trio da dianteira.
O pelotão autorizou, então, o sucesso da fuga, abdicando de perseguir, já depois de o ‘maglia rosa’ ter neutralizado uma tentativa de Giulio Ciccone (Lidl-Trek), que tentou a sua sorte por estar a correr na sua região e acabou a despedir-se da luta pela geral.
O trio da frente foi aumentando progressivamente a vantagem para o grupo perseguidor, assim como para o pelotão, onde a Bahrain Victorious se mostrava atenta à diferença para Scaroni – o italiano subiu à quarta posição, a 04.18 minutos do líder da geral.
Bjerg foi incansável no trabalho para o seu companheiro, com o vencedor da quarta etapa da 109.ª edição da ‘corsa rosa’ a deixar definitivamente para trás Leknessund a uma dezena que quilómetros da meta.
Talvez acreditando que a melhor defesa é o ataque, o camisola rosa saltou do grupo de favoritos na inclinada rampa até à meta e obrigou o próprio Vingegaard a fechar o espaço. “Em pequenas subidas como esta, ele é muito forte”, elogiou o dinamarquês.
No final, pouco mudou na geral, após uma jornada em que Nelson Oliveira (Movistar) foi 89.º, a 09.41, e António Morgado (UAE Emirates) 102.º, a quase 13 minutos do seu colega equatoriano.
O ciclista nacional com mais presenças em grandes Voltas (23) é 67.º, a 42.23 de Eulálio, enquanto o estreante Morgado é 125.º, a mais de uma hora e 20.
Enquanto os candidatos se marcavam, Jhonatan Narváez (UAE Emirates) aproveitou para fugir para a sua segunda vitória de etapa neste Giro, consumada em 3:27.26 horas, após 156 quilómetros entre Chieti e Fermo.
“Era uma boa tirada para mim”, assumiu o equatoriano, que igualou os quatro triunfos do compatriota Richard Carapaz na Volta a Itália, um feito “importante” tendo em conta a queda grave que sofreu no início da temporada e que o deixou fora de competição até esta prova.
Atrás de Narváez chegaram dois noruegueses da Uno-X: Andreas Leknessund foi segundo, a 32 segundos, e Martin Tjotta terceiro, a 42.
Eulálio foi 26.º, e o terceiro dos homens da geral a concluir a etapa, a 01.53 minutos do vencedor. Um pequeno ‘corte’ na rampa que desembocou na meta, cotada como de quarta categoria, fez o figueirense de 24 anos perder dois segundos para Vingegaard, que é segundo da geral, a 03.15.
O austríaco Felix Gall (Decathlon), por seu lado, chegou no mesmo grupo do corredor luso da Bahrain Victorious, mantendo-se a 03.34 minutos, na terceira posição.
Numa jornada ‘ondulante’ de transição, os candidatos a integrar a fuga eram tantos que as tentativas se sucederam assim que foi dada a partida real, com um duo de italianos de renome – Filippo Ganna (Netcompany INEOS) e Alberto Bettiol (XDS Astana) - a andar isolado durante quase cinco dezenas de quilómetros, sem nunca conseguir uma margem ‘razoável’ para o pelotão.
A pouco menos de 75 quilómetros da meta, o vento lateral provocou um corte no pelotão, com Eulálio, assim como Hindley, o então quarto da geral, a ficarem no primeiro grupo e Vingegaard no segundo.
Numa altura em que Narváez, o seu companheiro Mikkel Bjerg, e Andreas Leknessund estavam destacados na frente, a Visma-Lease a Bike foi obrigada a um inesperado trabalho, não se livrando do susto, mas conseguindo juntar os grupos pouco depois.
Esse momento foi aproveitado por uma ‘multidão’ para fugir, com ciclistas de peso como Wout Poels (Unibet Rose Rockets), Jan Christen e Igor Arrieta (UAE Emirates), Juan Pedro López (Movistar), Ben Turner (Netcompany INEOS) ou Christian Scaroni (XDS Astana), assim como Martin Tjotta, a partirem no encalço do trio da dianteira.
O pelotão autorizou, então, o sucesso da fuga, abdicando de perseguir, já depois de o ‘maglia rosa’ ter neutralizado uma tentativa de Giulio Ciccone (Lidl-Trek), que tentou a sua sorte por estar a correr na sua região e acabou a despedir-se da luta pela geral.
O trio da frente foi aumentando progressivamente a vantagem para o grupo perseguidor, assim como para o pelotão, onde a Bahrain Victorious se mostrava atenta à diferença para Scaroni – o italiano subiu à quarta posição, a 04.18 minutos do líder da geral.
Bjerg foi incansável no trabalho para o seu companheiro, com o vencedor da quarta etapa da 109.ª edição da ‘corsa rosa’ a deixar definitivamente para trás Leknessund a uma dezena que quilómetros da meta.
Talvez acreditando que a melhor defesa é o ataque, o camisola rosa saltou do grupo de favoritos na inclinada rampa até à meta e obrigou o próprio Vingegaard a fechar o espaço. “Em pequenas subidas como esta, ele é muito forte”, elogiou o dinamarquês.
No final, pouco mudou na geral, após uma jornada em que Nelson Oliveira (Movistar) foi 89.º, a 09.41, e António Morgado (UAE Emirates) 102.º, a quase 13 minutos do seu colega equatoriano.
O ciclista nacional com mais presenças em grandes Voltas (23) é 67.º, a 42.23 de Eulálio, enquanto o estreante Morgado é 125.º, a mais de uma hora e 20.
Com o segundo dia de descanso da 109.ª edição marcado para segunda-feira, o ‘maglia rosa’ português tem no domingo um novo teste à sua liderança, nos 184 quilómetros entre Cervia e Corno alle Scale, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria.
Eulálio correu como gosta e vê "boas probabilidades" em manter a 'maglia rosa'
Afonso Eulálio viu hoje uma etapa à sua medida no Giro, escolhendo acelerar no final por ser o melhor para si na véspera de uma jornada em que o ciclista considera ter “boas probabilidades” de defender a liderança.
“Para mim, chegava a Roma com esta ‘maglia’, mas é bastante impossível”, respondeu, com um sorriso, na ‘flash-interview’, ao ser questionado sobre se já se habituou à camisola rosa.
O corredor da Bahrain Victorious vestiu hoje pelo terceiro dia consecutivo a ‘maglia rosa’, superando Acácio da Silva, que em 1989 a envergou durante duas jornadas, e no domingo vai ampliar ainda mais esse registo, depois de hoje ter testado Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) e os restantes homens da geral com uma aceleração a dois quilómetros da meta.
“Gosto de correr assim. Às vezes, não o posso fazer, porque não tenho as melhores pernas, mas estes dias são os meus dias, são como uma clássica. Não gosto assim tanto de subidas muito longas, provavelmente não estou preparado para elas, mas estes dias são os dias de que eu gosto”, justificou.
O figueirense de 24 anos confessou que analisa os últimos quilómetros de cada etapa e, hoje, percebeu que “se acelerasse no paralelo era melhor”.
Eulálio foi 26.º, e o terceiro dos homens da geral a concluir a etapa, a 01.53 minutos do equatoriano Jhonatan Narváez (UAE Emirates), que ‘bisou’ nesta 109.ª edição da prova italiana, no final dos 156 quilómetros entre Chieti e Fermo.
“Fiz o que achei melhor para mim”, reforçou.
Eulálio ‘obrigou’ o próprio Vingegaard a fechar o espaço, tendo depois cedido dois segundos para o líder da Visma-Lease a Bike, que é segundo, a 03.15 minutos, e também para Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe), o campeão de 2022 que ocupa o quinto lugar da geral.
Com o segundo dia de descanso da 109.ª edição marcado para segunda-feira, o figueirense de 24 anos tem no domingo um novo teste à sua liderança, nos 184 quilómetros entre Cervia e Corno alle Scale, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria.
“Penso que não é tão difícil [como o Blockhaus], mas tentarei sobreviver como ontem [na sexta-feira]”, concluiu, já depois de ter admitido acreditar que tem “boas probabilidades” de alinhar no contrarrelógio da 10.ª etapa, na terça-feira, vestido de rosa.
Afonso Eulálio viu hoje uma etapa à sua medida no Giro, escolhendo acelerar no final por ser o melhor para si na véspera de uma jornada em que o ciclista considera ter “boas probabilidades” de defender a liderança.
“Para mim, chegava a Roma com esta ‘maglia’, mas é bastante impossível”, respondeu, com um sorriso, na ‘flash-interview’, ao ser questionado sobre se já se habituou à camisola rosa.
O corredor da Bahrain Victorious vestiu hoje pelo terceiro dia consecutivo a ‘maglia rosa’, superando Acácio da Silva, que em 1989 a envergou durante duas jornadas, e no domingo vai ampliar ainda mais esse registo, depois de hoje ter testado Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) e os restantes homens da geral com uma aceleração a dois quilómetros da meta.
“Gosto de correr assim. Às vezes, não o posso fazer, porque não tenho as melhores pernas, mas estes dias são os meus dias, são como uma clássica. Não gosto assim tanto de subidas muito longas, provavelmente não estou preparado para elas, mas estes dias são os dias de que eu gosto”, justificou.
O figueirense de 24 anos confessou que analisa os últimos quilómetros de cada etapa e, hoje, percebeu que “se acelerasse no paralelo era melhor”.
Eulálio foi 26.º, e o terceiro dos homens da geral a concluir a etapa, a 01.53 minutos do equatoriano Jhonatan Narváez (UAE Emirates), que ‘bisou’ nesta 109.ª edição da prova italiana, no final dos 156 quilómetros entre Chieti e Fermo.
“Fiz o que achei melhor para mim”, reforçou.
Eulálio ‘obrigou’ o próprio Vingegaard a fechar o espaço, tendo depois cedido dois segundos para o líder da Visma-Lease a Bike, que é segundo, a 03.15 minutos, e também para Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe), o campeão de 2022 que ocupa o quinto lugar da geral.
Com o segundo dia de descanso da 109.ª edição marcado para segunda-feira, o figueirense de 24 anos tem no domingo um novo teste à sua liderança, nos 184 quilómetros entre Cervia e Corno alle Scale, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria.
“Penso que não é tão difícil [como o Blockhaus], mas tentarei sobreviver como ontem [na sexta-feira]”, concluiu, já depois de ter admitido acreditar que tem “boas probabilidades” de alinhar no contrarrelógio da 10.ª etapa, na terça-feira, vestido de rosa.