Judo/Mundiais. Catarina Costa, uma `underdog` que aspira a um bom sorteio

Judo/Mundiais. Catarina Costa, uma `underdog` que aspira a um bom sorteio

A olímpica Catarina Costa (-48 kg), três vezes vice-campeã europeia, entra no domingo no seu oitavo mundial de judo na condição de ‘underdog’, numa fase em que está fora dos cabeças de série.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Jeon Heon-kyun - EPA

Um longo tempo afastada dos ‘tatamis’, depois de uma cirurgia a um cotovelo no início do ano, provocou uma, inevitável, queda da judoca no ranking mundial, o que desde logo lhe poderá trazer dificuldades acrescidas nos Mundiais.

“Tenho essa motivação de, não sendo uma das cabeças de série, continuar a comprovar que sou uma boa competidora e que vou lá para disputar a prova, mas também ciente que estou muito dependente do sorteio, estou um pouco dependente da sorte, digamos assim, apesar de nos prepararmos para ganhar”, disse a judoca à agência Lusa.

Aos 29 anos, com uma carreira repleta de medalhas [oito em Grand Slam, seis em Grand Prix e quatro em Europeus], Catarina Costa lutou por três vezes pela subida ao pódio nos maiores palcos, com um quinto lugar nos Jogos de Tóquio2020 e dois quintos lugares em Mundiais, em Baku2018 e Abu Dhabi2024.

“Gosto um bocadinho desse estatuto, digamos assim, de ‘underdog’, e em 2018 em Baku, precisamente, eu era muito ‘underdog’, e nessa altura tinha também que provar, porque queria entrar no projeto”, lembrou a judoca.

No regresso à capital azeri, a judoca, que concilia o desporto com a atividade de médica em Coimbra, quer acima de tudo gerir o que pode controlar, sabendo que o sorteio será sempre uma condicionante.

“O sorteio dita também muito do nosso percurso, mas isso é uma pressão que eu não tenho porque eu não posso controlar, está fora do meu controle, E depois será combate a combate, obviamente. (…) Tudo o que eu puder controlar vou controlar, mas não sinto uma pressão adicional de não ser cabeça de série. Tenho apenas a noção da dificuldade do desafio e estou-me a preparar para ele”, acrescentou.

Para Baku, a judoca leva a ‘bagagem’ de um total de nove combates no Grand Prix de Lima, competição em que foi bronze, e no Grand Slam de Lausana, ambos disputados em agosto, e que lhe deram bons indicadores para o que aí vem.

“Com estes nove combates, destas duas provas, levo uma base muito boa para a disputa agora do Campeonato do Mundo”, concluiu.

Portugal compete a partir de domingo e até 10 de outubro nos Mundiais de judo em Baku, com uma seleção composta por Catarina Costa (-48 kg), Bernardo Tralhão (-60 kg), Miguel Gago (-66 kg), Otari Kvantidze (-73 kg), Joana Crisóstomo (-63 kg), Taís Pina (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Rochele Nunes (+78 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg).

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