Giro: "Hat-trick" de Magnier na 18.ª etapa em que Eulálio caiu e atacou

Giro: "Hat-trick" de Magnier na 18.ª etapa em que Eulálio caiu e atacou

O ciclista francês Paul Magnier (Soudal Quick-Step) conquistou hoje o terceiro triunfo na 109.ª Volta a Itália, numa 18.ª etapa em que Afonso Eulálio caiu e atacou e Jonas Vingegaard manteve a 'maglia rosa'.

Lusa /
Jennifer Lorenzini - Reuters

O jovem de 22 anos impôs-se ao sprint no final dos 171 quilómetros entre Fai della Paganella e Pieve di Soligo, batendo os italianos Edoardo Zambanini (Bahrain Victorious) e Jonathan Milan (Lidl-Trek), respetivamente segundo e terceiro com as mesmas 3:46.50 horas do vencedor.

O português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) caiu a 50 quilómetros da metam e teve de recolar ao pelotão, mas ainda reuniu forças para atacar e entrar isolado nos derradeiros dois quilómetros, tendo, contudo, sido apanhado.

O figueirense de 24 anos manteve a camisola da juventude e a quinta posição da geral, liderada pelo dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), com 4.03 minutos de vantagem sobre o austríaco Felix Gall (Decathlon), segundo, e 4.27 sobre o neerlandês Thymen Arensman (Netcompany INEOS), terceiro.

Na sexta-feira, o pelotão enfrenta nova jornada de alta montanha, na ligação de 151 quilómetros entre Feltre e Alleghe (Piani di Pezzè).

Giro: Eulálio levantou-se para tentar ganhar etapa em que Magnier chegou ao 'tri'

Paul Magnier fez o ‘hat-trick’ na 109.ª Volta a Itália, mas foi Afonso Eulálio o verdadeiro protagonista, com o ciclista português a cair, mas a recuperar a tempo de atacar para lutar pela vitória na 18.ª etapa.

A 50 quilómetros do final, o camisola branca sofreu uma queda e pareceu ficar maltratado, mas, confirmando o espírito combativo que já tinha demonstrado quando andou vestido de rosa, tentou surpreender os favoritos por duas vezes, vendo o seu sonho de estrear-se a vencer em grandes Voltas desvanecer-se a apenas 2.000 metros da meta.

Em Pieve di Soligo, após 171 quilómetros desde Fai della Paganella, impôs-se pela terceira vez nesta edição o jovem Paul Magnier, à frente dos ‘locais’ Edoardo Zambanini (Bahrain Victorious) e Jonathan Milan (Lidl-Trek), respetivamente segundo e terceiro com as mesmas 03:46.50 horas do vencedor.

“Não esperava que [a vitória] acontecesse hoje, o que torna tudo mais bonito”, disse o francês de 22 anos, após ter conseguido superar o ‘muro’ que antecedeu a meta e recuperar a camisola dos pontos.

Foi no Muro di Ca' del Poggio que o português da Bahrain Victorious atacou pela primeira vez, antes de distanciar-se novamente na companhia de Johannes Kulset (Uno-X), sem que conseguisse ganhar a etapa ou alterar a sua situação na geral, na qual é quinto, a 05.40 minutos de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike).

Numa jornada em que surpreendentemente foram os sprinters a discutir a etapa, o dinamarquês manteve os 04.03 minutos de vantagem sobre o austríaco Felix Gall (Decathlon) e os 04.27 sobre o neerlandês Thymen Arensman (Netcompany INEOS), que é terceiro.

Na última tirada desenhada para fugitivos, Nelson Oliveira (Movistar) foi um dos que mais tentou, mas foram o incansável Mattia Bais, pelo nono dia em fuga neste Giro, e o seu colega Andrea Mifsud (Polti-VisitMalta), James Shaw (EF Education-EasyPost) e Jonas Geens (Alpecin-Premier Tech) aqueles que ganharam uma margem ‘suficiente’ para o pelotão.

A jornada decorreu sem sobressaltos até à entrada dos derradeiros 50 quilómetros, quando Eulálio caiu, numa zona de abastecimento apeado.

O pelotão incompreensivelmente não esperou pelo camisola branca, que ficou a mais de um minuto dos restantes candidatos à geral, mas que conseguiu regressar uns 15 quilómetros depois, após ser assistido pelo médico da prova.

Apesar da queda, o português da Bahrain Victorious foi o primeiro a atacar entre os homens da geral, a uma dezena de quilómetros da meta, pouco depois de Geens ser alcançado.

Foi o próprio ‘maglia rosa’ a responder ao figueirense de 24 anos, que voltou a tentar a sua sorte na companhia de Johannes Kulset e falhou por apenas 2.000 metros a sua intenção, acabando por chegar integrado no pelotão.

Já Nelson Oliveira (Movistar) e António Morgado (UAE Emirates) perderam, respetivamente, 04.51 minutos e 05.15, na véspera da 19.ª etapa, que terá 5.000 metros de desnível acumulado na ligação entre Feltre e Alleghe (Piani di Pezzè).

A tirada de sexta-feira toca o ‘teto’ deste Giro, no Passo Giau, uma categoria especial situada a 2.305 metros de altitude, ao longo dos seus 151 quilómetros nos Dolomitas, que incluem seis contagens de montanha, quatro delas de segunda categoria, estando a última instalada na meta.
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